Mudança no Hospital Litoral Alentejano

A Comissão de Utentes da Saúde da Freguesia de Santiago do Cacém repudiou a recente decisão do Governo de transformar a gestão do Hospital do Litoral Alentejano em Entidade Pública Empresarial (EPE). Em sua opinião, este é «mais um passo no sentido da privatização», visando, simultaneamente, «esconder, ainda mais, o défice do Orçamento do Estado».
Em comunicado onde apela à população para que manifeste o seu protesto e desacordo por esta alteração no estatuto daquela unidade de saúde, a Comissão de Utentes lembra que os hospitais EPE tiveram na sua totalidade um prejuízo de 1 129 milhões de euros no final de 2008 e afirma que «se não fossem as injecções financeiras do Estado e a utilização do seu capital social», tais unidades já teriam ido à falência.
A transformação agora operada por decreto-lei do Governo, na perspectiva da Comissão de Utentes, significa ainda uma «redução dos recursos materiais» com consequências na «prestação de cuidados de saúde» e uma maior «carência de profissionais», a par de um «aumento da precarização das relações de trabalho», «desregulação de carreiras» e aumento de «todas as formas de trabalho precário».


Não ao aumento das rendas

A Associação de Inquilinos Lisbonense reiterou a sua oposição a qualquer alteração à lei que regula a actualização das rendas e defende que a actualização das rendas para 2010 deverá ser nula.
Esta é a resposta daquela estrutura associativa representativa dos inquilinos às posições de desagrado manifestadas por senhorios de casas arrendadas que, perante o cenário de taxa zero de inflação – e não podendo aumentar as rendas como determina a lei nesta circunstância –, ensaiam manobras para contornar a legislação e garantir mesmo uma actualização das rendas.
«Se não houve variação de preços, não houve variação no poder de compra», pelo que não tem de haver «actualização das rendas», garante, em síntese, a AIL, recordando que o arrendamento «não é um negócio qualquer em que o produtor ou o vendedor podem definir o preço a todo o tempo», sendo, bem pelo contrário, «uma relação duradoura» que, como tal, deve obedecer a «regras duradouras para evitar abusos e aproveitamentos momentâneos».


Morreu autor do hino da URSS

Faleceu recentemente, aos 96 anos, Sergey Vladimirovich Mikhalkov, autor das letras de dois hinos da União Soviética, em 1944 e 1977. Escritor e poeta, autor de peças de teatro satíricas e sobretudo de contos infantis em verso, foi presidente da União dos Escritores da URSS, tendo sido distinguido ao longo da vida com várias altas condecorações pelo poder soviético.
Tanto o primeiro hino (composto em plena 2.ª Guerra Mundial, no apogeu da resistência heróica dos soviéticos que veio a mudar o curso dos acontecimentos ao repelir e derrotar as hordas nazis) como o segundo hino, por ocasião do 60.º aniversário da Revolução Bolchevique, têm textos de Sergey Mikhalkov que sublimam valores de construção colectiva e de exaltação à pátria, tendo ambos por base a mesma música do compositor Alexander Alexandrov. Notas que compõem igualmente desde 2000 o hino da Federação Russa, também ele com palavras de Mikhalkov.


Homenagem a Jorge de Sena

Os restos mortais do escritor Jorge de Sena foram transladados no dia 10 em cerimónia que teve início na Basílica da Estrela e culminou no cemitério dos Prazeres.
Esta homenagem a um dos grandes vultos da cultura do século XX, onde estiveram presentes várias figuras públicas ligadas ao mundo das letras, teve um dos seus momentos altos na leitura por Eunice Munõz do poema «Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya», de Jorge Sena.
Também a Sociedade Portuguesa de Autores se associou à homenagem ao poeta, dramaturgo, romancista, crítico e ensaísta atribuindo-lhe esta segunda-feira a Medalha de Honra, que entregou a um representante da família.
Nascido a 2 de Novembro de 1919, Jorge de Sena exilou-se, por razões políticas, a partir de 1959, primeiro no Brasil e, posteriormente, nos Estados Unidos.


Desemprego a subir

O desemprego no nosso País subiu 2,7 por cento no segundo trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2008, registando-se ainda um agravamento de 0,9 por cento em relação ao trimestre anterior.
De acordo com o gabinete oficial de estatísticas das comunidades europeias, que divulgou estes dados na passada segunda-feira, a taxa de desemprego em Portugal eleva-se assim a 9,2 por cento da população activa.
O Eurostat informou ainda que entre Abril e Junho o desemprego na zona euro subiu 1,8 por cento e no conjunto dos 27 países da União Europeia 1,9 por cento, comparativamente com o mesmo período de 2008.
Abrangendo sobretudo os sectores produtivos, a construção e os serviços financeiros e negócios, o desemprego atingiu mais cerca de 702 mil pessoas nos 16 países da moeda única, elevando-se a 1,4 milhões quando contabilizado o universo total da União Europeia.


Resumo da Semana