<i>Área ardida quadruplica face a 2008</i>

A área ardida em Portugal quase quadruplicou entre 1 de Janeiro e 15 de Maio relativamente ao mesmo período do ano passado, tendo sido a maioria devastada em Março, revelam dados provisórios da Autoridade Florestal Nacional (ANF).
Nos primeiros quatro meses e meio do ano arderam 16 227 hectares (ha), entre povoamentos (4 230 ha) e matos (11 997 ha), o que representa um crescimento de 292 por cento face ao período homólogo do ano passado, quando arderam 4 140 hectares.
A área ardida neste período é superior ao período homólogo de cada um dos últimos dez anos. Os números da ANF indicam que as ocorrências quase duplicaram face ao mesmo período do ano passado: 6 216 ocorrências (2 029 incêndios florestais e 4 187 fogachos), mais 2 831 que em 2008.
De acordo com o documento, Vila Real é o distrito com maior área ardida, tendo sido consumidos 4 026 hectares, seguido de Braga (2 858 ha) e Bragança (2 498). Até 15 de Maio registaram-se 19 grandes incêndios (com uma área afectada igual ou superior a 100 hectares), correspondendo a 30 por cento da totalidade de hectares queimados.


Trabalho infantil afecta 200 milhões

Mais de 200 milhões de crianças são obrigadas a trabalhar diariamente em diferentes países do mundo, segundo estima a Organização Mundial do Trabalho.
O relatório, divulgado no dia 12, data mundial dedicada ao combate a este flagelo, indica que três em cada quatro dessas crianças e adolescentes estão expostos às piores formas de exploração laboral, designadamente tráfico, conflitos armados, escravatura, exploração sexual e trabalhos de risco. A OIT sublinha que estas actividades «prejudicam de forma irreversível o seu desenvolvimento físico, psicológico e emocional».
Em Portugal, a Confederação Nacional de Acção Sobre o Trabalho Infantil (CNASTI) aponta falhas à fiscalização e assinala que, apesar das melhorias, não se pode dizer que o trabalho infantil se extinguiu. Existe em particular no meio artístico e na agricultura familiar, refere a CNASTI.


Mulheres trabalham mais 16 horas

Segundo o Relatório sobre o Progresso da Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens no Trabalho, no Emprego e na Formação Profissional, apresentado dia 18 no Parlamento, as mulheres trabalham mais 16 horas por semana que os homens em tarefas não pagas, relacionadas com a família.
O documento conclui que os homens dedicam em média 43 horas e meia semanais ao trabalho pago e menos de 9 horas e meia ao trabalho não pago. Já o sexo feminino trabalha de forma remunerada 41 horas e seis minutos e não remunerada 25 horas e 24 minutos.
Se estes valores forem somados, tendo em consideração o tempo de deslocação para o trabalho e de regresso a casa, os homens trabalham 55 horas e 42 minutos, enquanto as mulheres atingem as 69 horas.
A apresentação anual deste relatório é obrigatória por lei desde 2001, mas só foi elaborado um em 2005.


<i>O fio das harpas </i>

O Fio das Harpas é o título do novo livro de Fernando Miguel Bernardes, onde o escritor e poeta reúne uma selecção de poemas antigos, alguns dos quais nunca antes publicados, outros bem conhecidos do público em geral, que a eles acedeu pela voz de José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Manuel Freire ou de Samuel.
Por exemplo, aqui encontramos estes versos: Se poeta sou/ Sei a quem o devo/Ao povo a quem dou/ Os versos que escrevo.
Datados de 1951 a 1999, a maioria destes poemas é anterior ao 25 de Abril, circunstância que remeteu muitos deles para o esquecimento da gaveta, imposto pela censura intransigente. Como refere o autor na introdução desta obra, «dois ou três aqui incluídos foram recuperados recentemente, entre vasta documentação e textos avulsos, nos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo».


Faleceu Carlos Candal

Carlos Candal, membro fundador do Partido Socialista, eleito deputado da AR e do PE em várias legislaturas, faleceu dia 18, aos 71 anos de idade, após um internamento de várias semanas nos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde sofreu dois acidentes vasculares cerebrais de que nunca recuperou.
A Comissão Concelhia de Aveiro do PCP manifestou a sua «consternação» pelo «falecimento desta personalidade incontornável do nosso concelho e do nosso País», sublinhando que, «Carlos Candal, ficará sempre associado às causas da liberdade, da democracia e da paz».
Por seu turno, o Conselho Português para Paz e Cooperação, de cuja Assembleia-Geral Carlos Candal era presidente, lamentou «a perda de um dos mais coerentes e firmes defensores da Paz e da Solidariedade entre os povos no nosso país. Um Homem que sempre colocou acima de qualquer interesse, os valores mais nobres da humanidade».


Resumo da Semana