Solidários com Palestina e Saara Ocidental

A luta dos povos da Palestina e do Saara Ocidental estiveram em destaque em duas iniciativas realizadas no sábado passado. O objectivo foi esclarecer sobre a situação naqueles territórios e apelar ao redobrar da solidariedade.
À tarde, nas instalações do Independente Futebol Clube Torrense, Torre da Marinha, Seixal, Fernando Paulino, da Comissão de Paz local, Sandra Benfica, do CPPC, Carlos Silva, do MPPM, Carlos Mateus, vereador da CM do Seixal, e Almira Santos, do STAL, intervieram num debate donde saiu uma veemente condenação a Israel pela política de autêntico holocausto que pratica contra a Faixa de Gaza.
Já no concelho da Moita, à noite, a Biblioteca Municipal Bento de Jesus Caraça acolheu a sessão inaugural de uma exposição do CPPC sobre o Saara Ocidental. Na ocasião, João Lobo, presidente daquela autarquia, sublinhou a necessidade de manter o apoio à luta do povo sarauí, e Sandra Benfica, em nome do CPPC, lembrou que é já este ano que arranca uma caravana de solidariedade rumo aos acampamentos de refugiados.
Na inauguração da mostra, patente até 27 de Fevereiro, tomaram ainda a palavra Mohamed el-Mami, jovem sarauí perseguido e torturado pelas forças ocupantes marroquinas, e Adda Brahim, representante da Frente Polisário em Portugal.


Homenagem a um revolucionário

No primeiro aniversário do falecimento de José Manuel Costa, o Auditório da CM da Guarda encheu para homenagear o ex-dirigente regional do PCP e do Sindicato dos Professores da Região Centro, organização responsável pela iniciativa.
Na sessão, José Costa foi lembrado por colegas, amigos, familiares e camaradas como um revolucionário dedicado à defesa dos interesses da classe operária, dos trabalhadores e do País, um homem firme, frontal e coerente, quer na actividade política quer na intervenção social e cívica. Dois dos seus ex-alunos leram poemas próprios que descreveram com carinho e objectividade a maneira de ser e de estar do professor.
«As portas que Abril abriu», de Ary dos Santos, acompanharam uma apresentação de fotografias alusivas a vários momentos da vida de José Costa. O grupo musical «Trivenção» interpretou canções de Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso e Sérgio Godinho. A sessão evocativa terminou com a «Grândola vila morena» cantada em uníssono pelos presentes.


Bancos apertam crédito

As famílias e as pequenas e médias empresas encontram cada vez mais dificuldades para aceder ao crédito bancário. Segundo dados confirmados pelo Banco de Portugal (BdP), nos últimos meses os cinco grupos bancários portugueses apertaram ainda mais as condições para a concessão de empréstimos, tendência que se deve manter nos primeiros meses deste ano, acrescenta o BdP.
Para além da restrição dos critérios e a exigência de garantias, o custo do crédito (spreads) aumentou, os montantes foram reduzidos e os prazos de pagamento limitados. As instituições – que receberam um aval do Estado na ordem dos 20 mil milhões de euros e já dizem precisar de mais – justificam-se com a crise.


Crise enche transportes

Os portugueses estão a utilizar cada vez mais os transportes públicos. A culpa é da política de direita e da crise capitalista, que conjugadas e em simultâneo agravam as condições de vida dos trabalhadores.
De acordo com informações divulgadas pela Lusa, o Metro do Porto e a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) registaram aumentos de passageiros na ordem dos 7 e 2 por cento, respectivamente. Na capital, o metropolitano e a Carris também assinalam uma tendência ascendente no número de utentes, situação que se repete na travessia do Tejo com um acréscimo de 2,6 por cento.
As ferrovias suburbanas de Lisboa e Porto apresentam igualmente um aumento de 1,4 por cento.


Chamas devastam Austrália

Pelo menos 181 pessoas morreram na sequência dos fogos florestais que na última semana devastaram cerca de três mil quilómetros quadrados de florestas, plantações e áreas residenciais no Estado de Vitória, no Sul da Austrália. As chamas parecem ter sido desencadeadas por mão criminosa, mas as condições climatéricas contribuíram em muito para o seu alastramento.
No balanço provisório, divulgado terça-feira, as autoridades locais alertaram que o número de vítimas já contabilizas pode ficar aquém da realidade, uma vez que ainda não foram localizados muitos dos moradores das zonas atingidas pelas chamas.
Os piores incêndios da história da Austrália chegaram a ter dezenas de frentes de fogo e obrigaram à mobilização de milhares de bombeiros e soldados. Só a descida da temperatura registada no início desta semana amenizou a situação.
No regresso, os residentes das zonas afectadas encontram um cenário de catástrofe, com regiões inteiras onde tudo ficou calcinado.


Resumo da Semana