Fim dos ataques às liberdades dos estudantes
Estudantes manifestam-se em todo o País
A luta está a crescer!
Hoje é dia de luta no ensino secundário e básico. Um pouco por todo o País, ilhas incluído, milhares de estudantes vão protestar contra os exames nacionais e a privatização do ensino.
Esta acção, anunciada após uma reunião com membros do Ministério da Educação e promovida pela Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário e Básico (DNAEESB), pretende ainda reivindicar a «revogação do actual Regime de Autonomia e Gestão», a «imediata aplicação da Educação Sexual nas Escolas», o «fim das aulas de substituição», «mais e melhores condições materiais e humanas», a «revogação do actual Estatuto do Aluno» e o «fim dos ataques às liberdades dos estudantes e das associações de estudantes».
No Porto, onde se espera uma grande afluência de alunos, a concentração terá lugar, às 9.30 horas, na Avenida dos Aliados. Nos Açores, mais propriamente em São Miguel, os alunos das escolas Domingos Rebelo, Laranjeiras e Antero de Quental vão também exigir um Estatuto do Aluno «igual ao do continente». «No arquipélago, se um aluno perder (o ano) por faltas, não tem o direito de fazer um exame das disciplinas em que perdeu, mas, no continente, isso é possível. Não temos qualquer margem de manobra, porque o estatuto do aluno é diferente nos Açores», afirmou, à Lusa, André Pereira. A concentração está marcada para as 9.30 horas junto ao Palácio de Santana, sede do Governo Regional dos Açores, seguindo depois para o centro da cidade de Ponta Delgada.
No distrito de Coimbra são esperados protestos, entre outras, nas escolas secundárias Fernando Namora, Vila Nova de Poiares, Tábua, Arganil, Penacova, Montemor-o-Novo, Mira, José Falcão, Avelar Brotero e Quinta das Flores.
A JCP manifestou, entretanto, o seu apoio e solidariedade com a luta dos estudantes em defesa dos seus direitos. «Só a luta é o caminho pela resolução dos problemas dos estudantes e pela alteração das políticas educativas dos sucessivos governos», salientam os jovens comunistas.

PCP propõe o fim das propinas!

O PCP apresentou, no dia 28 de Janeiro, na Assembleia da República um projecto de lei, chumbado pelo PS, PSD e CDS-PP, que propunha uma nova política para o ensino superior.
Nesse mesmo dia, a JCP saiu para rua, foi ter com os estudantes e explicou-lhes o conteúdo da proposta dos comunistas, que aliava a «qualidade do ensino à efectiva igualdade de oportunidades de acesso, frequência e sucesso escolar, nomeadamente através da gratuitidade do ensino». Lisboa, Porto, Almada, Viseu, Braga, Évora, Caldas da Rainha e Coimbra, foram alguns dos locais escolhidos pelos jovens comunistas.
«O que os sucessivos governos do PS, do PSD, com ou sem o CDS-PP, têm dito sobre a falta de orçamento é desligado da realidade, tratando-se de uma opção política o desinvestimento no ensino superior e a manutenção das propinas», acusa, em nota de imprensa, a JCP, sublinhando que «é possível manter a gratuitidade do ensino e garantir às instituições o apoio que precisam, tanto para o seu funcionamento, como para os seus projectos orientados para a melhoria da qualidade de ensino e da investigação». No documento, defende ainda que o investimento no ensino superior deve ser um investimento nacional e colectivo e não apenas um investimento individual do estudante que o frequenta.

Cruz de Pau exige construção de gimnodesportivo

Uma delegação da Direcção da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica 2 e 3 da Cruz de Pau entregou, na passada semana, no Gabinete da Ministra da Educação, uma petição, com cerca de mil assinaturas, onde se reclama a construção, naquela escola do concelho do Seixal, de um pavilhão gimnodesportivo onde possam ser ministradas as aulas de Educação Física, bem como diversas práticas desportivas a todos os 1500 alunos do Agrupamento de Escolas Terras de Larus.
Esta infraestrutura, prometida e anunciada publicamente várias vezes nos últimos anos, tem sido inviabilizada pelos sucessivos governos.


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