Viale Moutinho agraciado

O escritor português José Viale Moutinho foi eleito membro da Real Academia Galega, em Espanha. A notícia foi divulgada segunda-feira pela Lusa, citando uma fonte daquela instituição que adiantou ter sido a decisão tomada por unanimidade a 20 de Dezembro.
Nascido no Funchal, em 1945, José Viale Moutinho tem uma vasta obra no campo da poesia e da ficção onde se incluem «Natureza morta iluminada», «No país das lágrimas», «Histórias do tempo da outra senhora», «Romanceiro da terra morta» e «Hotel Graben». Algumas das suas obras estão traduzidas em russo, búlgaro, castelhano, catalão, alemão, italiano e galego.
É também autor de livros para crianças - «O cavaleiro de tortalata», «O menino gordo» e «Os dois fradinhos», entre outros - e de colectâneas sobre música popular e de resistência como «O nosso amargo cancioneiro», «Memória do canto livre em Portugal» e «Cancioneiro de Abril».
Na Galiza, onde foi distinguido em 1995 com o prémio Pedrón de Honra, Viale Moutinho editará este ano a obra «Negra sombra, negra sombra e outros contos», com narrativas sobre a guerra civil espanhola.


Aumentam despedimentos colectivos

Entre Janeiro e Outubro do ano passado quase três mil os trabalhadores foram alvo de processos de despedimento colectivo, número que supera em 30 por cento o total dos que perderam o seu posto de trabalho em 2007.
2 979 pessoas foram despedidas nos dez primeiros dez meses de 2008, contra 2 289 do total do ano anterior, segundo dados da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, divulgados no dia 29 de Dezembro.
Estes processos de despedimento colectivo abrangeram 175 empresas, enquanto que em 2007 esse número foi de 155.
Por regiões, até Outubro de 2008, o Norte foi a mais afectada, tal como em 2007, com 87 empresas a incrementar processos visando o despedimento colectivo, num total de 1 585 trabalhadores, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (724), Centro (649), Algarve (46) e Alentejo (24).


Ataque à liberdade de expressão

Três elementos do Movimento de Utentes dos Transportes da Área Metropolitana do Porto (MUT-AMP) foram acusados pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto de promoverem uma manifestação ilegal.
Sobre Carlos Ponto, Norberto Alves e André Dias recai a acusação de não terem dado cumprimento às formalidades necessárias à realização de manifestações, no caso um protesto público realizado em 19 de Janeiro de 2007 que acabou junto ao Governo Civil da cidade invicta.
Mais de duas centenas de pessoas expressaram na ocasião o seu descontentamento pela nova rede de autocarros da STPC, exigindo a demissão da presidente da empresa e a reposição das antigas linhas.
À acusação de que foi desrespeitado o aviso com 48 horas de antecedência, tese defendida pelo DIAP, respondem os dirigentes do MUT-AMP com a afirmação de que se a governadora civil considerava a manifestação ilegal, então «não faz sentido que tenha incumbido o seu chefe de gabinete de receber uma carta reivindicativa». Aquele movimento de utentes considera ainda que a acusação «põe em causa a liberdade de expressão» e lembra que «só com os protestos é que foi possível haver cedências por parte do conselho de administração da STCP».


Stephens voltará a brilhar

Arrancam este ano as obras de requalificação do Teatro Stephens, na Marinha Grande, prevendo-se que em 2010 nele sejam retomadas as sessões de cinema, afiançou na passada semana o presidente da Câmara, Alberto Cascalho, revelando que o município está empenhado em «concluir o investimento tão rápido quanto possível». Isto porque, explicou, há financiamento garantido, e essa era a sua primeira preocupação, ou seja, assegurar os 1,2 milhões de euros necessários à execução da obra.
O projecto prevê a requalificação integral do edifício, que passa a ser um «espaço polivalente», havendo o claro propósito de que venha a contribuir para revitalizar o centro tradicional da histórica capital da indústria vidreira.
Começando por ser o Teatro da Real Fábrica de Vidros, edificado no século XVIII, o actual Teatro Stephens tem uma longa e rica história ligada às artes de palco, por onde os operários vidreiros representaram e viram representar.
Alvo de destruição com as invasões francesas, sofreu um incêndio na década de trinta do século passado, fechando as suas portas no Verão de 2007 por falta de condições.


Palmela eleita Cidade do Vinho

Palmela ganhou o Prémio Cidade do Vinho 2009, atribuído pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), que conta actualmente com cerca de 80 concelhos produtores vinícolas.
Esta foi a primeira edição desta corrida ao galardão na qual entraram sete autarquias, integrantes, além do distrito de Setúbal, do Douro, do Ribatejo e Oeste e do Alentejo. A atribuição do galardão teve por base o reconhecimento de que Palmela apresentou a candidatura «melhor fundamentada e preparada».
Com o título «Cidade do Vinho 2009», Palmela organizará «diversos eventos ligados ao vinho», cuja programação será divulgada ainda este mês na cerimónia de entrega dos prémios a decorrer no Cartaxo.


Resumo da Semana