A propósito da Lei de Financiamento dos Partidos Políticos
Algumas verdades no mar de mentiras e mistificações<br>e um alerta para concepções e práticas antidemocráticas
Muitos não sabendo do que falam, muitos outros mentindo e deturpando por saberem exactamente do que falam, ergueram uma operação a propósito das alterações à lei do financiamento dos partidos. Os objectivos são claros: identificar no PCP a responsabilidade destas alterações, favorecendo a ideia de que os partidos são «todos iguais», tão necessária quanto indispensável para garantir que os «iguais» de facto se perpetuem no poder.

Muito número, pouco rigor
Sondagens e pressões
O papel que em regra tem sido destinado às sondagens no nosso País – não a de se constituirem como um factor de avaliação e conhecimento de atitudes ou opções políticas e eleitorais, mas sim a de serem instrumentalizadas para as formatar ou condicionar – exige que sejam lidas e vistas, desde logo pela larga massa de militantes, com o valor relativo e as intenções que as acompanha.

Contributo para a história da Qimonda
Exploração e precariedade com apoio do Governo
Numa altura em que a organização nos locais de trabalho ganha preponderância fulcral para deter o avanço da ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, a Qimonda, e a sua história em Portugal, são um claro exemplo dos obstáculos e dificuldades que a luta dos trabalhadores enfrenta e, sobretudo, da visão actual que a maioria das empresas, nomeadamente as multinacionais, têm da força de trabalho, ou seja, dos trabalhadores. Miguel Moreira e Bruno Fonseca, ambos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro (STIENC/CGTP-IN), falam ao Avante! da sua experiência naquela empresa, que depois de receber avultadas ajudas do Estado abandona os trabalhadores que tanto explorou. O primeiro é o dirigente responsável pelo sector de fabricantes de material eléctrico e electrónico, o segundo é um jovem dirigente, trabalhador na Qimonda.

Comunistas comentam «reestruturação» na Defesa
Nem destruir nem privatizar os EFFAs
O ministro da Defesa veio anunciar a decisão de extinguir a Manutenção Militar e as Oficinas Gerais de Fardamento e Equipamento, depois de já ter decretado a extinção do Arsenal do Alfeite. Preocupados com as consequências destas medidas, para a soberania e a defesa do País e para a preservação de mais de dois mil postos de trabalho, os comunistas dos estabelecimentos fabris das Forças Armadas e empresas de Defesa (EFFAs) acusam o Governo de não dizer a verdade e de, com esta «reestruturação», pretender afinal a destruição de um valioso património público, para abrir a porta aos negócios de privados.