<i>Leya</i> guilhotina milhares de livros

Dezenas de milhares de volumes da autoria de Eugénio de Andrade, Jorge de Sena Eduardo Lourenço e Vasco Graça Moura, publicados com a chancela da ASA, foram destruídas pelo grupo editorial Leya. A denúncia foi feita pelo ex-colaborador da ASA, José da Cruz Santos.
Segundo o editor, cerca de 90 por cento dos títulos disponíveis terão sido guilhotinados sem sequer terem sido consultados os autores. Entre as obras, encontram-se duas sobre as quais Cruz Santos reclama direitos.
Mais grave, explicou Cruz Santos em declarações publicadas pelo Jornal de Notícias, é, no entanto, a destruição de livros, «um acto anticultural gravíssimo», considera. «A Leya poderia ter seguido a minha sugestão de oferecer os livros a escolas, bibliotecas, hospitais ou prisões», acrescenta.


Desenvolvimento sustentado em Mora

Em 2009, a Câmara de Mora atribuiu 20 500 euros em subsídios à natalidade, correspondentes a 25 novos bebés no concelho, o que representa um aumento de quase 40 por cento dos apoios, em comparação com 2008.
Segundo informou o município alentejano, o montante investido em 2009, ano com o número «recorde» de nascimentos desde 2004, quando a medida foi implementada no concelho, implicou «um aumento de 38,8 por cento, face a 2008», quando foram atribuídos 14 500 euros (para 18 bebés).
Desde a adopção dos subsídios à natalidade, nasceram 104 bebés naquele concelho do distrito de Évora, com a verba disponibilizada às famílias pela autarquia a totalizar já os 74 mil euros.
Dos 104 novos bebés, 69 foram primeiros filhos, 26 segundos filhos, oito terceiros filhos e, pela primeira vez, um quarto filho, nascido no ano passado.
A Câmara de Mora atribui 500 euros para o primeiro filho, mil euros para o segundo e 1500 euros a partir do terceiro.


Cuba bate recorde da solidariedade

Leonor, uma boneca de chiffon preto, com 18 metros de altura, foi instalada, na passada semana, numa praça de Camaguey, centro de Cuba, por um grupo de artesãos, que garantem ter batido o recorde Guinness.
A boneca gigante foi, entretanto, dedicada às crianças haitianas que perderam tudo no sismo de 12 de Janeiro. «Leonor é dedicada a todas as pessoas do mundo, às crianças da rua, àquelas a quem a infância foi roubada e, mais especialmente, às crianças haitianas que tudo perderam no recente sismo», disse Cármen Soto, uma dos promotores da iniciativa.
Vestida com o traje tradicional cubano, com as cores da bandeira - azul, vermelho e branco -, Leonor foi confeccionada durante nove meses com pedaços de tecido colocados à volta de uma estrutura metálica.


Afeganistão lidera ópio

Cerca de 80 por cento dos estupefacientes derivados do ópio provêem do Afeganistão, informou o responsável da Agência de Controlo de Drogas do vizinho Tadjiquistão. Segundo Rustam Nazarov, a produção conhecida em 2009 foi de quase 7 mil toneladas, rendendo aos barões da droga do território cerca de 2,8 milhões de dólares.
Os números das Nações Unidas são, no entanto, ainda mais contundentes. Admitindo que desde a invasão e ocupação do país a produção de ópio não só não decresceu como, ainda, aumentou, a ONU estima em 92 por cento o total de ópio produzido no Afeganistão.
No total, diz a organização, o negócio movimenta mais de 65 milhões de dólares.


«Imagens de um percurso»

A Casa do Alentejo, em Lisboa, acolheu, quinta-feira, a apresentação do livro «Tchiweka 80 anos - Imagens de um percurso», que retrata o itinerário político de Lúcio Lara, combatente cuja a vida está intimamente ligada à história da independência de Angola.
Este trabalho, editado pela Associação Tchiweka e pela Caminho, contém 209 páginas e é acompanhada por um CD que reproduz a integralidade do livro e oferece fotografias e documentos suplementares, tais como panfletos coloniais e do MPLA, recortes de imprensa históricos, incluindo algumas gravações com a voz de Lúcio Lara. Contém ainda extractos de depoimentos de 21 companheiros e amigos de Lúcio Lara.


Cultura para todos em Almada

Está a decorrer, até 27 de Fevereiro, a 14.ª edição da Mostra de Teatro de Almada (MTA), iniciativa cultural que vai levar à cena o trabalho que grupos amadores e profissionais realizam nos vários palcos da cidade de Almada.
«A MTA é uma montra de todo o teatro que se faz na cidade: quer o teatro feito pelas companhias profissionais (teatro Extremo e Companhia de Teatro de Almada), quer o teatro feito pelos grupos amadores», afirmou, em declarações à Lusa, António Matos, vereador na autarquia, acrescentando: «É a expressão da vitalidade criativa de todos os grupos que existem em Almada e é de todos, de todas as idades. É um emblema da cidade cultural que somos.»


Resumo da Semana