Breves
Cimeira extraordinária da UE
Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) agendaram para 11 de Fevereiro, em Bruxelas, uma cimeira extraordinária para discutir o relançamento do crescimento económico, anunciou esta semana Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu.
O ex-primeiro-ministro belga, que assume o novo cargo criado pelo Tratado de Lisboa, diz estar empenhado no crescimento da economia europeia, de forma a preservar «o nível de vida dos europeus».

Países bálticos integram NATO
A Força de Reacção Rápida (NRF) da NATO conta desde o início do ano com um batalhão de infantaria motorizada dos três países bálticos, Estónia, Letónia e Lituânia, que agrupa cerca de 800 efectivos, incluindo vários comandos, soldados de infantaria, sapadores, polícias militares e uma unidade de reconhecimento.
«As forças de reacção integram unidades de elite que podem ser enviadas para qualquer lugar do mundo em cumprimento de missões militares», disse um porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas da Estónia à agência noticiosa russa Interfax.
A NRF, composta por forças terrestres, aéreas e navais, foi criada pela Aliança Atlântica em 2002 para intervir em qualquer zona do globo e conta actualmente com 25 000 soldados de elite preparados para serem destacados no prazo de cinco dias.

Défice espanhol quintuplicou
No espaço de um ano o défice do Estado espanhol quintuplicou, atingindo os 71 mil 524 milhões de euros em Novembro último, informou na passada semana o Ministério de Economia do país vizinho.
De acordo com o secretário de Estado Carlos Ocaña, a diferença entre despesa e rendimento nos primeiros 11 meses de 2009 representou 6,79 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) espanhol. Para este ano, o governo de Zapatero prevê um défice público de 9,5 por cento do PIB e um défice do Estado (exclui o saldo das regiões autónomas, administrações locais e segurança social) acima dos oito por cento.

Paris desiste de vacinas
O Governo francês anulou esta semana a encomenda de 50 milhões de doses de vacinas contra a Gripe A (H1N1) e colocou à venda parte do seu stock a outros países.
A ministra da Saúde francesa, Roselyne Bachelot, explicou que a rescisão em massa da encomenda de vacinas para a Gripe A será feita com um mínimo de custos, mas a possibilidade de os laboratórios farmacêuticos virem a exigir indemnizações não está excluída. O anúncio da rescisão fez aumentar as críticas ao governo, acusado de «inépcia» e «incompetência». O Partido Socialista já pediu uma investigação parlamentar à gestão da crise da Gripe A, denunciando um «fiasco dispendioso».
Até agora foram vacinados contra a Gripe A pouco mais de cinco milhões de franceses, mas o Governo tinha inicialmente encomendado 94 milhões de doses, por uma soma total de 869 milhões de euros. Para além das vacinas, a França encomendou 132 milhões de euros de antiviral Tamiflu e 1,7 mil milhões de máscaras, o que segundo o director do Centro Nacional de Referência dos Vírus da Gripe, Bruno Lina, foi «muito mais do que aquilo que era necessário».

Sérvia apresenta queixa contra Croácia
A Sérvia apresentou esta segunda-feira, 4, uma queixa por genocídio contra a Croácia junto do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), da ONU. Segundo a agência sérvia Tanjug, Belgrado responde assim à queixa da Croácia contra a Sérvia, também por genocídio, antes apresentada em Haia.
Recorda-se que o TIJ se declarou competente, em Novembro de 2008, para avaliar a queixa por genocídio e limpeza étnica apresentada pela Croácia contra a Sérvia em 1999 por factos ocorridos durante a guerra de 1991-1995, que fez 20 000 mortos.
Segundo a ONU, mais de 200 000 sérvios foram obrigados a fugir da Croácia em 1995 para escapar à sanha do exército croata, que acabou por dominar todo o território anteriormente partilhado pelas duas comunidades.