Bruxelas aumenta salários
A Comissão Europeia revelou, na semana passada, ter proposto uma actualização salarial de 3,8 por cento para os cerca de 38 mil funcionários das instituições comunitárias, medida que suscitou de imediato críticas, já que o rigor imposto por Bruxelas tem sido usado em vários países para congelar salários.
Porém, a CE defendeu-se alegando que os aumentos que propõe são calculados com base no índice de custo de vida na capital belga e na evolução dos salários da função pública de um conjunto de oito países (Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Luxemburgo, Holanda e Reino Unido).
Conclui-se, portanto, não só que a «inflação zero» é uma pura invenção mas também que em todos estes países, apesar dos seus défices públicos excessivos, os funcionários públicos terão em média aumentos bem acima da inflação esperada.
Resta notar que o salário do presidente da Comissão Europeia ultrapassa dos 25 mil euros líquidos por mês (304 mil euros por ano), a que acrescem subsídios de habitação e representação, e que um comissário aufere cerca de 20 mil euros líquidos por mês.


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