JCP defende mais investimento na educação

No passado dia 16 de Janeiro, José Sócrates participou na inauguração da Escola Secundária António Sérgio, em Vila Nova de Gaia.
«Esta escola é uma das muitas que sofreu a intervenção da Empresa Parque Escolar (EPE), empresa pública, criada pelo anterior Governo do PS, com o objectivo de realizar obras em algumas escolas seleccionadas por fases», informa a JCP, explicando que «uma vez feitas as obras, esta empresa passa a poder gerir e controlar os respectivos espaços», assistindo-se, desta forma, um pouco por todo o País, «à privatização de bares, cantinas, papelarias e reprografias escolares», entre outros serviços. Por outro lado, denunciam os jovens comunistas, «os custos dos serviços» também «têm aumentado ao passo que a qualidade da prestação dos mesmos diminui».


Lutar pela abolição do PEC

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME) condenou, em nota à comunicação social, as palavras do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que frisou que a extinção do Pagamento Especial por Conta (PEC), aprovada em plenário da Assembleia da República, estará em causa, em virtude das negociações parlamentares acerca do teor do Orçamento do Estado para 2010.
«A CPPME "grita" para que o PEC e a sobrevivência de cerca de 97 por cento do tecido empresarial nacional, as micro e pequenas empresas, não sejam alvo de mais uma "negociata" que faça letra morta do que havia sido contemplado pelos mesmos deputados que votaram a extinção do PEC», acentua a confederação, frisando que tal seria «a total negação do Estado de direito democrático», assim como a «assunção clara por parte de todos quando fizeram a apologia desta situação, de que a esmagadora maioria do tecido empresarial nacional não conta em nada para os desenvolvimentos que pretendem dar a Portugal, independentemente de todas as promessas eleitorais».


Novo livro de Urbano Tavares Rodrigues

«Assim se Esvai a Vida», «O Cornetim Encarnado» e «Olhos do Demónio e Outros Contos», três livros num só, é o novo trabalho de Urbano Tavares Rodrigues, à venda desde o início de Janeiro. Editado pela D. Quixote, a primeira parte desta obra, uma «novela» como se lê na sinopse, é uma «sequência um tanto arbitrária de incidentes da resistência à ditadura salazarista em que personagens inventadas se mesclam com outras reais e onde as cenas eróticas, por vezes muito cruas, alternam com momentos poéticos, numa sarabanda original e inesperada».
Em «O Cornetim Encarnado» é leitor é brindado com «reflexões e poemas», «um estimulante trabalho de metaliteratura» em que o autor se expõe como nunca até hoje. «Os Olhos do Demónio e Outros Contos» são, por outro lado, «talvez os melhores» de Urbano Tavares Rodrigues, «pela beleza e arrojo da escrita, pelo insólito dos temas e até pelo aparecimento de micronarrativas, novas na sua obra».


«Chuva sobre o Rosto»

No dia em que Eugénio de Andrade completaria, se fosse vivo, 87 anos, foi apresentado, terça-feira, o livro «Chuva sobre o Rosto», obra que reúne 20 poemas do escritor - grande parte relacionados com a pessoa mais importante da sua vida e da sua poesia, a mãe - e 20 desenhos de Jorge Pinheiro.
Este trabalho, um dos mais belos livros deste novo ano de 2010, tem a chancela da Modo de Ler e da Afrontamento e conta com o prefácio de João Miguel Fernandes Jorge e um poema de Joaquim Manuel Magalhães.


«Impressionismo. Um novo Renascimento»

Está patente, até 22 Abril, na Sala Recoletos, em Madrid, a exposição «Impressionismo. Um novo Renascimento», uma mostra que percorre a história de um dos mais importantes movimentos artísticos franceses. «O tocador de pífaro» de Édouard Manet, «Regatas em Argenteuil» e «A estação de Saint-Lazare» de Claude Monet, «A aula de dança» de Edgar Degas, «Ponte de Nancy» e «Natureza morta com cesto» de Paul Cézanne e um retrato de Monet, de Pierre-Auguste Renoir, contam-se entre as obras que agora podem ser vistas em Madrid.
Frédéric Bazille, James Whistler, Gustave Caillebote, William Bourguereau, Alfred Sisley, Camille Pissarro e Alfred Stevens são outros dos pintores com obras expostas.
A mostra apresenta o Impressionismo como a grande eclosão da modernidade, mas ultrapassando a visão tradicional deste movimento como uma ruptura radical com a arte tradicional.


Último filme de Manoel de Oliveira

O realizador Manoel de Oliveira apresentou, sexta-feira, em Bruxelas, no âmbito de uma homenagem da Cinemateca belga e do bairro Flagey, o seu último filme, intitulado «Singularidades de uma rapariga loura», uma adaptação de conto homónimo de Eça de Queirós, publicado no início do século XX.
«Singularidades de uma rapariga loura» é uma co-produção de Portugal, Espanha e França cuja história se centra em Macário, um jovem contabilista que se perde de amores por Luísa Vilaça, uma rapariga loira por quem fez juras de amor e casamento até que descobre uma singularidade da virtuosa noiva.


«Silêncios» em Lisboa

Uma selecção de trinta fotografias captadas por Eduardo Gageiro nos últimos cinquenta anos foi reunida na exposição «Silêncios», inaugurada segunda-feira na livraria Círculo das Letras, em Lisboa.
As imagens, que podem ser vistas até ao dia 6 de Fevereiro, são retiradas do livro «Silêncios», com duas centenas de fotografias, acompanhadas por textos da escritora Lídia Jorge, lançado em 2008 na Mãe d'Água, em Lisboa.


Resumo da Semana