Portugal destaca-se pelos piores motivos
CGTP-IN exige acção urgente
No topo do desemprego
Passar da constatação à acção e garantir protecção social para todos os desempregados foi a resposta pronta que a CGTP-IN reclamou do Governo, comentando os dados do Eurostat.
Primeiro que tudo, a central observou que os números divulgados pelo gabinete de estatísticas da Comissão Europeia, no dia 1 de Março, relativos a Janeiro, confirmam que o desemprego continua a aumentar em Portugal. E, refere-se numa nota difundida pela Intersindical Nacional, aqueles dados «mostram que a taxa de desemprego se situa já em 10,5 por cento, tendo subido mais de dois pontos percentuais» relativamente a Janeiro de 2009.
Agora, «Portugal ocupa o quarto lugar da Zona Euro, apenas atrás da Espanha, Irlanda e Eslováquia», e fica «acima, quer da média da União Europeia (9,5 por cento), quer da Zona Euro (9,9 por cento)». Tanto em relação ao mês homólogo, como em relação ao mês anterior, agravou-se também a taxa de desemprego dos jovens (21,7 por cento), das mulheres (11,2 por cento) e dos homens.
«Depois das desigualdades na distribuição do rendimento, da precariedade, da baixa efectivação dos direitos do trabalho, junta-se agora o desemprego, para colocar Portugal, mais uma vez, acima da média europeia pelos piores motivos», comenta a CGTP-IN. A confederação sublinha que «é preciso que o Governo passe da constatação à acção, assegurando que todos os desempregados tenham acesso à protecção social, para que não caiam na pobreza e exclusão social».
«Os grandes responsáveis» pelo aumento do desemprego são «a matriz de crescimento, assente no trabalho precário, desqualificado e mal remunerado», e o «definhamento do sector produtivo». Reclamando uma ruptura, a Inter rejeita, por contrariarem o desenvolvimento do País, «posturas retrógradas do patronato e do Governo, consubstanciadas nas teses do congelamento/moderação dos salários, na generalização da precariedade e na desregulamentação das relações laborais».
Para um verdadeiro desenvolvimento económico e social, a central defende «a criação de mais emprego, com direitos, e o aumento real dos salários, no sector privado e na Administração Pública, como factor indispensável para a reanimação da economia».

Coimbra

Com mais de 20 mil desempregados registados em Janeiro, Coimbra bateu um recorde «histórico», comentou a estrutura distrital da CGTP-IN, no dia 5, exigindo medidas urgentes de combate ao desemprego. «Se compararmos os dados de Dezembro de 2009 e Janeiro de 2010, o número de desempregados, em apenas um mês, sobe sete por cento, de 18 913 para 20 232», afirma a União dos Sindicatos de Coimbra, num comunicado citado pela agência Lusa.
A USC lembra «os vários encerramentos de empresas ocorridos no distrito, com maior incidência no que resta do sector produtivo», sem que tenha havido «medidas concretas» de defesa do emprego.
O aumento do desemprego ocorreu em todos os 17 concelhos, sendo Coimbra o que tem maior número de desempregados (6 826), seguindo-se a Figueira da Foz (3 637) e Cantanhede (1 518).


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