Nova edição de <i>O Solidário</i>
Cidade de Lisboa do PCP, O Solidário. Na primeira das suas quatro páginas, o boletim traz em letras gordas a seguinte inscrição: «Vamos lutar pelo aumento dos salários», considerando ser este aumento «justo e possível».
No texto de abertura, precisamente sobre a temática dos salários, lembra-se que 1975 foi o ano em que os salários pesaram mais, representando 59 por cento do PIB. Este ano, estima-se que se fiquem pelos 34 por cento. «Se os trabalhadores recebessem em 2009 um valor correspondente à mesma percentagem do PIB que receberam em 1975, receberiam em 2009 mais 40 860 milhões de euros de salários», afirma-se, citando um estudo do economista Eugénio Rosa.
Ainda na primeira página, os comunistas de Lisboa destacam a luta dos trabalhadores do histórico café A Brasileira. Dos 30 que lá trabalham só oito, contratados a prazo, não se juntaram ao protesto. Estes trabalhadores exigiam tão somente a actualização dos salários e o cumprimento de direitos inscritos no contrato colectivo de trabalho.
Nas páginas interiores, é destacada outra importante luta, que se saldou por uma vitória. Trata-se do pagamento dos valores em falta aos trabalhadores da CP desde 2003, ano em que o Conselho de Gerência da empresa considerou injustificadas as faltas por motivo de greve. É também salientada a exploração no Centro Comercial Colombo: salários baixos, contratos precários, não pagamento de subsídios e horas extraordinárias, incumprimento de folgas e pausas, etc.
O Solidário destaca ainda a tenacidade dos trabalhadores da Iberlim que têm lutado pelos seus direitos, resistindo às mais variadas pressões da administração da empresa, que vão desde a tentativa de impor «serviços mínimos» durante as greves, o levantamento de processos disciplinares ou a pressão psicológica, oral e em comunicados.


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