Faleceu Luís de Sousa Rebelo

O PCP manifestou o seu profundo pesar pelo falecimento de Luís de Sousa Rebelo, através de uma nota de imprensa emitida no dia 22. «Professor Jubilado do King's College, em Londres, onde exerceu durante 36 anos, Doutor Honoris Causa pela Universidade de Lisboa, filólogo, linguista, ensaísta, tradutor e crítico literário com vasta obra publicada, Luís de Sousa Rebelo foi uma grande figura da cultura portuguesa e um destacado intelectual e militante comunista», destaca-se na nota.
O PCP lembra que a sua adesão ao Partido data de 1948, e que desde então desempenhou «diferentes tarefas e responsabilidades em mais de meio século de militância comunista», entre elas a de responsável pelo organismo do PCP em Inglaterra. Até ao fim, manteve uma «inabalável confiança nos ideais de liberdade e de democracia, nas causas do socialismo e do comunismo».
O Secretariado do Comité Central enviou uma missiva à família onde expressava as suas «sentidas condolências» pelo falecimento deste destacado intelectual e militante comunista.
No funeral, realizado na sexta-feira no cemitério do Alto de São João, em Lisboa, o PCP fez-se representar por José Casanova, do Comité Central.


Especulação imobiliária em Lisboa

Os eleitos da CDU na Câmara de Lisboa manifestaram-se, uma vez mais, contra o encerramento, anunciado pelo Governo, dos hospitais de São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz.
Num comunicado intitulado «especulação imobiliária anuncia-se com antecedência», os comunistas, que antes defendem o reforço dos hospitais e da sua capacidade, recordam que «os lóbis da construção civil, da especulação imobiliária e da gestão privada dos serviços de saúde em Portugal têm muita força» e que «as zonas de implantação de unidades hospitalares constituem apetecíveis oportunidades de especulação imobiliária» (seja pela dimensão, seja pela localização).
«A confusão entre os dois campos, o público e o privado, e a subversão dos seus papeis com a concordância do Governo servem os interesses do grande capital, não os dos utentes e do povo português», acrescentam os eleitos do PCP, apelando à população que «se mobilize em defesa dos seus direitos».


Porto sem soluções sociais

Numa altura em que, aliada à degradação das condições sociais que se vivem no Porto, as sucessivas intempéries dos últimos tempos têm vinda a degradar ainda mais as condições de habitação de milhares de portuenses, o Conselho de Administração da empresa municipal Domus Social decidiu suspender a aceitação de pedidos de atribuição de habitações municipais por um período de seis meses.
Com esta decisão, acusa a CDU, a coligação PSD/CDS-PP causa «inúmeros transtornos às famílias carenciadas, que ficam sem saber que os seus pedidos deixaram de ser considerados e sendo, muitas vezes, ultrapassadas por outras famílias que reagem mais rapidamente a esta mudança de critérios».
Face a esta situação, os eleitos do PCP desafiam Rui Rio, presidente da autarquia, como as restantes forças políticas, a promover um debate sobre a política de habitação municipal, «de forma a se adoptarem medidas que, efectivamente, contribuam para a resolução deste flagelo que afecta o povo do Porto».


Defender a Linha de Sintra

A Comissão de Utentes da Linha de Sintra (CULS) comemora, este ano, duas décadas de existência, em defesa de um serviço com «qualidade» e a «preços compatíveis com o orçamento familiar dos seus utentes».
Esta comissão surgiu em 1990, na sequência de uma acção de protesto levada a cabo na Estação de Queluz, onde dezenas de utentes se mostraram profundamente descontentes pelos atrasos diários verificados naquela linha.
Desde aí, a CULS tem vindo a reivindicar a concretização da modernização da Linha de Sintra. «Obras que, de acordo com o plano de obras do extinto Gabinete do Nó Ferroviário de Lisboa, deveriam terminar em 1999 e que, segundo as previsões da REFER, só terminarão em 2012», acusa, em nota de imprensa, a comissão de utentes.
«Se a modernização da Linha de Sintra tivesse sido concretizada na altura certa, muito provavelmente o trânsito rodoviário no IC19 seria muito menor, com ganhos significativos em termos ambientais e económicos para o País», adverte a comissão, que continua a exigir uma melhor «organização dos horários dos comboios», a «disponibilização gratuita dos parques de estacionamento existentes nas estações da CP» e a «necessidade da construção de uma nova estação em Algueirão-Mem Martins».


Novo livro de Arnaldo Mesquita

«Nascido no Monte» é o novo livro de poemas de Arnaldo Mesquita, conhecido resistente antifascista e militante do PCP desde 1949. «Lutar pelo pão!», «Companheira», «imortalidade!» e «Honrar os mortos» são alguns dos muitos poemas que o leitor aqui poderá encontrar.
Editado pela Câmara Municipal de Lousada, esta obra é «um testemunho lúcido de vida e de coragem» de um homem que antes do 25 de Abril «empenhou-se na luta pela liberdade e na defesa dos presos e perseguidos políticos, dendo por isso sido perseguido e preso por três vezes pela PIDE (e por esta torturado), vindo a ser julgado, após prolongada detenção, no Tribunal Plenário do Porto, que o absolveu». Depois do 25 de Abril, Arnaldo Mesquita prosseguiu na «luta pela consolidação das liberdades então conquistadas».


Resumo da Semana