Editorial

«Para a ruptura e a mudança necessárias, o PCP e a CDU desempenham um papel insubstituível»

DUAS ELEIÇÕES, UMA CAMPANHA – A LUTA

No passado fim-de-semana, mais de uma centena de militantes e simpatizantes do PCP participaram na primeira grande jornada de trabalho da Festa do Avante!/2009.
Trabalho voluntário, obviamente; trabalho fruto de uma militância conscientemente assumida - que é singular no panorama partidário nacional; que é decisiva em toda a actividade do PCP.
Nesse mesmo fim-de-semana e nos dias que o antecederam, muitas outras centenas de militantes comunistas e de outros activistas da CDU organizaram e participaram num vasto conjunto de iniciativas de apresentação pública de candidatos às autarquias locais e à Assembleia da República.
É a mesma militância, respondendo às exigências de intervenção política do Partido, neste caso dando importantes passos em frente na construção da campanha eleitoral que aí vem – uma campanha que integra os dois actos eleitorais na sua estreita ligação e complementaridade no plano político.
E é essa mesma militância, com o seu conteúdo específico, que impulsiona a actividade de muitas outras centenas de militantes comunistas que, nas empresas e locais de trabalho, nos diversos sectores de actividade, dão um contributo determinante para o prosseguimento da luta na defesa dos interesses e dos direitos dos trabalhadores.
E cada uma destas intervenções repercute-se nas restantes: o êxito da Festa do Avante! dará mais força à batalha eleitoral, da mesma forma que a luta dos trabalhadores terá inevitáveis repercussões nessa área – sendo certo, igualmente, que como sublinha o camarada Jerónimo de Sousa na entrevista ao Avante!, um bom resultado nas legislativas, com o reforço em votos e mandatos, confirmando a CDU como força que cresce, terá consequências relevantes em todo o desenvolvimento futuro da situação.
Tudo isto a confirmar a importância e o papel da militância comunista como fonte de força essencial do Partido e da sua capacidade interventiva.
Tudo isto, igualmente, a fundamentar a determinação e a confiança com que o colectivo partidário enfrenta os desafios que, a cada momento, se lhe apresentam – e, na situação concreta actual, a batalha eleitoral que se avizinha.

Olhando para a realidade nacional – caracterizada pelo agravamento constante, nos planos económico e social, da situação de crise em que a política de direita mergulhou o País – é fácil de ver a importância da existência de uma força política com as características do PCP e de uma força eleitoral como a CDU.
Na verdade, os partidos da política de direita mostraram à saciedade que nada mais se pode esperar deles senão o mais do mesmo com que há três décadas têm vindo a flagelar os trabalhadores, o povo e o País. E não há manobras «alternativas» que consigam esconder as suas responsabilidades no estado a que o País chegou - nem há manobras «bipolarizadoras» capazes de negar que, entre o PS e o PSD, em matéria de política governativa, nem com uma forte lupa é possível detectar uma única diferença essencial.
Assim, da evidência da necessidade imperiosa e urgente de uma ruptura com a política de direita e de uma profunda mudança de rumo no caminho da defesa do interesse nacional – que é o interesse dos trabalhadores e do povo – uma outra evidência emerge: a de que, para essa mudança e para essa ruptura, o PCP e a CDU desempenham um papel insubstituível.
E é tudo isso que vai estar em jogo nas eleições para a Assembleia da República e na perspectiva de elas poderem vir a constituir uma importante etapa no objectivo de derrotar a política de direita e de a substituir por uma política de esquerda que inicie a resolução dos problemas que afligem a imensa maioria dos portugueses.
E é por saberem que assim é que os órgãos da comunicação social, propriedade do grande capital, silenciam, depreciam e deturpam as iniciativas e as propostas do PCP e da CDU e promovem e incensam os outros partidos - do PS e do PSD ao BE e ao CDS/PP.

O PCP e a CDU apresentam ao eleitorado um projecto de ruptura e de mudança e apresentam candidatos com sobejas provas dadas, em todas as áreas da vida nacional, na defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses. Fazem-no através de uma campanha estreitamente ligada à realidade do País, aos problemas, anseios e aspirações dos trabalhadores e do povo. Fazem-no com a convicção profunda de que as suas propostas transportam soluções para os muitos e graves problemas que têm vindo a transformar num inferno a vida da maioria dos portugueses. Fazem-no com a imensa confiança de quem sabe que esteve, está e estará sempre, em todos os momentos e em todas as circunstâncias, na primeira fila da luta contra a política de direita e pela ruptura e a mudança necessárias – na primeira fila do combate ao desemprego e à precariedade; aos baixos salários e aos salários em atraso; às pensões e reformas de miséria; a todas as consequências da política de direita.
Fazem-no com a consciência da importância decisiva da luta de massas e com o orgulho de terem dado um contributo inestimável para a derrota da ofensiva levada a cabo pelos ideólogos do capitalismo visando espalhar, junto das massas trabalhadoras, o desânimo, o conformismo, a resignação, a inutilidade da luta.
Fazem-no, enfim, certos de que o reforço eleitoral da CDU é condição indispensável para a criação das condições necessárias para dar a volta a isto – com a certeza de que, quanto mais forte e expressivo for o resultado eleitoral da CDU, mais forte e expressiva será a luta que há-de derrotar a política de direita e impor uma alternativa de esquerda.


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