Breves
Linhas de alta tensão
O Movimento Nacional contra a Alta Tensão em Zonas Habitadas (MNCATZH) tem sérias reservas de que os limites electromagnéticos a definir em lei para a instalação destas linhas eléctricas dependam de decisão do Governo.
Esta posição foi assumida na passada semana perante os deputados da comissão parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local por um dos membros daquele movimento, que considerou existirem «contra- sensos» no texto legislativo actualmente em debate com vista a condicionar a instalação daquelas infra-estruturas que têm sido alvo de contestação por parte das populações em vários pontos do País.
Na ocasião, o deputado socialista Marcos Sá sustentou que a passagem das linhas de alta tensão perto das casas resulta em muitos casos «não por desrespeito da REN, mas por falta de respeito das autarquias, que aprovam habitações dentro do corredor de segurança já aprovado no plano da REN, devidamente discutido publicamente».
Leitura que a deputada comunista Paula Santos contestou lembrando que as autarquias «fazem o seu próprio planeamento».

Controlo dos <i>media</i>
Reagindo à renúncia de administrador da Portugal Telecom de Rui Pedro Soares, anunciada no dia 17 pela empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Imobiliário, o deputado comunista João Oliveira considerou que este desenvolvimento «levanta mais dúvidas» sobre o caso da tentativa de controlo da comunicação social, exigindo por isso esclarecimentos do primeiro-ministro.
Em declarações à Lusa, o parlamentar do PCP considerou não ser «aceitável» que o primeiro-ministro se «mantivesse em silêncio» durante tanto tempo, «procurando alhear-se de notícias preocupantes que têm de ter um esclarecimento político».
E por isso, frisou, importa «perceber quais são as responsabilidades do Governo, se há ou não responsabilidades do Governo, se houve ou não responsabilidade do primeiro-ministro em todo este processo».