Breves
<i>Tanquipor</i>
Voltaram à greve, durante toda esta semana, os trabalhadores da Tanquipor, no Barreiro, exigindo uma actualização salarial de 2,6 por cento. Este valor, recorda o Sinquifa/CGTP-IN, é aquele que a administração tinha proposto em Dezembro e que agora quer limitar a apenas dois por cento. Antes desta série de paralisações, das 4 às 12 horas e das 18 às 22, de segunda-feira até amanhã, o pessoal da Tanquipor já tinha feito dois dias de greve. Delfim Mendes, dirigente do sindicato, revelou, no primeiro dia, que «a produção está totalmente parada, o que prova a unidade e firmeza dos trabalhadores em torno de uma reivindicação que consideram mais do que justa e perfeitamente possível de satisfazer».

<i>Facol</i>
Até à residência dos patrões, decidiram levar a sua luta os trabalhadores da corticeira Facol, que há duas semanas estão em greve pelo pagamento de salários em atraso. «Durante algumas horas, vamos mudar o local da greve dos portões da fábrica para a porta de casa dos patrões», disse um dirigente do Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte. Alírio Martins explicou à Lusa que esta é uma resposta à «história do costume»: como os patrões daquela empresa de Lourosa, em Santa Maria da Feira, dizem que não há dinheiro para pagar aos cerca de 50 trabalhadores, estes resolveram ir ali lembrar que se trata de uma família com posses. Em dívida estão os salários de Novembro e Dezembro e os subsídios de férias e de Natal, de 2008, e os ordenados de Janeiro, Fevereiro, Abril e Maio de 2009.

Ilegalidade
O ministro do Trabalho, que tutela a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, é responsabilizado pela perseguição, o castigo e a transferência de uma dirigente sindical do CESP/CGTP-IN. Este, com o apoio da União dos Sindicatos de Lisboa, convocou para ontem uma concentração de dirigentes na Praça de Londres, para exigir a anulação do processo levantado pela SCML, a reposição da legalidade e o respeito pelos direitos.

Tomar
Na IFM/Platex, os trabalhadores decidiram adiar, até hoje, o plenário inicialmente agendado para anteontem, depois de a administração ter informado que espera, para breve, por uma tomada de decisão respeitante à disponibilização ou não do financiamento do IAPMEI, necessário à continuidade da laboração, esclareceu ao Avante!, Aquilino Coelho, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras e Mármores do Sul. Também em Tomar, na construtora João Salvador termina, na próxima quarta-feira, o prazo de suspensão do pré-aviso da greve por tempo indeterminado decretado pelos quase 300 trabalhadores, confirmou o mesmo responsável. A administração comprometeu-se a liquidar os salários de Abril naquela data.

Casino
Na Figueira da Foz, a tentativa da Sociedade Figueira Praia de despedir mais de 20 trabalhadores levou os funcionários, no plenário de dia 5, a repudiarem os despedimentos e a manterem o pré-aviso de greve para dia 23, informou ao Avante!, anteontem, antes de entrar para uma reunião convocada pela administração, que sempre tinha recusado dialogar com as ORTs, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, António Baião. O sindicato já tinha alertado para esta situação, no dia 2. Numa nota à imprensa, acusou a administração de arrecadar «lucros fabulosos» e de estar a aproveitar-se da crise para despedir. Os trabalhadores exigem actualizações salariais e a manutenção da rotatividade nas folgas, que permite descansos aos fins-de-semana.

<i>Inapal Plásticos</i>
Em solidariedade com os trabalhadores da Inapal Plásticos estão 12 organizações representativas dos trabalhadores, de empresas situadas no Parque Autoeuropa, que reuniram, dia 8, e tomaram uma posição conjunta de apoio àquela luta por melhores remunerações e condições de trabalho. As ORTs avisaram que a superação deste conflito passa inevitavelmente pela atribuição de remunerações justas.

Bombeiros
Quase esgotados física e psicologicamente andam os motoristas da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Foz Côa, alertou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, num comunicado à imprensa. Há mais de três anos que estes motoristas cumprem quotidianamente horários de trabalho de 16, 17 e 18 horas seguidas de serviço, informou o STAL/CGTP, que já denunciou a situação por várias vezes à Autoridade para as Condições de Trabalho.

Militares
Um apelo ao veto do Presidente da República e à sua avaliação das inconstitucionalidades, problemas e incorrecções das reformas que o Governo pretende introduzir na Defesa, foi feito, dia 8, pelas três associações sócio-profissionais de militares. Com esse propósito, a Associação de Oficiais das Forças Armadas, a Associação Nacional de Sargentos e a Associação de Praças da Armada entregaram, no Palácio de Belém, um parecer conjunto relativo ao Regulamento de Disciplina Militar, à Lei de Defesa Nacional e à Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas, aprovados na Assembleia da República, na semana anterior.

Suicídios
Na GNR, o elevado número de suicídios naquele corpo suscitou a preocupação da Associação dos Profissionais da Guarda que defendeu, dia 12, a adopção de uma política de medicina preventiva. Em declarações à Lusa, o presidente da APG, José Manageiro, revelou que, este ano, suicidaram-se seis militares e, no ano passado, 12. A associação também se manifestou indignada com a possibilidade de ingresso directo na Guarda de sargentos oriundos das Forças Armadas, constante do projecto de estatuto profissional destes militares, proposto pelo Ministério da Administração Interna, e onde o Código de Justiça Militar continua a aplicar-se aos quadros da GNR. O Governo também pretende que estes profissionais passem a ter um horário de referência fixado em 36 horas semanais.