Ruptura no Amadora/Sintra

O Director-Geral da Saúde, Francisco George, recomendou, esta semana, aos doentes que «consultem primeiro o seu médico de família» e que «só devem recorrer às urgências em necessidade absoluta».
No entanto, o que o responsável governamental não sabe é que, por exemplo, só no concelho de Sintra, existem 100 mil utentes sem médico de família. Por outro lado, os centros de saúde de Belas, Queluz, Agualva, Rio de Mouro/Fitares, Mem Martins/Tapada das Mercês, Abrunheira e São Marcos não dispõem de condições condignas.
«Mais uma vez, em termos de PIDDAC para 2009, não estão previstos quaisquer tipos de investimentos na área da saúde no concelho de Sintra», acusa, em nota de imprensa, a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Sintra, alertando para o facto de no Hospital Amadora/Sintra «os casos urgentes estarem a demorar 12 horas». «Esta é a realidade derivada do abandono a que tem sido votado o concelho de Sintra em termos de política de saúde», acrescenta a CUSCS.


Faltam médicos em Ovar

Há cerca de um mês que a Extensão de Cortegaça do Centro de Saúde de Ovar deixou de ter capacidade de resposta para as muitas e habituais solicitações da população. «Dos três médicos que ali prestavam serviço, um está de férias e outro foi transferido para a recém inaugurada Unidade de Saúde Familiar de Ovar», denuncia a CDU, lembrando que aquela unidade de saúde «apenas funciona com um médico que, ainda por cima, apenas presta serviço três dias por semana, deixando a população à beira de um ataque de nervos».


Cinco anos à espera de lei

As 17 787 colectividades de cultura, recreio e desporto, os 266 805 dirigentes associativos e os três milhões de associados exigem que a lei 34/2003 – «Reconhecimento e valorização do Movimento Associativo Popular» - seja, de imediato, definida pelo Governo.
«O poder político, pressionado pela opinião pública, não podia atrasar mais a saída da legislação então exigida. Contudo, como faz com muitas outras leis, passaram os 120 dias (22 de Dezembro de 2003) que a própria lei impõe e o Governo, como era sua competência, não definiu o que deveria ter definido», acusa, em nota de imprensa, a Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, lembrando que, no dia 22 de Dezembro do 2008, «completaram-se cinco anos que uma Lei da República foi publicada e após três governos e três primeiros-ministro (Durão Barroso/PSD, Santana Lopes/PSD e José Sócrates/PS), ou seja, 1726 dias depois, ainda está por definir uma lei que o deveria ter sido em 120 dias».
Os prejuízos causados ao Movimento Associativo Popular (MAP) são incalculáveis. «A sociedade fica mais pobre e mais frágil sem o MAP no pleno exercício dos seus direitos e deveres», acusa a confederação.


Presente envenenado

O Partido Ecologista «Os Verdes» considerou, em nota de imprensa, «escandaloso» e «desonesto» o facto do Estudo de Impacto Ambiental da Barragem da Foz do Tua ter sido colocado em Consulta Pública nas vésperas de Natal, mais concretamente a partir do dia 22 de Dezembro. Esta medida tem como objectivo minimizar a participação pública na discussão deste projecto hidroeléctrico que tanta oposição tem levantado.
«Os Verdes» consideram ainda que a abertura desta Consulta Pública tem o sabor de um presente envenenado à população transmontana e ao património cultural e natural do País e demonstra claramente «como este Governo põe os interesses das empresas hidroeléctricas à frente de qualquer outro interesse do País e desta região».


Vitória dos agricultores de Aveiro

Os agricultores do Mercado de Santiago, em conjunto com a sua associação, a ALDA, venceram a intensão do executivo camarário de Aveiro, que não lhes permitia a venda nas vésperas de natal e ano novo. «Era grande o agrado e a satisfação de quem vendia e de quem comprava», relata a ALDA, sublinhando: «Venceu a vontade dos agricultores contra a anterior posição do executivo que não permitia a venda de produtos frescos no exterior do mercado».


Morreu capitão de Abril

Faleceu, segunda-feira, em Lisboa o vice-presidente da Liga dos Combatentes e capitão de Abril, o major-general do Exército português Carlos Camilo.
Carlos Camilo nasceu em 1944 e esteve envolvido na «primeira grande reunião de capitães de Abril, a 9 de Setembro de 1973, em Alcáçovas, perto de Évora», explicou, à Lusa, o coronel e também capitão de Abril, Vasco Lourenço.
O major-general do Exército esteve também nas primeiras direcções da Associação 25 de Abril, tendo organizado um dos «principais batalhões que intervieram» na revolução dos cravos, que tomou o controlo da «zona do parque Eduardo VII e dos estúdios do Rádio Clube Português».
Recentemente, Carlos Camilo estava envolvido no processo de transladação de corpos de antigos militares da guerra colonial sepultados na Guiné para Portugal.


Resumo da Semana