<i>Noventa e três</i>, de Victor Hugo

Noventa e três, considerado um dos mais belos romances de Victor Hugo, abre a nova colecção «Os Romances Universais» com a chancela da Portugália Editora.
Com tradução de Maximiano Lemos Júnior, numa edição magnificamente tratada do ponto de vista gráfico por Armando Alves, nas suas mais de três centenas e meia de páginas «Noventa e Três emociona e, ainda hoje, faz pensar», como sublinha Baptista-Bastos no prefácio a esta obra com que Victor Hugo «encerra o diálogo» que manteve em toda a sua vida com a Revolução. É que, recorda, «ele foi a voz dos sem voz, o companheiro dos arranhados e dos anulados, estabelecendo, com palavras muito belas e eficazes, a constituição hierárquica da realidade, na qual a injustiça e o poder arbitrário eram alvos a aniquilar».


<i>Os Trânsfugas </i>

Acabado de sair foi também o romance Os Trânsfugas, de António Cal, numa edição da Leitor. «Àqueles que se viram contra os companheiros, traindo o melhor de si próprios, arremesso este livro», afirma o autor numa espécie de dedicatória nesta sua obra onde, como o nome indica, se contam histórias de quem, traindo os seus valores e ideais, passou de armas e bagagens para o outro lado...


Mora apoia jovens desempregados

A Câmara Municipal de Mora lançou o «Programa de Apoio
a Jovens Desempregados», iniciativa que se traduz na ocupação laboral remunerada em regime part-time nos diversos serviços da autarquia.
A ideia que presidiu a esta medida, que a 9 de Abril contabilizava já a adesão de 12 jovens, é ajudar os jovens morenses desempregados a ocupar o seu tempo de forma útil, auferindo 200 euros por mês. Abrangidos, numa primeira fase, são os desempregados do concelho com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos e que sejam beneficiários do Cartão Municipal Jovem. Numa segunda fase, o programa poderá ser alargado aos jovens até aos 30 anos. Sensível às dificuldades sentidas pelos mais jovens na busca de emprego, a autarquia contribui assim para a sua inserção no tecido laboral, minimizando ao mesmo tempo os custos de quem tem de viver sem uma remuneração fixa.



Linha SOS crise

A linha SOS Crise, lançada há cerca de um mês pela Deco, registava na passada semana um número já superior a 500 chamadas, enquanto na página da Internet com simuladores de crédito andava já pela ordem dos milhares o número de consultas, segundo informação daquela associação para a Defesa do Consumidor.
Os simuladores são utilizados para saber qual o melhor banco para obter um crédito à habitação, perceber se compensa mudar de banco ou se é adequado consolidar vários créditos num só, por exemplo.
A motivação que está na base dos telefonemas é diversa, havendo de tudo um pouco: pessoas que ainda não são afectadas pela crise financeira, mas querem saber como é que podem poupar mais dinheiro por mês, ou pessoas que já estão «com a corda na garganta, completamente sobreendividadas».


Medicamentos genéricos

Os medicamentos genéricos têm a mesma substância activa, forma farmacêutica e dosagem do remédio original, de marca, que lhe serviu de referência, sendo no entanto mais baratos.
Segundo o Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P.), que regula este mercado, os genéricos têm a mesma qualidade, eficácia e segurança a um preço inferior ao do medicamento original.
A autoridade esclarece que «são medicamentos 20 ou 35 por cento mais baratos do que o medicamento de referência, com a mesma forma farmacêutica e igual dosagem, caso não exista grupo homogéneo». Caso exista grupo homogéneo, «o preço de venda ao público é igual ou inferior ao preço de referência desse grupo».
No que diz respeito a garantias de segurança, qualidade e eficácia, o Infarmed invoca o decreto-lei n.º 176/2006 de 30 de Agosto, que estabelece que «a Autorização de Introdução no Mercado (AIM) de medicamentos genéricos está sujeita às mesmas disposições legais dos outros medicamentos.


Nisa com novo museu

O Museu do Barro e do Bordado abre dia 17 de Maio na vila alentejana de Nisa (Portalegre), num investimento de 1,2 milhões de euros, anunciou na passada semana a presidente do município local, Gabriela Tsukamoto.
«É um sonho antigo, com vinte anos, e que agora vai ser concretizado», declarou, revelando que a intenção da autarquia é utilizar o museu como «rampa para a formação e para a criação de um pólo de design». Projectar o bem conhecido artesanato de Nisa «através de outras formas», constitui outro dos objectivos deste projecto «polinucleado», que contou com o apoio do Instituto de Turismo de Portugal.
O espaço museológico pretende dar a conhecer os típicos bordados de Nisa e as cantarinhas em barro, entre outros objectos típicos daquela região do norte alentejano. O museu vai incluir também, numa fase posterior, ateliers de trabalho para designers.
A autarquia vai ainda celebrar um protocolo com a Faculdade de Belas Artes de Lisboa abrangendo tanto o campo da reconstrução da tradição como o campo da inovação do artesanato, com vista a dinamizar a actividade do museu na fase inicial.
A artista plástica Joana Vasconcelos foi convidada para, em conjunto com os artesãos locais, desenvolver uma obra que reúna as várias características das artes tradicionais do concelho, trabalho esse que passará a integrar o espólio do novo museu.


Resumo da Semana