Breves
<i>Limpersado</i>
Uma greve, nos dias 22 e 23, foi cumprida pelos trabalhadores transferidos da ISS para a Limpersado, a exercerem funções na Portucel, em Setúbal, para reivindicar o pagamento dos subsídios de férias e de Natal do ano passado. Os mesmos trabalhadores já tinham cumprido, a cem por cento, dois outros períodos de greve, pelo mesmo motivo, nos dias 23 e 24 de Dezembro de 2009, e de 25 a 29 de Janeiro deste ano.

<i>Visteon</i>
Em Palmela, os trabalhadores da Visteon tinham ontem plenário marcado para decidirem uma greve parcial de dois dias, por ainda não terem obtido resposta da administração quanto às actualizações salariais para este ano, e para exigirem o fim da «instabilidade que vive a empresa». Na segunda-feira, Paulo Ribeiro, dirigente do Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, tinha revelado à Lusa a existência de um clima de instabilidade, provocado pela rescisão «amigável» de contratos de 25 trabalhadores, no dia 29 de de Janeiro, pela ameaça de vir a ocorrer, brevemente, um despedimento colectivo.

Casino
Protestar contra o despedimento colectivo de 113 trabalhadores do Casino Estoril foi o motivo da concentração, dia 23, de funcionários do Grupo Estoril-Sol. Junto às instalações, distribuíram um comunicado de esclarecimento aos clientes e aos participantes num congresso empresarial e garantiram que continuarão a desenvolver acções de protesto por considerarem que aquele despedimento é «um atentado e uma imoralidade», afirmou o membro da Comissão de Trabalhadores, Clemente Alves, citado pela Lusa.

Motoristas
Para rejeitar a obrigatoriedade de terem um certificado de aptidão profissional para exercerem a profissão, os motoristas de veículos pesados estão a ponderar tomar «medidas de força», avisou, dia 19, o dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, Vítor Pereira. O dirigente da Fectrans/CGTP-IN anunciou a recolha de mais de seis mil assinaturas, num abaixo-assinado de motoristas contra aquela medida, salientando que a formação é feita em horário pós-laboral e paga pelos próprios trabalhadores. A federação alertou os grupos parlamentares para esta situação, e tem para hoje agendada uma audição na Comissão Parlamentar do Trabalho.

Lajes
A não aplicação do «inquérito salarial», desde 1999, através do qual são apurados os aumentos salariais para os trabalhadores portugueses na Base das Lajes, fez o Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Comércio, Escritórios e Serviços dos Açores, recordar, dia 22, que por esse motivo, os trabalhadores já tiveram perdas salariais na ordem dos 13,5 por cento e dos 15 milhões de euros. Também criticou o acordo assinado entre Portugal e os EUA, em Julho, por conter uma nova fórmula de cálculo que resulta em actualizações salariais mais baixas.

<i>CPB</i>
Inactiva desde Agosto de 2009, a Companhia Petroquímica do Barreiro (CPB) tem um processo de insolvência no Tribunal do Comércio de Lisboa que poderá levar ao seu encerramento definitivo, alertou, dia 10, o Sinquifa/CGTP-IN, através de um comunicado. Propriedade do Grupo Hofin, a empresa tem dívidas de 4 milhões de euros e são reclamados 2,37 milhões pelos credores. O sindicato pretende saber por que não foi cumprido um plano que tinha sido apresentado pela empresa em Outubro, e que previa a aplicação de 750 mil euros que estariam à disposição da empresa para pagar as dívidas aos aos trabalhadores, a matéria-prima e estabelecer acordo com alguns credores. A CPB é a única empresa, em Portugal, que produz resinas de poliester insaturadas, motivo que faz o sindicato reivindicar a manutenção da produção e dos 33 postos de trabalho.

<i>Ferro</i>
A deslocalização para Almazona, Espanha, da produção de vidrados da FerroIndústrias Químicas de Portugal, em Castanheira do Ribatejo, vai provocar o despedimento de 125, num total de 189 trabalhadores, revelou a agência Lusa. Os trabalhadores despedido obterão indemnizações correspondentes ao valor do vencimento-base acrescido do subsídio de turno e da isenção de horário, multiplicado por 1,35 vezes os anos de antiguidade. Desta forma, em Castanheira apenas ficarão 42 trabalhadores na produção de óxido de zinco.

<i>Regency</i>
Uma assembleia de credores para se decidir o futuro da Regency Têxteis Portuguesa, estava marcada pelo Tribunal Judicial de Caminha para as 14 horas de anteontem, anunciou, num comunicado, o Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes. Após ter declarado insolvência a 4 de Dezembro de 2009 e parado a laboração no último dia daquele ano, a empresa, propriedade de uma multinacional indiana de confecções, despediu quase todos os 172 trabalhadores.

<i>Investvar</i>
Metade dos postos de trabalho na Investvar, de um total de 650, serão salvaguardados através de um plano de viabilização para aquele grupo produtor de calçado, revelou o Sindicato do Calçado de Aveiro que, dia 22, anunciou à Lusa ter obtido aquela garantia da administração. Na próxima segunda-feira está previsto concluir-se um processo de viabilização da DCB e da InvestvarIndustrial , prevendo-se que o da Aeroshoes se conclua dois dias depois. As três empresas do grupo de calçado de Esmoriz apresentaram pedidos de declaração da insolvência no Tribunal da Comarca do Baixo Vouga. Os pedidos foram feitos um mês depois de o grupo norte-americano Aerogroup ter solicitado a insolvência da fábrica portuguesa.
Amanhã, termina o contrato da Investvar com a Aerogroup, para produção e comercialização da marca americana Aerosoles na Europa, no Médio Oriente e em África.

Recuo
A Macvila, uma das empresas saídas da ex-Maconde, anunciou o despedimento, dia 19, de 105 dos 221trabalhadores, mas a administração recuou, três dias depois, embora declarando não ter dinheiro para pagar os salários a todos os funcionários, revelou à Lusa uma representante da Comissão de Trabalhadores. Para o plenário, no dia 22, estava previsto a administração entregar uma carta para os trabalhadores optarem por ficar ou rescindir os contratos. O pedido de insolvência da Macvila entrou no Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, a 8 de Janeiro, por uma dívida de apenas 21 mil euros.

Pousadas
Greves na época de Páscoa dos trabalhadores das Pousadas de Portugal, propriedade do Grupo Pestana, contra a imposição de transferências de local de trabalho e por aumentos salariais dignos para todos, foram admitidas, dia 23, como uma forte possibilidade, pelo Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte. O sindicato da CGTP-IN agendou plenários com os 200 trabalhadores de dez daquelas pousadas, para que decidam o que fazer. Muitos deles, por culpa da transferência, estão a viver graves consequências sociais, forçados a deslocações diárias de quase 300 quilómetros para chegarem aos novos locais de trabalho determinados pela administração. Esta também pretende apenas actualizar os salários inferiores a 500 euros.

<i>Delphi</i>
O despedimento de mais 286 trabalhadores da Delphi, até Maio, anunciado pela administração no dia 19, na Guarda, «apanhou de surpresa» o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas, que só foi notificado daquela intenção na véspera, revelou à Lusa, o dirigente do sindicato da CGTP-IN, Adelino Nunes. Em Dezembro, a Delphi já tinha eliminado 315 postos de trabalho. Para 4 de Março está marcada uma reunião com a administração, onde serão negociadas as condições do despedimento colectivo, que ocorrerá em duas fases, uma em Abril e outra em Maio.