Médicos cubanos na Venezuela

A Venezuela recebeu no dia nove um novo contingente de mil médicos cubanos para o programa social Misión Barrio Adentro (Missão Dentro do Bairro) criado para atender gratuitamente venezuelanos pobres.
Os médicos cubanos foram recebidos por Hugo Chávez durante um acto celebrado na Sala Rio Reyna do Teatro Teresa Carreño de Caracas, destinado a celebrar o Dia do Médico Integral Comunitário e a assinalar o 42.º aniversário do assassínio de Ernesto Che Guevara (1928-1967), médico argentino, revolucionário e um dos ideólogos da Revolução Cubana.
«Chegou o batalhão, uma boa tropa, damos as boas-vindas a vocês», disse o Presidente Hugo Chávez que baptizou o novo contingente de médicos cubanos com o nome de «Batalhão Che e Fidel, batalhão fidelista, guevarista e revolucionário».
O presidente venezuelano explicou que os novos médicos integrarão a Misión Barrio Adentro no âmbito de uma estratégia de revitalização daquele programa social que mobiliza cerca de 30 mil médicos e outros profissionais de saúde e do qual beneficiam 15 dos 27 milhões de habitantes.


Sesimbra requalifica-se

A Câmara de Sesimbra viu aprovada pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) a sua candidatura para a valorização da Lagoa de Albufeira, no valor de dois milhões de euros.
A informação foi prestada na passada semana pela autarquia em comunicado onde afirma que o projecto de requalificação da Lagoa de Albufeira prevê a recuperação das dunas e a construção de um conjunto de infraestruturas, com financiamento garantido em 50 por cento por fundos comunitários.
Um passadiço sobrelevado em madeira desde a Casa do Infantado até à Lagoa Pequena, apontado pela autarquia como «um percurso privilegiado para passeios, contemplação, fotografia de natureza e observação de aves», é uma das obras previstas.
Do projecto consta ainda «o melhoramento do acesso às praias», bem como a construção de uma plataforma dotada de iluminação e áreas de descanso no «extremo ocidental da marginal». O município pretende igualmente intervir no sentido de ordenar o estacionamento e melhorar o acesso viário e pedonal à Lagoa de Albufeira.


Lembrar Giacometti

Michel Giacometti: Oitenta anos, Oitenta Imagens, assim se chama a exposição que desde o início do mês está patente no Museu da Música Portuguesa, em Cascais. Assinalar os oitenta anos deste etnomusicólogo nascido na Córsega, dando a conhecer uma parte do trabalho que legou a Cascais, onde habitou durante 30 anos, constitui o principal objectivo desta iniciativa.
Além de 500 objectos do autor ligados à música, habitualmente expostos naquele espaço museológico, o visitante pode encontrar fotografias tiradas por Giacometti no decurso do seu trabalho de investigação com um conteúdo revelador da sua enorme sensibilidade e da sua ligação à vida, às pessoas e à música.


Estudar sai caro

Os custos da Educação em Portugal para um estudante do ensino superior são dos mais elevados da Europa, representando 11 por cento do Produto Interno Bruto per capita português, revela um estudo efectuado por Luísa Cerdeira, professora e administradora da Universidade de Lisboa.
Analisados os custos de ensino e o custo de vida de estudantes que ingressaram no Superior e feita a respectiva comparação (também com base no PIB per capita) com outros países europeus, a investigadora concluiu que no nosso País a Educação naquele grau de ensino é mais onerosa. O custo de vida, nele incluindo os gastos com alimentação e alojamento, por sua vez, são «próximos» dos restantes países desenvolvidos, representando em Portugal 18 por cento do PIB per capita.
Já quanto ao apoio social por aluno, aí, Portugal está muito aquém do valor europeu, segundo apurou aquele estudo académico que esteve em debate numa conferência internacional realizada segunda e terça-feira no salão nobre da reitoria da Universidade de Lisboa.


OEA falha diálogo nas Honduras

A Organização dos Estados Americanos (OEA) deixou Tegucigalpa, no dia 9, sem conseguir qualquer progresso na resolução da crise provocada pelo golpe de estado militar.
A missão da OEA chegou às Honduras, no dia 7, integrada por vários ministros de países americanos, com o objectivo de exigir a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, que está refugiado desde dia 21 de Setembro na embaixada do Brasil na capital hondurenha.
Porém, a delegação confrontou-se com a recusa do usurpador golpista, Roberto Micheletti, que não admite o regresso de Zelaya ao poder, ponto principal da proposta da OEA.
No mesmo dia, o grupo de trabalho da ONU sobre o uso de mercenários revelou que 120 paramilitares de vários países vizinhos teriam participado no golpe de Junho nas Honduras.
O grupo alertou ainda que grandes latifundiários já contrataram 40 ex-membros do grupo Autodefesas Unidas da Colômbia para se protegerem da violência entre as forças golpistas e os apoiantes do presidente deposto Manuel Zelaya.
«Exortamos as autoridades hondurenhas a tomarem todas as medidas práticas para evitar o uso de mercenários dentro do seu território e investigarem as acusações relativas à sua presença e suas actividades», disseram os cinco especialistas independentes numa declaração conjunta divulgada, dia 9, em Genebra.


Resumo da Semana