Bolseiros protestam em Lisboa

Dezenas de investigadores responderam ao apelo da ABIC (Associação dos Bolseiros de Investigação Científica) e concentraram-se, dia 23, em frente à Assembleia da República reclamando melhores condições de vida e de trabalho. Convocada sob o lema «Investir em Ciência é investir em quem a faz», a concentração reafirmou as exigências centrais dos bolseiros: contratos de trabalho para todos aqueles que não estejam em formação, uma adequada cobertura em matéria de segurança social, o aumento das retribuições e a introdução do princípio de actualização anual dos seus valores.
Apesar do aumento do número de bolseiros verificado nestes quatro anos, estes continuam sem verem aumentadas as suas retribuições mensais, não têm acesso ao regime geral da Segurança Social, não têm direito a subsídios de férias e Natal nem tão pouco ao subsídio de desemprego.
O PCP esteve presente na concentração de forma solidária, através de João Ferreira, deputado no Parlamento Europeu, e Miguel Tiago, deputado na Assembleia da República.


Alcochete requalifica-se

Câmara Municipal de Alcochete apresentou uma candidatura para requalificar a frente ribeirinha do concelho, num investimento de cerca de 6,3 milhões de euros.
«O programa contempla um conjunto de acções com execução numa zona de intervenção que abrange a frente ribeirinha e uma zona integrante do Núcleo Antigo, uma área que concentra uma grande parte do comércio e serviços da vila de Alcochete», informou a autarquia no dia 24.
A candidatura foi efectuada ao abrigo do Programa Operacional Regional de Lisboa do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no domínio das Parcerias para a Regeneração Urbana, segundo comunicado da câmara presidida por Luís Franco (CDU), onde é sublinhada a ideia de que face à «importância social e económica da zona» abrangida torna-se «fundamental reforçar uma estratégia que promova e requalifique toda esta área, através da criação e implementação de um conjunto de projectos de cariz público».


Futuro incerto nas Minas de Aljustrel

A Coordenadora Regional de Beja da CDU acusa o Governo de não «revelar a verdade dos factos» relativamente às Minas de Aljustrel e considera estar-se perante um negócio com uma «história escondida» e «muito mal contada».
Esta posição foi assumida no dia 25 na sequência de uma reunião em Lisboa do Sindicato dos Mineiros com o Ministério da Economia destinada a actualizar informação sobre o futuro da empresa. «Uma mão cheia de nada» foi o que os representantes dos trabalhadores obtiveram dessa reunião de onde saíram sem respostas e sem informações úteis. O Governo que nada faz em defesa dos mineiros e mantém uma completa incerteza quanto ao seu futuro é ainda o mesmo que condescende e pactua com o comportamento quase provocatório de agentes das forças de segurança que, antes da reunião, num acto pouco dignificante, desataram a pedir a identificação dos membros da delegação e a inquirir sobre o «organizador», alegando tratar-se de uma «manifestação» na medida em que estavam presentes «mais que cinco».


Berlengas a Reserva da Biosfera

A Câmara Municipal de Peniche entregou no dia 24 no Comité Nacional da UNESCO o dossier de candidatura das Berlengas a Reserva da Biosfera. Valorizar os recursos naturais, compatibilizando-os com actividades resultantes da ocupação como a pesca e o turismo, inscreve-se nos objectivos desta iniciativa da autarquia presidida por António José Correia, eleito pela CDU.
Com a aprovação da candidatura ao programa Man and Biosphere, promovido pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura), o município passa a ter uma maior responsabilidade na defesa da biodiversidade como garantia da sustentabilidade deste território vocacionado, essencialmente, para o turismo e a exploração de recursos naturais, como o percebe.
O projecto pretende dotar a ilha de meios de geração e armazenamento de energia a partir de fontes renováveis, bem como de produção de água potável e tratamento de águas residuais e resíduos sólidos.


<i>Génesis</i> de Sebastião Salgado

O fotógrafo Brasileiro Sebastião Salgado revelou no dia 25, em Paris, numa conferência da UNESCO, que o seu mais recente projecto, a que chama Génesis, demonstrará que «ainda existe um planeta puro, grande e majestoso».
Iniciado em 2004 e com conclusão prevista para o próximo ano, neste projecto documental global estão incluídos registos captados por Sebastião Salgado em 32 reportagens por si efectuadas em áreas muito pouco exploradas e inacessíveis em espaços naturais situados em zonas tão distintas como o Canadá ou a Patagónia, o Corno de África, a Amazónia ou o Sudeste Asiático.
Muitas dessas áreas são montanhas, espaços intactos porque «acima dos três mil metros não há tecnologia para a exploração económica», explicou Sebastião Salgado ao falar na segunda das «Conferências do Futuro» promovidas pela UNESCO.
Nesse «planeta puro» de Génesis, segundo o consagrado fotógrafo brasileiro, o Homem tem um lugar – sejam os bosquímanos da Namíbia e Botswana, os Zo'e do Pará brasileiro ou os mentawai da Ilha de Sumatra - , presença essa humana que é afinal a de quem «não rompeu as relações primordiais com a natureza».


Resumo da Semana