Breves
Líbano
A «Coligação 14 de Março»venceu as eleições legislativas realizadas domingo no país. Contra todas as previsões, a plataforma eleitoral encabeçada pelo Hezbolah, a «Aliança 8 de Março», acabou derrotada.
Com 71 eleitos num total de 128 lugares – contra 57 da coligação promovida pelo Hezbolá –, a coligação liderada por Saad Hariri garante nova maioria no parlamento, mas o filho do ex-primeiro-ministro, Rafic Hariri, não é o preferido dos EUA para a chefia do governo. Washington prefere manter no cargo o actual responsável máximo pelo executivo, Fouad Siniora.
Entre as razões apontadas para a reviravolta nas urnas está a perda de influência eleitoral por parte do Movimento Patriótico Livre, do ex-militar Michel Aoun, aliado do Hezbolah. O MPL tinha como base fundamental de apoio a comunidade cristã, mas a divisão desta a favor de outras formações de igual confissão integradas na «Coligação 14 de Março» penalizou o partido de Aoun.
O presidente do país, Michel Suleiman, já expressou a vontade de promover um novo governo de unidade nacional, proposta não rejeitada pelo Hezbolah que, entretanto, veio dizer que respeitava o resultado da consulta popular.

Israel
A reunião das Nações Unidas na Ásia-Pacífico sobre a Questão Palestiniana condenou Israel pela agressão à Faixa de Gaza, instou o governo de Telavive a interromper imediatamente a construção de novos colonatos e apelou ao desmantelamentos dos existentes.
O encontro que reuniu cerca de 50 países considerou a ocupação israelita de territórios palestinianos uma ilegalidade e teceu duras críticas a Israel pela reiterada política de destruição de casas palestinianas em Jerusalém Leste.
Na declaração final, as nações manifestaram ainda preocupação pela recusa do executivo liderado por Netanyahu em retomar o processo de paz e em reconhecer uma solução baseada na criação de um Estado palestiniano.
A concluir, os participantes naquele fórum da ONU sublinham que Israel continua a dificultar o acesso à Faixa de Gaza e o envio de ajuda humanitária para o território, continuando a política de punição colectiva.