A Festa da Fraternidade, com 4 anos, tem vindo a afirmar-se
Festa da Fraternidade, em Guimarães
Alegria de transformar
Com a participação de muitas centenas de pessoas realizou-se a já tradicional Festa da Fraternidade que anualmente, desde há quatro anos, anima as noites de verão da Vila das Taipas, em Guimarães.
O velho mercadinho, bem perto do centro da vila, a poucos metros de distância da zona termal, encheu-se de gente que visitou as exposições sobre a actividade do PCP no distrito, viu e observou os documentos fotográficos sobre as passagens do deputado Agostinho Lopes por Guimarães e Taipas e calcorreou as estantes de livros de autores portugueses e estrangeiros.
Como vem sendo hábito, a noite de sexta-feira foi dedicada à juventude e foi animada por DJ’s conhecidos da noite vimaranense, Rui e Gabriel, que levaram ao rubro os jovens e os menos jovens deliciados com as escolhas de música portuguesa e estrangeira, sobretudo anglo-saxónica – quase todas bem conhecidas e apreciadas pela assistência que trauteou uma ou outra e dançou.
No sábado à tarde, o mercadinho parecia uma romaria tradicional do Minho, onde não faltou a malga de vinho verde tinto, o frango assado, as fêveras na brasa, o bolo com toucinho e sardinhas, além do indispensável caldo verde. Por volta das 22 horas, subiu ao palco o sindicalista Adão Mendes, mandatário distrital da CDU às legislativas de 27 de Setembro, que após breves palavras de apresentação, convidou os candidatos a fazer-lhe companhia.
Seguiu-se Cândido Capela Dias, da coordenadora concelhia da CDU, que denunciou as manobras em curso e que provam a desigualdade entre candidaturas, tanto a nível local como nacional. Tomando a palavra de seguida, o actual deputado pelo círculo de Braga e novamente cabeça de lista, Agostinho Lopes, ironizou sobre os «milagres» que o Governo está a apresentar ao País, «apresentando soluções para problemas cuja existência antes negara».
«Há pouco reuniu em Guimarães, na Universidade do Minho, o grupo de trabalho da Assembleia da República para o sector têxtil, ouvindo as opiniões de meia centena de pequenos e médios empresários do ramo. Essa reunião foi arrancada a ferros pelo PCP, que a muito custo demoveu o PS da sua posição renitente, e é com espanto que agora tomamos conhecimento de uma reunião de industriais têxteis, convocada pela Associação Industrial de Barcelos, que colhe todas as simpatias do Governo e do grupo parlamentar do PS e está a andar a 100 à hora. Pergunta-se se tanta pressa, tanto entusiasmo, tanta esperança, tanta promessa têm a ver mais com a proximidade das eleições e com o facto de o primeiro subscritor ser igualmente candidato pelo PS, ou se é rebate de consciência e reconhecimento da ineficácia das medidas até agora tomadas pelo Governo», rematou Agostinho Lopes.

Condenar nas urnas a política de direita

De seguida tomou a palavra Bernardino Soares, que mostrou regozijo pela iniciativa e convidou os presentes a julgar e sancionar nas urnas os praticantes de políticas de direita. Dirigindo-se aos muitos presentes que o escutavam atentamente, retomou o caso dos reformados que foram espoliados pelo Governo no cálculo das reformas, recebendo menos do que esperavam – assunto anteriormente lembrado por Adão Mendes. Em seguida, teceu fortes críticas aos que recusam abrir mão do sigilo bancário no caso dos grandes senhores implicados em negociatas escandalosas, nos negócios de off-shores e outros, mas usam critério diferente em relação aos reformados e seus familiares, a quem sujeitam à devassa das contas pessoais sob ameaça de não atribuição da pensão de reforma, muitas delas abaixo do salário mínimo nacional.
A Festa terminou às tantas, com muita música, animação e a caipirinha a aquecer os corpos dos mais irreverentes, saudosos das noites passadas neste recanto tranquilo onde a lua descansa.


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