Forte adesão na <i>EMEL</i>
Mais de noventa por cento dos fiscais dos parques de estacionamento da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa, EMEL, cumpriram uma greve de 24 horas, no dia 25, pela manutenção do horário de trabalho, em negociação no âmbito do Acordo de Empresa, anunciou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, CESP/CGTP-IN. Na manhã do dia da luta, mais de cem trabalhadores participaram numa manifestação na sede da empresa e diante da Câmara Municipal de Lisboa, garantindo que continuarão a luta.
Em causa está a tentativa da administração de prolongar os horários de trabalho, através da introdução de um conceito de «adaptabilidade» que resultaria em mais quatro horas diárias até ao máximo de 50 semanais, esclareceu o CESP, numa nota à imprensa, emitida no dia da luta.
No dia 11 de Novembro, a proposta foi rejeitada em plenário pelos trabalhadores, que voltaram a exigir horários semelhantes aos praticados na autarquia, como até agora, e agendaram a greve de dia 25.
Na Avenida de Berna, diante da sede da EMEL, cada trabalhador deixou uma cenoura, em resposta a um programa de «incentivo à produtividade» apresentado pela administração aos trabalhadores, no fim da qual surgia um boneco com uma cana de pesca e uma cenoura.
Em declarações à Lusa, a dirigente do CESP, Ana Pires, explicou que no dia da greve metade dos 20 parques de estacionamento geridos pela empresa estiveram sem funcionários até a administração ter recorrido ao prolongamento dos turnos de trabalhadores que não aderiram à luta e cumpriram um horário «ilegal» de 12 horas. A dirigente sindical informou que o sindicato apresentou queixa à Autoridade para as Condições de Trabalho e garantiu que o problema será levado a reunião da Assembleia Municipal, reforçado com um abaixo-assinado onde constarão as reivindicações dos cerca de 300 trabalhadores da EMEL. Para o CESP, a única estratégia da administração baseia-se numa «busca desenfreada pelo lucro» através do alargamento dos horários de trabalho que, concretizando-se, seria «uma violência gigantesca», considerou Ana Pires.


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