Breves
Portuários param<br>na Finlândia
Todos os portos comerciais da Finlândia estiveram paralisados, dia 4, na sequência de uma greve que abrangeu mais de 3500 trabalhadores portuários e afectou gravemente a economia deste país, onde as exportações representam 40 por cento do PIB.
O encerramento dos portos obrigou algumas fábricas a suspender a laboração por impossibilidade de armazenamento da produção. A Finlândia, que atravessa a pior recessão desde 1918, efectua 80 por cento do seu comércio externo por via marítima, passando diariamente pelos portos mercadorias no valor de 280 milhões de euros.
O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (AKT) que se bate pela revisão convénio colectivo para o sector, designadamente por aumentos salariais e segurança de emprego.
Na véspera, uma greve dos transportes rodoviários de mercadorias, que afectou o abastecimento de matérias-primas à poderosa indústria de papel finlandesa, terminou com um acordo.

Salários baixam <br>na Alemanha
O salário médio bruto na Alemanha desceu 0,4 por cento, em 2009, representando 27 648 euros anuais. Trata-se da primeira descida nominal desde a fundação da República Federal da Alemanha em 1949, segundo revelou, dia 3, o Instituto Federal de Estatística (estatis).
O Instituto aponta como causas o desemprego parcial, que abrangeu no ano passado mais de um milhão de pessoas. A descida mais acentuada registou-se na indústria (-3.1%), enquanto se verificou uma estagnação no comércio.
Em 2007, o salário médio bruto na Alemanha tinha aumentado 2,3 por cento, para 27 751 euros anuais.
Os cálculos para obter o salário médio bruto incluem todas as prestações pecuniárias (salários, subsídios e prémios) auferidas, incluindo as remunerações dos gestores, trabalhadores em regime precário e funcionários públicos.