Editorial

«O reforço eleitoral da CDU é decisivo para a ruptura e a mudança»

UM ESFORÇO NOTÁVEL

A duas semanas da Festa do Avante! , os seus construtores mostram o que valem. E valem muito. Uns, na Atalaia, em jornadas de trabalho voluntário, erguem os pavilhões e os demais equipamentos; preparam as exposições centrais, os debates, as actividades desportivas, os espectáculos dos diversos palcos; organizam os múltiplos serviços de apoio que garantirão o bom funcionamento da Festa: as bilheteiras, as portas, os serviços médicos, os abastecimentos, a segurança, a limpeza. Outros, nas organizações regionais, por todo o País, dão resposta às outras vertentes da construção da Festa, levando por diante as muitas tarefas indispensáveis: a publicidade, fazendo chegar a milhares de pessoas a notícia da sua realização e do que ela é; a organização das excursões; a preparação do recheio dos pavilhões, desde a elaboração da presença política das organizações até à selecção do artesanato e dos produtos regionais, à mobilização dos camaradas e amigos necessários ao preenchimento dos diverso turnos de serviço – e a tarefa crucial que é, sempre, a venda da EP, na medida em que se trata da principal fonte de financiamento da Festa.
E se a tudo isto acrescentarmos, ainda, as mil tarefas indispensáveis a uma realização com a dimensão e a complexidade da Festa do Avante!, é fácil de ver quanto trabalho, quanto esforço, quanta dedicação, quanto engenho, são necessários para podermos dizer, dizendo a verdade, que não há festa como esta. E para confirmarmos uma vez mais que, no universo partidário nacional, só o PCP está em condições de levar por diante tal empreendimento – não por efeito de qualquer milagre, mas por razões bem concretas e conhecidas.

Acresce que a intervenção do colectivo partidário comunista, mesmo neste tempo de construção da Festa, não se reduz a isso. Paralelamente a essa tarefa gigantesca, os militantes do PCP, levam por diante um vastíssimo conjunto de iniciativas e acções relacionadas com a preparação das legislativas e das autárquicas, desenvolvendo um esforço notável e confirmando uma capacidade militante singular.
Exemplo disso são as centenas de iniciativas realizadas por todo o País – muitas delas contando com a participação do secretário-geral do Partido - envolvendo muitos milhares de pessoas – e confirmando o ambiente de confiança existente na organização partidária e nos restantes activistas da CDU.
E quem são os membros deste extraordinário colectivo partidário?: são trabalhadores sofrendo as consequências da política de direita - os baixos salários, a precariedade, o desemprego (em muitos casos sem qualquer subsídio); são reformados e pensionistas, penalizados com reformas e pensões de miséria; são, enfim, gente de trabalho e, por isso, alvos preferenciais da política de classe do Governo PS/Sócrates - mas são, sobretudo, gente que luta e organiza a luta pelos direitos e interesses dos trabalhadores e do povo; gente que não desiste de combater a política de direita e lutar por uma política de esquerda; gente que transporta consigo o sonho, por cuja concretização luta todos os dias, de construir uma sociedade livre, justa, pacífica, solidária a fraterna. Gente que, por isso mesmo, é objecto da tradicional e permanente campanha anticomunista – uma campanha que, na situação actual, se desenvolve quer desenterrando velhas linhas de ataque caluniosas e falsificadoras, quer adaptando essas velharias aos tempos actuais - sendo certo que, como a vida não se cansa de nos mostrar, e disso têm vasta experiência os comunistas portugueses, o anticomunismo cresce e acentua-se sempre que o PCP cresce e acentua a sua influência social, eleitoral e política.
E é isso que se passa na situação presente face às perspectivas de crescimento eleitoral da CDU nas próximas legislativas e à confirmação do ambiente de confiança que se respira, visíveis na receptividade dos trabalhadores e das populações às propostas dos comunistas e dos seus aliados, e no alargamento da convicção de que sim, é possível dar a volta a isto.

A ampla receptividade ao Programa de Ruptura, Patriótico e de Esquerda apresentado faz uma semana, é disso exemplo claro. Do Programa emergem duas conclusões fundamentais: em primeiro lugar, a de que existe uma política alternativa à política de direita com a qual o PS e PSD têm vindo a flagelar Portugal e os portugueses ao longo de trinta e três anos; em segundo lugar, a de que existe uma força política capaz de concretizar essa política alternativa e de, assim, iniciar o processo de resolução dos muitos e graves problemas provocados pela política de direita.
Com efeito, o Programa que o PCP apresenta aos portugueses constitui não apenas uma resposta séria aos graves problemas existentes, mas também, por parte de quem o apresenta, um compromisso sério com os seus destinatários: os trabalhadores, o povo e o País.
No Programa, a demonstração de que a saída para a grave situação económica, política, social, cultural passa por uma ruptura com a política de direita e por uma mudança de rumo na vida nacional, é tão evidente como a constatação de que a força real da alternativa reside no PCP e na CDU, nessa força construída num percurso de luta permanente contra a política de direita e por uma política de esquerda.
Tudo isto coloca na ordem do dia a importância das próximas eleições legislativas e aponta o reforço da CDU como a grande questão que se apresenta ao eleitorado português.
E a luta por esse objectivo é a questão maior que se coloca ao colectivo partidário comunista.


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