Editorial

«Jornada de luta que é ponto de passagem para as lutas que se lhe seguirão»

A FESTA E A LUTA

No sábado passado, o secretário-geral do PCP esteve na Atalaia e ali conviveu com mais de um milhar de construtores da Festa – homens, mulheres e jovens militantes e simpatizantes do PCP e da JCP, oriundos de todo o País e felizes por ali estarem a dar o seu contributo voluntário para a construção da mais bela de todas as festas.
«Uma festa que é ímpar pela sua organização, pela sua construção, pela sua realização. Uma Festa que nos orgulha como comunistas, como membros deste grande colectivo partidário», como disse Jerónimo de Sousa na intervenção ali produzida, em palavras que os rostos e as reacções dos que o ouviam confirmavam inequivocamente.
Amanhã, a partir das 18 horas, os portões da Quinta da Atalaia abrir-se-ão à imensa multidão de visitantes: homens, mulheres e jovens, militantes e simpatizantes do PCP e da JCP, e simples visitantes, apartidários ou até, em muitos casos, membros de outros partidos políticos - que ali vão porque ali se sentem bem, porque ali são recebidos como amigos e, também eles, na sua condição de visitantes, são construtores da maior e da mais bela festa realizada no nosso País.
E às 19 horas será declarada aberta a 33.ª edição da Festa do Avante!, num comício que, de ano para ano, vem crescendo no número de participantes e no entusiasmo e que, por isso mesmo, tem vindo a afirmar-se como um dos grandes momentos da Festa.

Depois... é a Festa, com tudo o que nela sabemos existir e mais o que nela, todos os anos, descobrimos de novo, fruto do trabalho, do engenho, da arte, da imaginação criadora dos seus construtores, que fazem da Atalaia um espaço único de fraternidade, de solidariedade, de amizade, de cultura, de convívio, de alegria, de festa – que, por tudo isso, é jornada de luta e ponto de passagem para as lutas que se lhe seguirão, impulsionadas pela vontade do colectivo partidário cujas raízes se situam no mais belo de todos os ideais: o ideal comunista.
Serão três dias durante os quais, em espaços diversificados, teremos o teatro, os espectáculos musicais - abrindo no palco 25 de Abril com a Gala da Ópera, certamente antecedida pela alegria contagiante da Carvalhesa; os debates sobre temas candentes da situação nacional e internacional; a gastronomia, o artesanato, os livros, os discos, e sempre, sempre a alegria.
Serão três dias de convívio, de confraternização só possível naquele tempo e naquele espaço – e que, no plano político, culminarão com o momento maior da Festa: o comício de domingo, com o secretário-geral do Partido, o maior comício partidário realizado anualmente em Portugal e que, este ano, por razões óbvias, será o comício de abertura da campanha eleitoral para as legislativas. E para as autárquicas, já que, como sabemos, esta campanha é composta por duas batalhas, ambas de enorme importância para o PCP e para os seus aliados da CDU.

Na segunda-feira, a luta continua: noutros espaços mas com igual convicção e confiança por parte do colectivo partidário. A campanha eleitoral irá prosseguir a um ritmo ainda mais intenso do que até aqui. E é justo que se diga que o que já foi feito é notável, como o confirmam, por exemplo, o facto bem significativo que é a apresentação, pela CDU, de listas em 2274 freguesias – o maior número desde 1989; ou, outro exemplo, as iniciativas levadas a cabo pela Juventude CDU; ou, outro exemplo ainda, as mais recentes realizações eleitorais – em Tarouca, em Lamego, em Avões, em Armamar, em Ferreira do Alentejo, em Alenquer, em Palmela (isto para referenciar, apenas, algumas das iniciativas mais recentes, que contaram com a presença do secretário-geral do Partido) – todas marcadas por esse ambiente de confiança próprio de quem sabe estar a lutar por aquilo que melhor serve os interesses dos trabalhadores, do povo e do País e que a essa luta dedica todo o seu esforço, dedicação, capacidade, inteligência.
Mais o que se perspectiva fazer, ou seja, os milhares de iniciativas de diverso tipo, com a participação de milhares de candidatos e outros activistas da CDU e das quais merecem o devido realce os grandes comícios já programados para Évora, no Templo de Diana; Porto, no Palácio de Cristal; Lisboa, no Campo Pequeno; e Braga – que virão a constituir momentos altos da campanha eleitoral da CDU.

Tudo isto num contexto em que as lutas dos trabalhadores prosseguem com uma intensidade invulgar nesta altura do ano e só explicável no quadro de agravamento da situação do País e das condições de vida da imensa maioria dos portugueses por efeito da política de direita que as eleições do dia 27 irão julgar e condenar. Tudo isto também, enquanto prossegue a campanha de branqueamento das consequências dessa política – uma campanha patética, na qual José Sócrates e os seus propagandistas inventam bem-aventuranças só deles conhecidas e ocorridas num país imaginário... Ao mesmo tempo que PSD e PS, que há 33 anos têm vindo a aplicar a política de direita, procedem à habitual operação de caça ao voto, numa prática em que o vale-tudo é a regra – um, vendendo uma falsa imagem de «seriedade» e «rigor»; o outro, arvorando ares de «esquerda» para melhor dar continuidade à política de direita; ambos não pensando noutra coisa que não seja o prosseguimento, no futuro, da mesma política do passado e do presente - a política que, ora praticada por um ora por outro dos seus dois executantes, conduziu o País ao estado actual.
Derrotar esses partidos e a política de direita comum aos dois apresenta-se-nos como objectivo essencial. Difícil de alcançar, sem dúvida, mas alcançável.
Basta lutar. Lutar sempre.


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