Telavive tem projectos para construir 73 mil novas habitações
Israel prevê duplicar colonatos na Cisjordânia
Greve contra a ocupação
Os palestinianos dos territórios ocupados por Israel na Cisjordânia cumpriram, sábado, um dia de greve em protesto contra os projectos de construção de novos colonatos na região.
A paralisação convocada pela Organização de Libertação da Palestina (OLP) teve como objectivo protestar contra a expulsão de um milhar e meio de palestinianos do bairro de Silwan, em Jerusalém Oriental, para o qual as autoridades locais israelitas têm já planos aprovados. De acordo com dados divulgados pela cadeia de televisão Al-Jazeera, citada pelo vermelho.org, Israel terá mesmo ordenado a demolição de 88 casas de palestinianos no centro da cidade.
A justificação é de que as habitações são ilegais, mas os moradores defendem-se garantindo que os pedidos de legalização de construções nas zonas de maioria árabe são permanentemente negados, e, nesse contexto, vêem-se obrigados a edificar à margem da lei.
Só nos últimos cinco anos foram demolidas 350 casas naquela área urbana sob o mesmo pretexto. Desde 1967, data da anexação por parte de Israel da parte palestiniana de Jerusalém, cerca de 300 mil colonos israelitas deslocaram-se para a zona Oriental.

Projecto de fundo

Mas os projectos de Israel para os territórios ocupados na Cisjordânia não se ficam pelo bairro de Silwan. Dois dias depois da greve decretada pela OLP, informações divulgadas pelas agências EFE e AFP indicam que o futuro governo de Telavive pode vir a aprovar a construção de 73 mil novas habitações na Cisjordânia – quase seis mil só em Jerusalém Leste –, o que, a confirmar-se, quase duplicaria o número de colonos nas regiões ocupadas daquele território, uma vez que se estimam em 280 mil os possíveis novos ocupantes.
Segundo denunciou a organização israelita «A Paz Agora», o Ministério da Habitação de Israel já aprovou 15 mil casas (aproximadamente nove mil estão em fase de construção), e mantém pendente a autorização para outras 58 mil habitações. A estrutura alertou igualmente para o facto de aos projectos daquele departamento governamental acrescerem os previstos por outras entidades públicas e privadas israelitas.


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