Breves
Têxteis
Apoios adicionais para enfrentar o aumento de trabalhadores sem subsídio de desemprego, no sector têxtil, foram reivindicados, dia 4, pelo presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa, Luís Garra. Desde o ano 2000, encerraram 57 empresas têxteis naquela região e perderam-se 4800 postos de trabalho, salientou, revelando haver sérias dificuldades para garantir a viabilidade da Confecções Proudmoments, no Fundão, onde 120 trabalhadores estão em situação de lay-off desde Setembro. Na Vesticon, em Tortosendo, no ano passado, foram eliminados 150 dos 200 postos de trabalho, alertou.

Insolvência
A maior empresa têxtil privada do concelho de Caminha, Regency, foi declarada insolvente e despediu os 174 trabalhadores que cumpriram o seu último dia de trabalho a 31 de Dezembro, depois de terem passado os últimos seis meses em lay-off. Com dívidas de 3,2 milhões de euros, alegou dificuldades económicas. Aos trabalhadores foram pagos os salários em atraso e foi-lhes garantido o acesso ao subsídio de desemprego. A assembleia de credores decisiva para o futuro desta têxtil está marcada para 23 de Fevereiro.

<i>Delphi</i>
Encerrou, no fim do ano, a maior fábrica no distrito de Portalegre, a Delphi, em Ponte de Sôr. Aos 430 trabalhadores foram pagas indemnizações de 2,3 salários por cada ano de serviço. Segundo o dirigente do Sinquifa/CGTP-IN, Francisco Godinho, as dificuldades e o encerramento deveram-se a «alguns trabalhadores», a quem eram atribuídos «salários chorudos» dos quais resultaram indemnizações entre os 150 e os 200 mil euros, quando a média, por operário, foi de 50 mil euros. Na Guarda, também no fim do ano, 315 trabalhadores da unidade da Delphi foram despedidos, informou Victor Tavares, dirigente do Sindicato do sector metalúrgico, STIMM/CGTP-IN. Com 635 operários, a empresa prevê eliminar mais 185 postos de trabalho, ainda neste trimestre.

<i>Portugália</i>
Uma greve na passagem de ano assinalou o protesto dos trabalhadores dos restaurantes Portugália e do Sindicato da Hotelaria do Sul, da CGTP-IN, contra a decisão da administração daquela cadeia, de abrir, a 31 de Dezembro e 1 de Janeiro, os estabelecimentos do Cais do Sodré e Belém, em Lisboa, do Oeiras Parque, do Cascais Shopping e do centro comercial Alegro (Alfragide). Em declarações à agência Lusa, durante uma concentração junto ao Espelho de Água (Belém), o presidente do sindicato acusou a empresa de não ter respeitado o compromisso de não criar problemas aos trabalhadores que optassem por não trabalhar naqueles dias e de, pelo contrário, ameaçar que as faltas seriam punidas com processos. Está em negociação um caderno reivindicativo, explicou ainda Rodolfo Caseiro, que contempla aumentos salariais, clarificação do trabalho em feriados, remuneração de trabalho extraordinário e pagamento de subsídios.
Acabou por ser desconvocada a greve marcada para 31 de Dezembro, nos restaurantes e bares da estação de Santa Apolónia, porque o sindicato chegou a acordo com a concessionária, ao fim da noite de dia 30, na revisão do Acordo de Empresa.

<i>Brasília</i>
Uma concentração de dezenas de trabalhadores do Bingo do shopping Brasília, no Porto, decorreu a 28 de Dezembro, junto ao Ministério da Economia, em Lisboa, enquanto uma delegação do Sindicato da Hotelaria do Norte, da CGTP-IN, reunia com o chefe de gabinete do secretário de Estado do Turismo. O presidente do sindicato revelou, no final da reunião, que o Governo disse estar em negociações com a empresa proprietária, para evitar o encerramento do estabelecimento a partir do primeiro dia de Janeiro. Caso a Sociedade Nortenha de Gestão de Bingos concretizasse o fecho, o sindicato avançaria com um processo-crime, afirmou Francisco Figueiredo, lembrando que nem aquela, nem o Casino da Póvoa, se assumem como patrões e não foi desencadeado qualquer despedimento colectivo.