Sobe o número de despedimentos colectivos

Desde o início do ano e até Setembro foram alvo de processos de despedimento colectivo em Portugal 3 603 trabalhadores, número que já ultrapassa o total registado por este motivo no ano de 2008. A informação é da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho e revela que, comparando com igual período do ano passado, o número de despedimentos colectivos aumentou 39 por cento. Divulgados na passada semana, os dados indicam assim que nos primeiros nove meses deste ano ocorreram mais 1 012 despedimentos do que os concretizados no mesmo período de 2008, ano em que o número total de trabalhadores atingidos por este flagelo foi de 3 538.
Estes processos de despedimento colectivo verificaram-se em 264 empresas, entre as quais a Qimonda, a Controlinveste e a Media Capital.


Obras de Domingos Lobo premiadas

Domingos Lobo foi distinguido com o Prémio Literário Cidade de Almada/2009, pelo seu original Para Guardar o Fogo - Epitáfios. A entrega do galardão decorreu no dia 22 em cerimónia realizada no Auditório Fernando Lopes-Graça naquela cidade da Margem Sul. Segundo as palavras do autor, este é «um roteiro de afectos» feito de poemas dedicados a alguns dos autores que o acompanharam ao longo da vida, como Luiz Pacheco, José Carlos Ary dos Santos, José Afonso, Mário-Henrique Leiria, Ruy Belo, Eugénio de Andrade, Manuel da Fonseca ou José Gomes Ferreira.
São poemas em forma de tertúlia à mesa dos cafés onde ganhou vida muito do labor literário dos anos sessenta: Café S. Remo, Monte Carlo, Brasileira, VáVá, Café Gelo, Palladium, Martinho da Arcada.
Com uma vasta obra publicada, em ficção, poesia, teatro e ensaio, Domingos Lobo foi igualmente agraciado há dias com outra distinção - o Prémio de Teatro Bernardo Santareno - pela sua peça Não Deixes que a Noite se Apague.
Com um elevado número de peças a concurso, 145, muitas delas consideradas de elevado nível, o júri decidiu atribuir o prémio a Domingos Lobo pela «invulgar qualidade literária do texto aliada à viabilidade da sua concretização cénica».


<i>Internacional</i> em Vendas Novas

Mais de 200 artistas plásticos, de vários cantos do mundo, estão representados na 15ª Exposição Internacional de Artes Plásticas de Vendas Novas, patente ao público desde o dia 24.
Na Internacional, como é designada a mostra, podem ser vistas peças de pintura, escultura e cerâmica saídas das mãos de artistas de países como Portugal, Bélgica, Holanda, Polónia, Inglaterra, Espanha, Moçambique, Cabo Verde, Roménia, Brasil e Colômbia.
Dividida pelo centro sócio-cultural da cidade e pelo espaço de exposições do auditório municipal, esta iniciativa da Câmara Municipal de Vendas Novas é considerada «uma das maiores mostras de artes plásticas do País, pelo número de participantes e pela periodicidade anual».


Joaquim Benite distinguido

O Prémio Santareno de TeatroEspecial, atribuído pelo Instituto Bernardo Santareno e Câmara Municipal de Santarém, foi este ano para Joaquim Benite, director do Teatro Municipal de Almada e do Festival de Almada.
Ao distinguir com este prémio o encenador que foi fundador em 1971 do Grupo de Campolide e cuja vida tem sido dedicada ao teatro, o júri quis «sublinhar o papel de vanguarda ao longo de 26 edições do Festival de Almada dirigido por Joaquim Benite como sendo o festival mais prestigiado do País e com repercussões internacionais».
A entrega do prémio ocorrerá na Grande Gala Santareno, a 22 de Novembro, no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém.


Novo livro de João Pedro Mésseder

Chama-se Porto Porto o mais recente livro de José António Gomes, que assina sob o pseudónimo de João Pedro Mésseder, cuja apresentação decorreu muito recentemente na cidade Invicta.
Com chancela da editora Calendário, este é um livro dirigido para «menos crescidos – e para os mais crescidos que o queiram ler», tendo o Porto como eixo principal de toda a acção. Também esta, como todas as cidades, como faz questão de observar o autor, «tem uma longa história. E tem a luz, as sombras, as cores, os brilhos que lhe são próprios. Mais as casas, as torres, as ruas, as pontes, os monumentos, os jardins. E tem um rio que vem de longe e lhe atravessa o corpo. Um rio correndo para o mar que é o seu destino. Como todas, esta cidade só o é porque tem pessoas. Com a luz, as sombras, as cores, os brilhos e as palavras que são próprios das pessoas».


PEN Club para Manuel Gusmão

Manuel Gusmão recebeu o Prémio PEN Clube 2008 de Poesia, um dos mais antigos e prestigiados prémios literários, pelo seu livro A Terceira Mão, publicado pela Editorial Caminho. No ensaio foram distinguidos Frederico Lourenço e Isabel Cristina, recebendo Maria Velho da Costa o prémio na ficção.
Poeta e ensaísta, Manuel Gusmão vê assim reconhecida e premiada mais uma peça da sua obra poética da qual fazem parte títulos como A Poesia de Carlos de Oliveira (Ensaio e Antologia), O Poema Impossível: o Fausto de Pessoa, A Poesia de Alberto Caeiro (Ensaio e Antologia), Dois Sóis, A Rosa - a arquitectura do mundo (Poesia), Poemas de Ricardo Reis (Ensaio e Antologia), Mapas o Assombro a Sombra (Poesia), Teatros do Tempo (Poesia), Os Dias Levantados (Libreto), Migrações do Fogo (Poesia) e, agora, A terceira mão (Poesia).


«Eleições» no fascismo há 40 anos

A 26 de Outubro passou o 40.º aniversário das «eleições» para a Assembleia Nacional fascista, batalha na qual a Oposição Democrática esteve fortemente envolvida levando por diante uma intensa campanha política e de massas. A denúncia do fascismo e o desmascarar da chamada «primavera marcelista», bem como da burla eleitoral, estiveram no centro da acção política dos comunistas e outros democratas que, mesmo nas condições mais adversas, levaram a cabo uma corajosa campanha de esclarecimento e de luta pelo fim da ditadura fascista e pela instauração das liberdades democráticas.
«Desmascarada a burla eleitoral, defender as posições conquistadas ao fascismo, continuar e ampliar a batalha pela liberdade», titulava em manchete o Avante! clandestino de Novembro de 1969. Aos comunistas e outros democratas que, há quatro décadas, participaram nessa importante batalha o Avante! rende homenagem e dirige uma calorosa saudação.


Resumo da Semana