Perante a unidade dos trabalhadores, as empresas têm que suster os ataques
Dias de lutar nas transportadoras
Movidos a greves
Por melhores condições laborais, por aumentos salariais justos, em defesa de direitos ameaçados e pelo futuro do sector, trabalhadores de várias empresas de transportes recorrem à greve e outras formas de luta.
Casos sucessivos comprovam que as administrações (e quem as nomeia) recuam nas suas posições apenas perante a força dos trabalhadores.
Na expectativa de uma alteração quanto aos tempos de trabalho e de repouso, o SPAC desconvocou a greve agendada para 13 de Junho, depois de os pilotos da Portugália terem cumprido, com fortes níveis de adesão, seis dias de paralisação, concluídos no domingo. A reivindicação, que liga condições de trabalho com as condições de segurança do transporte, é semelhante à que tem movido o STRUP/CGTP-IN, relativamente aos motoristas de mercadorias.
Hoje, ao início da tarde, activistas sindicais e outros trabalhadores ferroviários vão concentrar-se frente à sede da administração da Refer, em Lisboa, junto à estação de Santa Apolónia, contra injustiças e discriminações nos salários, contra a retirada de direitos no seguro de saúde, por uma efectiva negociação das condições de trabalho e para que os acordos firmados sejam cumpridos. O SNTSF/CGTP-IN, ao anunciar o protesto, recorda que a Comissão de Trabalhadores da Refer fez um apelo à luta e aponta esta acção como uma oportunidade para ferroviários e suas organizações unirem esforços e vontades em defesa das reivindicações.
Na EMEF, igualmente por negociação séria e respeito dos acordos e contra discriminações, mas também pela conclusão das negociações do Regulamento de Carreiras, pela passagem a efectivos dos trabalhadores que estão com vínculo precário mas desempenham funções de carácter permanente, e pela melhoria das condições de trabalho, vão realizar-se plenários na próxima quinta-feira, dia 30, que decidirão novas acções de luta.
Na Transtejo, por decisão tomada dia 16, em plenário, está convocada greve ao trabalho extraordinário, em dia de descanso semanal e em resultado de alterações à escala em vigor, bem como a determinadas deslocações em serviço, durante os meses de Maio, Junho e Julho. Em causa, segundo os sindicatos (Simamevip e Sitese) está a valorização dos salários, de forma a assegurar a convergência com a Soflusa. Nesta empresa, o SNTSF, o Sitemaq e o Simamevip apresentaram um pré-aviso de greve, em vigor desde a passada sexta-feira, para garantir que os trabalhadores possam parar, em luta, sempre que não estiver assegurado o intervalo mínimo de meia hora para tomarem a refeição.
Com a alteração dos Estatutos da CP, o Governo prossegue o desmembramento, «agora numa lógica de privatização nas mercadorias e passageiros», acusou o SNTSF. Em comunicado, o sindicato critica a alteração do nome da empresa, a separação da área de mercadorias (afirmando o diploma que a CP Carga será detida inicialmente pela CP), a perspectiva de subconcessionar as unidades de negócio (forma disfarça de privatização) e a governamentalização da fiscalização (retirando do órgão fiscalizador o representante dos trabalhadores).
Para a descapitalização da SPdH (Groundforce Portugal), alertou na semana passada a Comissão de Trabalhadores da empresa de handling. Numa nota à comunicação social, é apontada a contradição entre o capital social de oito milhões de euros, referidos na Resolução do Conselho de Ministros de Novembro de 2003, e de 500 mil euros, indicado numa recente comunicação da empresa.

Scotturb

Frente à Scotturb, em Alcabideche, teve lugar, dia 15, uma concentração de protesto.
A empresa castigou motoristas assaltados, exigindo-lhes que entreguem montantes, correspondentes ao dinheiro e ao valor facial dos bilhetes roubados, e colocando-os noutro tipo de serviços.
Numa resolução ali aprovada e divulgada pelo STRUP/CGTP-IN, reclama-se da empresa medidas de segurança (algumas já prometidas) e a suspensão dos castigos, bem como melhores condições nos pontos de rendição e nos terminais, bem como o desbloqueamento da revisão do Acordo de Empresa – problemas que no dia seguinte foram colocados na AR pelo PCP.


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