Barrancos galardoado pela coragem e solidariedade

A Junta da Extremadura (Espanha) decidiu atribuir, no dia 31, o galardão máximo desta região ao povo de Barrancos como «reconhecimento pelo acolhimento, solidariedade, coragem e ajuda que os barranquenhos demonstraram para com as centenas de refugiados da Extremadura», que ali encontraram refúgio durante a guerra civil espanhola.
O município barranquenho salienta que se trata da primeira vez que aquela região espanhola atribui tal galardão a uma entidade estrangeira e lembra os esforços que a autarquia alentejana tem desenvolvido ao longo dos anos para «elevar e promover o valor histórico e patrimonial da vila, a sua cultura, a sua memória e a sua gente».
Em Setembro de 1936, «centenas de refugiados da Extremadura espanhola escaparam à morte graças à coragem e à solidariedade do povo barranquenho, que os acolheu e os protegeu».
«Os refugiados conservaram sempre na memória o solidário acolhimento do povo de Barrancos», que «marcou a vida de muitas famílias da Extremadura espanhola e dos próprios barranquenhos», frisa o município do concelho raiano, situado a 500 metros da fronteira com Espanha.


Dados dos incêndios falsificados

Dados sobre os incêndios e a área ardida em 2007 e 2008 foram alterados «por desconhecidos», acusa a GNR no seu relatório «Operação Floresta Segura 2008», divulgado, no sábado, pela agência Lusa.
No documento lê-se que durante a «campanha de 2007 vários oficiais de ligação nos Comandos Distritais de Operações de Socorro informaram que os dados carregados pelas Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF) apareciam alterados por desconhecidos» no Sistema de Gestão de Informação dos Incêndios Florestais (SGIF).
A GNR afirma ainda que também a «Autoridade Florestal Nacional tentou substituir ocorrências no SGIF, passando-as para queimadas». «Embora num número muito inferior ao de 2007», esta prática manteve-se em 2008, quando também se «verificaram algumas alterações à primeira localização de incêndios e à área ardida inicialmente introduzida».


Injustiças da PAC mantêm-se

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) acusa o Governo de manter os erros e injustiças da política agrícola comum, recusando-se nomeadamente a aplicar «a regionalização das ajudas», instrumento que «possibilitaria uma distribuição mais justa e harmoniosa das ajudas públicas».
Ao invés, sublinha a CNA desmentido declarações do ministro da Agricultura, mantém-se no próximo ano «o desligamento das ajudas da produção», e «até 2012 todas as outras ajudas serão desligadas à excepção do prémio à vaca aleitante e 50 por cento aos ovinos e caprinos».
Em comunicado divulgado no dia 29, a Confederação acusa ainda o Governo de ter adiado em 2008 a aplicação da chamada «modulação voluntária» das ajudas, medida que prevê a diminuição em dez por cento dos pagamentos a quem mais recebe, com vista a reorientar cerca de 103 milhões de euros daí resultantes para o desenvolvimento rural.
Todavia, «vergando-se à vontade do “clube dos ricos”», hoje, tal como em 2005, «apenas 3,5 por cento dos agricultores continuam a receber mais de 60 por cento do total de ajudas directas, ou seja, mais de 350 milhões de euros por ano».


Internet é cara em Portugal

Os portugueses pagam os serviços de acesso à Internet mais caros da União Europeia a 15, segundo revelou o Movimento dos Utentes dos Serviços Pública (MUSP), num comunicado divulgado no dia 29.
Nessa nota, o MUSP cita as conclusões de um estudo comparativo dos custos de acesso à rede nos 15 estados-membros mais antigos da UE, sublinhando que, para além da saúde, transportes, electricidade e combustíveis, também a Internet é mais cara para os portugueses apesar de os seus salários serem os mais baixos deste grupo de países.


Flor de Sal de Arlindo Mota

Flor de Sal é o título do primeiro romance de Arlindo Mota, autor com vasta obra publicada, sobretudo nas áreas da poesia, ensaio e crónica. Nesta narrativa o escritor remete-nos para o ambiente dos anos 30 em Portugal, onde Salazar, acabado de chegar ao poder, implantava um clima de medo, através de instituições repressivas que coarctavam as liberdades.
Como refere José Barata-Moura no prefácio a esta obra, «Arlindo Mota dá-nos a ver, e a pensar (...) a mesquinhez sórdida de um salazarismo quotidiano cioso de um acatamento cego dos seus desvairados ditames».


Cruzeiro em quarentena devido a gripe

O navio de cruzeiro, Voyager of Seas, foi colocado em quarentena, no sábado, 1, pelas autoridades sanitárias francesas, à chegada ao Porto de Marselha, após terem sido detectados numerosos casos de gripe entre as mais de cinco mil pessoas a bordo.
Pelo menos 60 tripulantes e quatro passageiros foram contaminados pelo novo vírus e outras 146 pessoas que apresentavam sintomas permaneceram a bordo em condições de isolamento.
O imenso navio, propriedade da companhia Royal Caribbean, era proveniente de Nápoles e na véspera tinha feito escala no porto de Villefranche-sur-Mer, tendo a tripulação permanecido a bordo. Nenhum dos passageiros que desembarcaram estava então doente.


Resumo da Semana