Breves
Protestos param a Grécia
A Grécia paralisou ontem, quarta-feira, na sequência da segunda greve geral convocada no espaço de duas semanas. Desta vez aderiram ao protesto todas as centrais sindicais, incluindo a confederação geral dos trabalhadores gregos (GSEE) que se absteve de participar na jornada de dia 10, convocada pelo Frente Militante de Trabalhadores (PAME)
Na véspera da greve, a GSEE, principal promotor do protesto que conta com cerca de um milhão de filiados, esperava uma forte adesão em todos os sectores. As grandes federações e influentes sindicatos como o dos marinheiros (PNO), dos bancários (OTOE) e dos jornalistas (POESY) integraram o movimento.
Previa-se a paragem total do tráfego marítimo, dos aeroportos e companhias de aviação e caminhos-de-ferro. Em Atenas, os trabalhadores dos transportes públicos decidiram assegurar o funcionamento durante seis horas para transportar os grevistas para as manifestações contra a política de congelamento de salários e redução de direitos sociais, designadamente o aumento da idade de reforma.

Luta na <i>British Airways</i>
O pessoal de bordo da companhia aérea britânica British Airways votou maciçamente, na segunda-feira, 22, a favor da convocação de uma greve contra a extinção de postos de trabalho e outras medidas de austeridade que afectam os interesses dos trabalhadores.
Já em Dezembro os sindicatos tinham promovido uma votação sobre o assunto, mas o escrutínio foi invalidado pela justiça britânica que descobriu «irregularidades» no processo», o que obrigou o sindicato Unite a suspender uma greve de 12 dias em vésperas de Natal e ano novo.
A repetição da consulta não deixou no entanto margem para dúvidas sobre a disposição de luta: 80,7 por cento dos trabalhadores pronunciaram-se a favor da greve. A sua data deverá ser anunciada hoje, quinta-feira.