Breves
EUA
Desde 1948 que o desemprego de longa duração não atingia uma cifra tão elevada no país. De acordo com dados publicados pelo The New York Times, o total de trabalhadores inscritos nas estatísticas oficiais há seis meses ou mais supera qualquer recorde, atingindo os 6,3 milhões.
Ainda de acordo com o diário, até Abril, outros 2,7 milhões de postos de trabalho podem vir a ser destruídos, situação que avolumará o número de pobres e indigentes no país.
Se forem considerados todos os desempregados e não apenas os contabilizados pelo Departamento do Trabalho, os EUA registam um valor de cerca de 15 milhões de desempregados.

Obama
Cerca de 85 por cento dos norte-americanos não acredita no governo e na maneira como este está a funcionar. Segundo os dados de um estudo de opinião divulgado pela CNN, apenas 14 por cento dos inquiridos diz que a administração liderada por Barack Obama é capaz de superar a actual situação e mantém a crença no regime instituído.

Níger
Os EUA justificaram o golpe militar que depôs o presidente do país com um alegado plano de Mamadou Tandja para permanecer no poder. Reagindo à intentona, o porta-voz do Departamento de Estado, P. J. Crowley, aludiu à suposta «intenção de Tandja em estender o seu mandato», o que, lembrou, levou os EUA e a UE a imporem sanções ao território.
Em contraste com as declarações de Washington, a maioria dos países que se pronunciaram sobre o assunto manifestaram o seu repúdio ao golpe militar.

Haiti
A FAO alerta para a crise alimentar no país, particularmente forte nas zonas rurais do país, mas também nas grandes cidades, onde o preço dos alimentos subiu, em média, 10 por cento.
As famílias que acolhem os desalojados do terremoto estão a gastar todas as reservas, incluindo as que serviriam para preparar a próxima safra agrícola, diz a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação.
Acresce que os pequenos agricultores carecem de dinheiro para adquirir sementes ou contratar trabalhadores para a próxima colheita, por isso, diz a FAO, «o pior está para vir».

Abdulkhakim Izamílov
Morreu aos 93 anos, o último dos três soldados que a 1 de Maio de 1945 içaram a bandeira soviética no Reichtag, em Berlim. A imagem, símbolo do triunfo da URSS sobre o nazi-fascismo, foi captada por Evguéni khaldei, judeu natural de Donetsk.
Izmaílov, nascido no Daguestão, é o soldado que segura Aleksei Kovoliov, o portador da bandeira. Militar durante todo o período de agressão ao primeiro Estado proletário do mundo, entre 1941 e 1945, Ismaílov foi ferido três vezes, regressando sempre ao seu posto de combate. Foi condecorado com as ordens da «Grande Guerra Pátria», da «Glória» e da «Bandeira Vermelha», e com as medalhas de «Valor»,«Libertação de Varsóvia» e «Conquista de Berlim». Em 1996 foi considerado «Herói da Rússia».

Grécia
Centenas de militantes do Partido Comunista da Grécia interromperam, sexta-feira, dia 19, uma conferência da NATO, realizada em Salónica, para discutir o Novo Conceito Estratégico da Aliança Atlântica. Numa acção pacífica, os manifestantes exigiram a dissolução do bloco político-militar e acusaram a NATO de cometer crimes de guerra.