Inexistência de espaços de estudo

Agora que os exames vão começar, a JCP alerta para a falta de locais de estudo, nomeadamente nocturnos, na Universidade de Coimbra.
«A inexistência de espaços de estudo nocturno, e de falta de condições, poderia ser facilmente combatidas com um maior financiamento no ensino superior por parte do Governo, situação que não se tem verificado e que se tem agravado de ano para ano», acusam os jovens comunistas, em nota de imprensa, onde lamentam, de igual forma, a redução das épocas de exames, muitas vezes espaçados por 24 horas, e das épocas de recurso, «havendo faculdades em que o número de cadeiras a que um estudante se pode inscrever é restrito».


Homenagear Manuel Guedes

Por iniciativa dos comunistas, a Câmara de Lisboa decidiu atribuir, com a abstenção do CDS-PP, o nome de Manuel Guedes a uma artéria da cidade. «Há um século, completado no passado dia 14 de Dezembro, nasceu na lisboeta Freguesia da Sé o marinheiro e revolucionário Manuel Guedes que viria a ser destacado resistente antifascista e dirigente do PCP na clandestinidade», acentua a proposta, que recorda alguns dos momentos mais marcantes de um dos muitos homens que lutaram por uma «sociedade mais justa e mais fraterna».
«Após mais de meio século de actividade revolucionária, 32 anos de clandestinidade e quinze anos de prisão, viria a falecer em 1983 com 74 anos de idade», informa o documento.


Governo prefere privados

A deputada Heloísa Apolónia, do Grupo Parlamentar «Os Verdes», solicitou, esta semana, esclarecimentos ao Governo sobre a contratação de serviços externos e redução do número de funcionários no Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas (MADRP). «Dos 3563 trabalhadores que passaram pela mobilidade, 1758 eram do Ministério da Agricultura», recorda a ecologista, explicando que esta redução «tornou muito inoperacionais serviços do MADRP».
«Apesar do MADRP insistir em afirmar que tinha um número excessivo de funcionários, os seus serviços levaram cerca de três anos a iniciar os primeiros contratos de projectos de investimento, no âmbito do PRODER, pondo, assim, em causa as verbas disponibilizadas pelo orçamento comunitário e a modernização da agricultura portuguesa», acrescenta Heloísa Apolónia, dando ainda o exemplo da «incapacidade que os serviços do Ministério demonstraram para fazer, em tempo útil, o controlo às ajudas directas, o que tem implicado múltiplos e sucessivos atrasos nos pagamentos aos agricultores e também a penalização por parte da União Europeia, com implicação na perda de financiamento e de contínuo aumento de percentagens de controlo a efectuar anualmente».
No entanto, apesar da «carência» de funcionários, o MADRP assinou, em Novembro, um contrato com uma empresa privada, que prevê a contratação de 92 técnicos para efectuarem acções de controlo aos agricultores, o que custará ao erário público cerca de 3,5 milhões de euros.


Portugueses com menos filhos

Segundo os indicadores sociais do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a 2008, divulgados na passada semana, a proporção de famílias com filhos continua a diminuir, passando de 56,8 por cento em 2007 para 55,9 por cento em 2008, quando em 2002 representavam 59,6 por cento do número total de famílias.
Entre 2007 e 2008, adianta o INE, a idade média no primeiro casamento continuou a aumentar para os dois sexos, passando de 29,4 para 29,7 anos, no caso dos homens, e de 27,8 para 28,1 anos, nas mulheres. Em 2002, estes valores eram 28,0 e 26,4 anos, respectivamente.
Relativamente à idade das mulheres à data do nascimento do primeiro filho, passou de 27 para 28,4 anos, entre 2002 e 2008.
Em 2008, a população residente em Portugal cresceu 0,09 por cento, resultado de uma taxa de crescimento migratório de igualmente 0,09 por cento e de um crescimento natural praticamente inexistente. No ano anterior, o crescimento efectivo da população tinha sido de 0,17 por cento.
A população residente em Portugal, em 31 de Dezembro de 2008, foi estimada em 10 627 250 pessoas, segundo o INE.


Morreu Lhasa de Sela

Após 21 meses de combate e determinação, morreu, no primeiro dia de Janeiro, vítima de cancro da mama, a cantora Lhasa de Sela.
A artista nasceu no estado de Nova Iorque, mas desde cedo aprendeu a ser nómada e a absorver o melhor de diferentes culturas, por ter viajado durante vários anos com a família pelos EUA e México. Essa diversidade cultural reflecte-se na sua música, com um imaginário de sons e palavras (em inglês, francês ou espanhol) que remetem para a América Latina, para a vida cigana ou para a cultura árabe.
Lhasa, que actuou várias vezes em Portugal, começou a cantar com 13 anos em cafés e bares de São Francisco, Califórnia, com um repertório retirado do jazz. Mantendo a itinerância e o espírito de saltimbanco, a artista passou pelo Canadá, onde compôs o primeiro álbum, «La Llorona», editado em 1997.


Resumo da Semana