Prémio para «A terceira mão»

O escritor, poeta e crítico literário Manuel Gusmão é o vencedor do XV Grande Prémio de Literatura da DST com o livro «A Terceira mão» (2008), anunciou, sexta-feira, o júri do concurso. Vítor Manuel de Aguiar e Silva, José Manuel Mendes e Carlos Mendes de Sousa, em nota enviada à comunicação social, destacam que a obra «revela uma poética meditada e intempestiva, factores que situam o seu autor entre os que mais relevam na nossa vida literária».
Membro do Comité Central e da Direcção do Sector Intelectual da OR de Lisboa do PCP, ex-deputado Constituinte, Manuel Gusmão nasceu em Évora, em 1945, e licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa (UL).
Catedrático da Faculdade de Letras da UL, Manuel Gusmão é ainda autor de ensaios e traduções, coordena a revista Vértice e desenvolve trabalho nas áreas da Literatura Portuguesa, Literatura Francesa e Teoria da Literatura.
Em 2002 recebeu o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava pela obra «Teatros do Mundo». No mesmo ano foi-lhe atribuído o Prémio D. Diniz da Fundação Casa de Mateus, e três anos depois o Prémio Virgílio Ferreira, da Universidade de Évora.


Constituída a Federação dos Jornalistas

Uma dezena de organizações representativas de jornalistas dos países de língua portuguesa, entre as quais o Sindicato dos Jornalistas (SJ), fundaram a Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa.
Na assembleia constitutiva, que decorreu de 5 a 7 de Dezembro, organizada pelo SJ com o patrocínio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, mais de duas dezenas de dirigentes aprovaram os estatutos da nova organização internacional, elegeram os seus órgãos sociais e aprovaram as bases para o Plano de Actividades da FJLP.
Segunda-feira, os delegados da Associação dos Jornalistas de Angola, da Associação dos Jornalistas Económicos de Angola, da Federação Nacional de Jornalistas (Brasil), dos sindicatos dos Jornalistas Profissionais de São Paulo e dos Jornalistas Profissionais do Estado da Baía (Brasil), da Associação dos Jornalistas de Cabo Verde, dos sindicatos dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe e do Sindicato Nacional dos Jornalistas (Moçambique), acompanhados pelos homólogos portugueses, realizaram visitas de trabalho à Comissão da Carteira Profissional, à Entidade Reguladora da Comunicação Social e ao Cenjor.


Copenhaga foi promessa

Três jovens portugueses distinguidos no Concurso Europeu de Jovens Cientistas reclamam do governo dinamarquês e da União Europeia a prometida viagem à Dinamarca para participarem em actividades relacionadas com cimeira mundial sobre as alterações climáticas, que decorre até dia 18, em Copenhaga.
Vasco Sá Pinto, Sérgio Almeida e Ana Beatriz Moreira, galardoados em 2008 precisamente com o «Prémio Clima», explicaram à Lusa que a participação na conferência consta do certificado atribuído pelo certame, contemplando os custos da vigem e cinco dias de alojamento. O problema, disseram os jovens, é que até ao final do mês de Novembro ninguém os contactou nesse sentido.
A Fundação da Juventude, entidade privada de utilidade pública que em Portugal organiza a participação no concurso, procurou juntamente com os premiados desbloquear a situação, mas a organização dinamarquesa informou que a Young ScientistsDenmark, estrutura responsável pelo acolhimento do concurso o ano passado por delegação da Dinamarca e da UE, até já faliu, e, por isso, os prémios ficam por atribuir.


Pontes e viadutos esperam intervenção

A Estradas de Portugal (EP) detectou problemas estruturais em 170 pontes e viadutos que se encontram sob a sua tutela. A notícia avançada pela TSF refere que das 600 estruturas analisadas em 2009 resultou a necessidade de intervenção imediata em 20. As restantes aguardam a realização de obras.
Ouvida por aquela rádio, Elisabete Lopes, do departamento de Obras de Arte da Estradas de Portugal, recusou indicar quais as pontes e viadutos que necessitam ser intervencionados, garantindo que nos próximos quatro anos os trabalhos vão ser realizados.
Já o vice-presidente da EP, Eduardo Guedes, ouvido igualmente pela TSF, admitiu que sobre esta matéria «não podemos estar todos descansados», mas sublinhou que existe acompanhamento e uma estratégia definida. O responsável revelou, no entanto, que o programa de inspecções subaquáticas a diversas estruturas previsto para este ano não avançou por falta de verbas.
Em comunicado posterior, a EP nega descurar a conservação de pontes e viadutos, divulgou os montantes investidos nesta área desde 2007 e lembrou o protocolo de monitorização existente com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil.


Greve paralisou Nepal

A greve geral convocada pelo Partido Comunista Unificado do Nepal (PCUN) paralisou, domingo, o Nepal. Na capital, Katmandu, e em todo o país, o protesto foi observado pela maioria da população.
Escolas, serviços públicos, transportes e comércio mantiveram-se inactivos respondendo à convocatória do PCUN, cujo objectivo era repudiar a violência policial sobre os seus militantes, isto depois de quatro membros do Partido terem sido assassinados pelas autoridades por resistirem a uma desocupação de terras pertencentes ao Estado.


Resumo da Semana