Está em marcha a mobilização para um grande 1.º de Maio
Tribunas da CGTP-IN de Norte a Sul
Luta a crescer para mudar
A caminhada de Pevidém a Guimarães, e as tribunas públicas no Porto, em Coimbra, na Covilhã, em Évora e em Faro, reafirmaram a confiança de milhares de trabalhadores na força da luta para mudar de política.
Esta série de iniciativas das estruturas regionais da CGTP-IN teve lugar no âmbito do dia internacional de luta «pelos direitos dos trabalhadores, contra a exploração», promovido pela Federação Sindical Mundial. Nelas foi salientada a importância da mobilização para as comemorações do Dia Mundial do Trabalhador.
Dia 2, concentraram-se na Praça da Batalha trabalhadores do Porto, e também dos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Viana do Castelo, Vila Real. Foi aqui recebida com satisfação uma mensagem de Ilda Figueiredo, comunicando o fracasso da negociação entre a Comissão e o Parlamento europeus, sobre a directiva acerca do tempo de trabalho.
Na sexta-feira, dia 3, reuniram-se no Largo da Portagem manifestantes de Coimbra e dos distritos de Guarda, Viseu e Leiria; outra concentração teve lugar na Covilhã, junto ao Pelourinho.
A «caminhada pelo direito ao emprego», realizada no sábado, dia 4, com o Movimento dos Trabalhadores Desempregados, partiu de Pevidém com cerca de 1500 participantes, para um percurso de sete quilómetros, e à entrada de Guimarães contava com mais de quatro mil - refere uma nota da União dos Sindicatos de Braga, divulgada segunda-feira, que criticou os canais de televisão, por se terem alheado completamente desta jornada.
O seu coordenador, Adão Mendes, no comício realizado no final da marcha, no Jardim da Alameda, lembrou os dados oficiais do desemprego e notou que, das jornadas parlamentares do PS, que decorreram na cidade dias antes, não saíram medidas de combate ao desemprego nem de apoio ao sector produtivo e aos trabalhadores desempregados que não recebem quaisquer prestações sociais.
Maria Ondina Coutinho, do MTD, apontou algumas propostas que deputados e governantes ignoraram, como um «programa de urgência» para o Vale do Ave e o Vale do Cávado, um «observatório do emprego», o alargamento dos critérios e dos prazos de atribuição do subsídio de desemprego e o fim da «apresentação quinzenal» dos desempregados.
Manuel Carvalho da Silva, por seu turno, contestou as intenções de alguns patrões, facilitadas pelo actual Código do Trabalho, de diluírem nos salários os subsídios de Natal e de férias, como forma de acabarem com eles. O secretário-geral da CGTP-IN reclamou aumentos reais dos salários, em vez da ilusão de crescimento do salário mensal que decorreria de tal medida. Alertou ainda para os conteúdos do Código de Contribuições para a Segurança Social, em preparação.
Na segunda-feira, dia 6, a Praça do Giraldo albergou os protestos de trabalhadores dos distritos de Évora, Beja e Portalegre. Anteontem, os sindicatos do Algarve realizaram a tribuna distrital na baixa de Faro.
Em Lisboa, a tribuna iria ter lugar ontem à tarde, também com participação dos distritos de Setúbal e Santarém.


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