Médicos cubanos suprem faltas

Dezasseis médicos cubanos começaram no dia 21 a ser recebidos nos centros de saúde dos cinco concelhos do Litoral Alentejano, prevendo-se que iniciem o seu trabalho em Setembro. Preenchidos ficam assim na sua quase totalidade os quadros daquelas unidades de saúde, onde se registam 35 mil utentes sem médico de família.
A inclusão destes clínicos nos quadros dos Centros de Saúde de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira enquadra-se no processo de contratação de 44 médicos cubanos para o Alentejo, Algarve e região de Lisboa e Vale do Tejo, anunciada na passada semana pelo Ministério da Saúde.


Morte na praia

Cinco mortos e três feridos, um dos quais com gravidade, eis o balanço trágico da derrocada de um troço de arriba na praia Maria Luísa, concelho de Albufeira, Algarve. O acidente fatal ocorreu ao final da manhã de sexta-feira, 21.
Como em muitas outras áreas da nossa faixa costeira, também esta, além dos processos naturais de erosão e da dinâmica litoral, tem sido sujeita nas últimas décadas a forte pressão urbanística, com ocupação humana em muitos casos indevida e desordenada. Construções e caminhos sobre a falésia são disso testemunho, fragilizando a estrutura geológica e fazendo aumentar os riscos de desabamento.
À ordem do dia, com este acontecimento, voltam a ser chamadas para reflexão questões essenciais como sejam, nomeadamente, as que se prendem com o ordenamento do território, a protecção dos recursos naturais ou o cumprimento da lei e sua fiscalização. É que, por exemplo, como salienta o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores em comunicado sobre o assunto (ver página 19), as opções governamentais no plano dos organismos da administração pública com competências em matéria ambiental conduziram não só a uma enorme falta de coordenação entre si como a uma «exasperante falta de meios humanos e técnicos». Diz bem dessa negra realidade o facto de na Administração da Região Hidráulica do Algarve existirem apenas dois vigilantes da natureza (com um papel decisivo na acção fiscalizadora), que para ali foram transferidos da CCDR deixando esta sem nenhum.


Britânicos contra presença no Afeganistão

Cerca de 69 por cento dos britânicos querem que as suas tropas saiam do Afeganistão contra 31 por cento que defendem a continuação naquele país, segundo uma sondagem publicada, no domingo, 23, pelo jornal The Mail on Sunday.
Uma grande maioria dos inquiridos considera que o primeiro-ministro, Gordon Brown,
tem gerido «mal» a situação (40%) ou «muito mal» (32%), ou seja, 72 por cento avaliam negativamente a acção do governo trabalhista nesta matéria.
Apenas uma minoria residual de 1,5 por cento dá a nota de «muito bem» e 25 por cento de «razoavelmente bem». Todavia, só 23 por cento dos entrevistados opinaram que as tropas deveriam continuar até uma eventual vitória sobre os talibãs.
Em sentido oposto, 45 por cento defendem uma negociação com os elementos mais moderados dos talibãs, cerca de 49 por cento consideram que o governo deveria estabelecer um calendário para a saída das tropas britânicas, enquanto 28 por cento reivindicam o seu regresso imediato.
Por outro lado, 75 por cento dos inquiridos rejeita a justificação do governo para a presença militar, afirmando que tal não contribui para proteger melhor os cidadãos do terrorismo.


Rio paga corridas

A CDU exigiu ao presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, que esclareça se a autarquia despendeu alguma verba para garantir a participação de 20 carros antigos no Grande Prémio da Boavista.
Em causa está o pagamento de cinco mil euros por cada uma das viaturas, o que perfaz um total de cem mil euros, segundo o vereador comunista na Câmara do Porto, Rui Sá, que considera inaceitável que «dinheiros públicos sirvam para pagar cachets de presença a corredores não profissionais de automóveis».
A iniciativa do vereador da CDU surge na sequência de declarações públicas de um responsável da empresa Talento (com um papel de destaque em diversas edições do Circuito da Boavista), Francisco Santos, em que este garante que estiveram no Grande Prémio Histórico do Porto 20 carros antigos de Fórmula 1 «pagos a cinco mil euros para participarem».
Considerando que a acusação se reveste «de uma grande gravidade», Rui Sá sublinha em carta a Rui Rio que, a ser verdade, «o pagamento destas verbas a concorrentes significaria um subsídio, com dinheiros públicos, a corredores de automóveis - quando o pressuposto destas corridas é que quem pretender correr deve pagar por isso».
O autarca da CDU pretende saber, ainda, «quais as verbas pagas individualmente a cada um dos proprietários, qual foi a fundamentação legal para a concretização destes pagamentos e quem foram os responsáveis formais pelas respectivas autorizações».


Resumo da Semana