O PCP propõe o congelamento do preço da energia em 2010
ERSE propõe novos aumentos para 2010
Mais sacrifícios para os mesmos
Como se não bastasse o aumento de 5 por cento no preço da electricidade verificado este ano, a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos veio propor um novo aumento de 2,9 por cento para 2010.
O PCP reagiu de imediato a esta proposta, no dia 16, através de uma nota do Gabinete de Imprensa. Para os comunistas, é «absolutamente inaceitável» que, perante as dificuldades «com que se têm vindo a confrontar os trabalhadores, as micro, pequenas e médias empresas e o povo português – baixos salários e reformas, endividamento, falências, desemprego galopante e quebra do poder de compra», a ERSE venha propor um valor superior ao dobro da inflação estimada para 2010, que é de 1,3 por cento.
Esta perspectiva de novos aumentos, destaca o PCP, «torna-se ainda mais chocante» tendo em conta os lucros obtidos pela EDP – entre 2004 e 2008, de 4283 milhões de euros e só no primeiro semestre deste ano de 540 milhões. Ganhos estes que resultam, garantem os comunistas, de um «aumento das tarifas eléctricas em 2009 de 5,9 por cento para as empresas e 4,4 por cento para as famílias, para uma inflação que se estima para o corrente ano próxima dos 0 por cento».
Na opinião do PCP, confirma-se uma vez mais que a privatização e liberalização do mercado da energia em Portugal, defendidas e aplicadas por PS, PSD e PP, «apenas tem beneficiado a acumulação e a centralização de capital». Também se prova que a Entidade Reguladora «se comporta como agente ao serviço dos interesses dos grandes accionistas, indiferente às dificuldades que enfrentam os consumidores, os trabalhadores da EDP e as micro, pequenas e médias empresas».
Reafirmando a necessidade de redução das tarifas da electricidade, o PCP exige o congelamento do preço da electricidade em 2010, pois «só assim será possível atenuar as crescentes dificuldades que os trabalhadores e o povo português enfrentam». Também só desta forma, acreditam os comunistas, «será possível contribuir para o aumento da competitividade das micro, pequenas e médias empresas, nas quais os custos energéticos são hoje um dos principais factores».


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