Armando Castro, um defensor da liberdade

Faz este mês 10 anos que faleceu Armando Castro, um dos maiores vultos da ciência e do pensamento marxista do século XX, em Portugal. Economista, advogado, investigador, professor da Faculdade de Economia do Porto, de que foi presidente do Conselho Directivo, Armando Castro deixou uma vasta obra publicada, com centenas de trabalhos nos domínios da História Económica Teórica e Aplicada e Teoria do Conhecimento.
Grande lutador antifascista, corajoso e sempre solidário, era militante comunista desde 1935, destacando-se como um revolucionário coerente até à data da sua morte.
Numa mensagem de pesar enviada à família de Armando Castro, o Secretariado do Comité Central do PCP afirmou, na altura, que «o País e a cidade do Porto perderam um português e um homem de cultura com uma enorme grandeza intelectual e humana, mas o património da sua vida e da sua obra continuarão a inspirar todos aqueles que se batem pelo progresso da ciência e da cultura e pela sua estreita vinculação com o processo social e humano».


Morreu editor de «Cem horas com Fidel»

O director da Oficina de Assuntos Históricos do Conselho de Estado de Cuba e editor do livro «Cem horas com Fidel», Pedro Álvarez Tabío, morreu sábado em Havana aos 67 anos de idade, informaram meios oficiais.
Durante mais de 30 anos, Álvarez investigou a luta liderada por Castro contra o ditador Fulgêncio Batista e trabalhou na protecção do património da Sierra Maestra, berço da revolução de 1959.
Editou e corrigiu as mais de 600 páginas de «Cem horas com Fidel», que recolhem entrevistas de 2003 a 2005 do então presidente cubano ao jornalista hispano-francês Ignacio Ramonet.
Em 2006, Álvarez Tabío participou com Castro, Ramonet e o ministro cubano da Cultura, Abel Prieto, na apresentação do livro em Cuba.
Autor de vários textos sobre a história de Cuba, Álvarez Tabío recebeu os prémios nacionais de História e Edição.


Crise sem fim

O Banco Mundial prevê uma contracção da economia mundial na ordem dos 3 pontos percentuais. A estimativa avançada no final da semana passada corrige em 1,25 pontos o desempenho negativo anunciado há apenas dois meses.
Para o presidente do BM, o norte-americano Robert Zoellick, a contenção das quebras nos mercados financeiros não garante que o pior já passou, antes, há que ter em consideração que subsistem «fragilidades e riscos».
Os países mais industrializados, acredita o ex-administrador da Goldman Sachs e membro do Clube Bilderberg, vão já crescer em 2010, mas o nível não será suficiente para compensar um ano e meio de retrocesso, o qual, acrescentou, se vai prolongar muito mais nos países em vias de desenvolvimento.


Protestos no Haiti

A missão das Nações Unidas no território e a polícia haitiana reprimiram com violência um protesto de estudantes universitários que exigiam aumentos salariais. Na manifestação realizada no passado dia 4 de Junho, os jovens lembraram que os salários na indústria não aumentam desde 2003 e que o poder de compra da população se encontra ao nível dos anos 80.
Os aumentos no preço dos bens de primeira necessidade, sobretudo alimentos e energia, estão a deixar milhares de famílias à beira do desespero. Entre as reivindicações apresentadas está o cumprimento de uma lei que obriga o Estado a ajustar os salários sempre que a inflação supera os 10 por cento. Acresce que para recuperar poder de compra dos haitianos, o governo teria que aumentar o salário diário de 70 gourdes para 550 gourdes, mas nem uma proposta de aumento para 200 gourdes discutida recentemente no parlamento o executivo quer promulgar, cedendo, assim, ao ultimato dos industriais têxteis que ameaçam deslocar a produção caso sejam obrigados a pagar mais por jornada de trabalho.


Alfama e Castelo conquistam Marchas

Depois de uma noite de desfiles na Avenida da Liberdade, Alfama e Castelo foram os bairros vencedores ex-aequo do Concurso das Marchas Populares de Lisboa 2009. Madragoa e Marvila ficaram em segundo. Várias foram as classificações ex-aequo, facto que foi salientado com satisfação pelo júri como sinal da «qualidade global sempre crescente» das marchas.


Resumo da Semana