Lembrar Hirochima e Nagasaki

Assinalando o 64.º aniversário da maior tragédia e do mais monstruoso crime contra a humanidade, a Juventude Comunista Portuguesa lembra o lançamento da bomba nuclear pelos Estados Unidos sobre as cidades japonesas de Hirochima, em 6 de Agosto de 1945, e, três dias mais depois, sobre Nagasaki.
A JCP sublinha que os Estados Unidos foram o único país a fazer uso da bomba atómica e, juntamente com a União Europeia e outras potências imperialistas, «continuam impunemente a cometer crimes e atrocidades contra a Humanidade e contra o direito de autodeterminação dos povos».
Também a propósito desta data, o Conselho Português para a Paz e Cooperação divulgou uma declaração em que sublinha que «os EUA nunca foram julgados pelo crime que significou a utilização da arma nuclear contra o povo japonês, na altura já derrotado. Nunca foram responsabilizados pelos mortos que causou tal selvajaria e que se tornaram incontáveis ao longo dos anos que se seguiram, nem pela escalada armamentista que despoletou».
O CCPC apela à subscrição do abaixo-assinado por um mundo livre de armas nucleares, que será levado à Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear 2010 das Nações Unidas.


Morreu Raul Solnado

O actor Raul Solnado morreu no sábado, dia 8, aos 79 anos, vítima de doença cardio-vascular grave. Raul Augusto Almeida Solnado, que se encontrava hospitalizado, nasceu a 19 de Outubro de 1929, foi humorista, apresentador de televisão e actor.
Até à sua morte foi director da Casa do Artista, sociedade de apoio aos artistas situada em Carnide, Lisboa, que fundou juntamente com Armando Cortez, entre outros.
Solnado começou a trabalhar em 1947 no teatro amador, na colectividade Guilherme Cossul. Em 1952 estreou-se profissionalmente no Maxime, iniciando uma longa carreira que o fez passar pela opereta, revista, teatro clássico, cinema, televisão.
O grande salto deu-se na década de 60 como o monólogo «A Guerra de 1908», espectáculo estreado em Outubro de 1961, que logo passou a ser conhecido como a guerra do Solnado.
Oito anos mais tarde, em 1969, com Carlos Cruz e Fialho Gouveia, apresentou na RTP um programa «Zip-Zip». Na década de 60 criou de raiz e dirigiu o teatro Villaret.
Lamentando a morte do actor, o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que Solnado foi uma figura «incontornável» da cultura portuguesa: «É uma triste notícia, o País perde uma figura incontornável, um homem que à sua maneira deu a sua contribuição importante pela democracia».


Mulheres do Saara Ocidental

Uma exposição fotográfica sobre o tema «Olhar Feminino Sobre as Mulheres do Saara Ocidental», com imagens da autoria de Helena Costa e da nossa camarada de redacção Inês Seixas, foi inaugurada no dia 6, no Pátio de Letras, em Faro.
A iniciativa, promovida pelo núcleo local do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), foi seguida de um debate com a participação de Natacha Amaro (MDM), Sandra Benfica, membro do Conselho Português para a Paz e Cooperação, e da fotógrafa Inês Seixas.


Um milhão e meio<br>sem médico de família

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) dá conta de que o número de utentes dos Serviços de Saúde tem vindo constantemente a aumentar, cifrando-se já em um milhão e meio de pessoas, ou seja, um aumento de 27 por cento em comparação como Junho de 2006.
O MUSP sublinha que este é um resultado das políticas e medidas do Governo, que têm favorecido a privatização no sector, degradando as condições do sistema público com especiais consequências nas camadas mais desfavorecidas da população.


Resumo da Semana