É possível alargar a influência e actividade da URAP
Assembleia-gera da URAP
Afirmar a luta antifascista
A União de Resistentes Antifascistas Portugueses reuniu a Assembleia-geral, sábado, e decidiu prosseguir a afirmação da luta antifascista.
Mais de meia centena de militantes participou na reunião magna realizada na Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa, convocada para apreciar o relatório e contas e as actividades realizadas durante o ano de 2008, analisar a situação actual da organização e traçar orientações para o futuro.
Num debate vivo e marcado pela confiança no reforço da intervenção e alargamento da influência da URAP, os membros da direcção e activistas deram nota das principais iniciativas levadas a cabo, donde se destacam os esforços mobilizados para a edificação do Museu da Resistência na Fortaleza de Peniche, o combate ao projecto do Museu Salazar com a entrega de milhares de assinaturas contra a sua concretização, e a actividade internacional da URAP, nomeadamente a realização de um Encontro Internacional em Setúbal, e a presença de uma delegação ao Encontro de Jovens da Europa, que decorreu em Buchenwald, na Alemanha.
Sublinhado, ainda, para a edição regular do boletim e para o sítio Internet, as comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio, as homenagens aos tarrafalistas e a outros destacados antifascistas, a evocação de datas significativas na luta do povo português contra a ditadura fascista, e para as dezenas de debates, exposições, sessões de esclarecimento, visitas e outras iniciativas promovidas pelos núcleos.
Em 2009, os membros da URAP decidiram reforçar a organização, realizar mais actividades, melhorar troca de experiências entre núcleos, avançar com o Museu da Resistência em Peniche e incrementar as relações com a FIR e outras organizações antifascistas.

Boa Hora

Na assembleia-geral foi aprovada uma moção de repúdio contra a intenção do Governo em vender o Tribunal da Boa Hora e transformá-lo em «hotel de charme», o que, considera a URAP, seria «imperdoável no que toca ao dever de preservação, por parte do Estado, do património nacional e de defesa da memória», já que, acrescentam, «a Boa Hora representa ainda um testemunho da actividade do Tribunal Plenário onde foram julgados e condenados muitos antifascistas».


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