«Quotidianos» na Cidiarte

Foi inaugurada na passada quinta-feira, na Galeria Cidiarte, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa, uma exposição de pintura do artista plástico José Santa-Bárbara intitulada «Quotidianos».
Nascido em 1936, José Santa-Bárbara concluiu o curso de Escultura na Escola Superior de Belas-Artes em 1960. Foi sócio fundador da Associação Portuguesa de Designers e conta com dezenas de exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro, para além de um amplo leque de obra pública nas áreas da escultura, cerâmica e medalhística.
A mostra está patente ao público até ao próximo dia 2 de Janeiro de 2010, de terça a sábado, entre as 13h30 e as 20h00.


Em defesa do ramal da Lousã

O Movimento de Defesa do Ramal da Lousã promoveu, segunda-feira, em Coimbra, uma tribuna pública para protestar contra o encerramento daquela linha ferroviária. Os utentes sustentam que não estão reunidas as condições para o encerramento de uma infraestrutura vital para quem vive e trabalha na região.
Até ao final do ano deverá ser cancelada a circulação no troço Miranda do Corvo-Serpins, e em 2010 igual destino está traçado para o troço Coimbra- Miranda do Corvo. O Movimento considera que as três mil pessoas que diariamente utilizam o ramal não têm o direito à mobilidade assegurado.
A instalação do metropolitano ligeiro de superfície tem um prazo previsto de dois anos e para o Movimento os transportes alternativos disponíveis não garantem os interesses das populações. «Os autocarros e as paragens não são suficientes e as vias de acesso não foram arranjadas. Há o risco de as pessoas serem despedidas por chegarem tarde aos empregos», defendeu um dos participantes na iniciativa, ouvido pela Lusa.
O Movimento de Defesa do Ramal da Lousã convocou para domingo, em Miranda do Corvo, uma sessão de esclarecimento e agendou para o próximo dia 1 de Dezembro, na Lousã, uma nova manifestação.


Utentes pedem explicações

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo quer que a ministra da Saúde, Ana Jorge, esclareça para quando está prevista a entrada em funcionamento do Conselho Consultivo do Centro Hospitalar daquela região. A Comissão de Utentes lembra que desde Junho aguarda uma resposta da tutela e frisa que a instalação daquele órgão poderia resolver os conflitos entre o Centro Hospitalar e as populações.
Em conferência de imprensa, a CUSMT lamentou também que tenham sido «retirados os cuidados de saúde de proximidade» que serviam milhares de pessoas, particularmente nos concelhos de Ourém, Torres Novas, Entroncamento, Constância e Abrantes.
A actual situação não é sustentável e pode vir a agravar-se devido aos surtos gripais, dizem, por isso apelam à resolução imediata dos problemas reconhecidos por todos – tutela, autarcas e populações.
Os Utentes do Médio Tejo saudaram ainda o fim das taxas moderadoras nas cirurgias e internamento hospitalar, mas defendem o fim das taxas homólogas em todos os serviços de saúde.


Acidentes de trabalho evitáveis

A propósito do acidente de trabalho que vitimou cinco operários da construção civil portugueses numa obra em Andorra, a Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho (ANDST) lamenta o silêncio do Governo português sobre o sucedido, reivindica do executivo nacional «uma posição de exigência de cumprimento das leis, designadamente em matéria de saúde e segurança no trabalho quando os trabalhadores portugueses se encontrem a trabalhar em países terceiros», e exige que as autoridades de Andorra «esclareçam as razões do acidente de forma clara, e assumam as suas responsabilidades, ou punam, de forma exemplar, os responsáveis pelo acidente, se for esse o caso».
Em nota enviada à comunicação social, a ANDST espera igualmente que o Governo português «assuma as suas responsabilidades em matéria de fiscalização das empresas portuguesas que operam no estrangeiro com mão-de-obra portuguesa, como forma de evitar mortes no trabalho», e considera necessário «que o País saiba de que forma os familiares das vítimas falecidas e se os operários feridos vão ser ressarcidos dos danos causados».
A ANDST lembra que, segundo a Organização Internacional do Trabalho, 80 por cento das mortes por acidente de trabalho podem ser evitadas.


GUE/NGL assinala 60 anos do CMP

O Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia, Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL) assinalou, com uma conferência debate no Parlamento Europeu, o 60.º aniversário da constituição do Conselho Mundial da Paz.
A convite dos deputados do PCP no Parlamento Europeu, que integram o GUE/NGL, estiveram presentes na iniciativa Sandra Benfica e Filipe Ferreira, membros da Direcção Nacional do Conselho Português para a Paz e Cooperação, CPPC.


Guerra insuportável

Menos de 6 por cento dos soldados norte-americanos que integram o contingente ocupante no Afeganistão dizem que o moral das respectivas unidades está «bom» ou «muito bom». A maioria, afirma uma pesquisa elaborada pelo Pentágono, revela elevados níveis de stress pela participação na guerra.
Numa altura em que Barack Obama pondera reforçar entre 30 a 40 mil o número de soldados dos EUA no território, o mesmo estudo conclui que cerca de um terço dos militares que cumprem terceira ou quarta missão no Afeganistão sofrem de problemas psicológicos em resultado do conflito.


Resumo da Semana