Álvaro Rana homenageado

Álvaro Rana foi homenageado no passado sábado numa sessão realizada na Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa. Álvaro Rana, falecido recentemente, era militante comunista e foi um dos fundadores da Intersindical, em 1970, e um destacado dirigente sindical após a Revolução de Abril.
Numa sessão presidida por Kalidás Barreto, que também interveio, tomaram da palavra José Casanova, em nome do PCP; Maria do Carmo Tavares, pela CGTP-IN, Rui Namorado Rosa, do CPPC, do qual Álvaro Rana era também um empenhado activista, e ainda Sérgio Ribeiro.
Na sala, familiares, amigos e camaradas do homenageado, escutaram, com emoção, as palavras dos oradores sobre este destacado construtor do Portugal democrático.


100 anos de um clássico

Encontra-se patente desde o passado dia 1 de Abril e até ao próximo dia 23, na Biblioteca Nacional de Portugal, uma exposição bibliográfica evocativa do centenário do nascimento de Joaquim Soeiro Pereira Gomes.
Nascido em Gestaçô, Baião, perto do Porto, Soeiro Pereira Gomes cumpriu em Coimbra um curso de técnico de regente agrícola. Posteriormente, deslocou-se para Lisboa onde começou a trabalhar numa fábrica, o que lhe valeu contactos com os meios operários da zona industrial do Tejo.
Militante e dirigente do Partido Comunista Português nos duros anos da clandestinidade, Soeiro Pereira Gomes é um dos expoentes do neo-realismo, tendo deixado obras como Esteiros, Engrenagem, ou Contos Vermelhos, para além de crónicas e artigos para jornais e outras publicações periódicas.


«O Segredo da Cauda do Dragão»

Foi apresentado no último sábado, dia 4, na Casa do Alentejo, em Lisboa, o livro «O Segredo da Cauda do Dragão». Na sessão de apresentação da obra escrita pelo arquitecto Guilherme Alves Coelho intervieram a Dra. Rosa Calado e o Dr. Carlos Consiglieri.
Alentejano nascido em Beja em 1944, foi em Lisboa que Guilherme Alves Coelho passou a maior parte da vida, tendo trabalhado em gabinetes de arquitectura, nos departamentos de Planeamento de Reabilitação Urbana, Planeamento Urbanístico, e Planeamento Estratégico da Câmara de Lisboa, e como profissional liberal assinando vários projectos.


<i>Freeport</i> em segredo até 2010

O processo Freeport vai estar em segredo de justiça até Junho de 2010. Na base do prolongamento do prazo da investigação está a gravidade dos crimes alegadamente cometidos e a necessidade de apuramento dos factos e dos envolvidos.
A decisão foi conhecida dias depois dos magistrados encarregues do processo, Vítor Magalhães e António Paes Faria, e do presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, terem denunciado alegadas pressões para que o caso fosse arquivado, exercidas por Lopes da Mota, procurador do Eurojust. As supostas pressões de Lopes da Mota teriam respondido a um pedido feito nesse sentido pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, o qual, por sua vez, estaria a dar seguimento a um pedido do primeiro-ministro, José Sócrates.
O caso das «pressões» no caso Freeport foi apreciado, ainda a semana passada, pelo Conselho Superior do Ministério Público. As conclusões deverão ser apresentadas no prazo de 30 dias.


Desemprego galopante nos EUA

Os dados confirmados a semana passada pelos organismos oficiais dos EUA voltaram a indicar uma subida galopante do desemprego no país. São já mais de 5,1 milhões de postos de trabalho destruídos desde que a economia norte-americana entrou em recessão.
Só durante o mês de Março, o Departamento do Trabalho contabilizou mais 663 mil desempregados, número que fez disparar a taxa de desemprego para os 8,5 por cento, o valor mais elevado do último quarto de século. Acresce que, pelo quarto mês consecutivo, ficam desocupados mais de 650 mil trabalhadores na América do Norte.
Neste contexto, não é estranho que várias instituições alertem para um aumento dos sem-abrigo nos EUA na ordem dos 40 por cento.


Sismo destrói Aquila

O tremor de terra que na madrugada de segunda-feira abalou a cidade de Aquila, na região de Abruzzo, no Centro de Itália, deixou parcialmente destruída a localidade das 99 praças e 99 igrejas, construídas em alusão aos 99 castelos que a circundavam na data da sua fundação.
O sismo com uma intensidade 5,8 na escala de Richter provocou a derrocada de equipamentos públicos, edifícios históricos e habitacionais, deixando sem abrigo milhares de pessoas entretanto alojadas em tendas de campanha.
No balanço das vítimas, estão confirmados 207 mortos e 178 feridos, uma centena dos quais em estado grave. 150 pessoas foram até agora retiradas dos escombros pelas equipas de socorro e cerca de duas dezenas encontram-se ainda desaparecidas.


Resumo da Semana