Dualidade de critérios no PE
A propósito de uma resolução apresentada no Parlamento Europeu (PE) contra Cuba, Ilda Figueiredo lamentou o «aproveitamento político» sobre a morte de Zapata Tamayo, após uma greve de fome numa prisão cubana.
«O capitalismo não é o futuro para a humanidade. Cuba continua a ser um exemplo de que é possível construir uma sociedade sem exploradores nem explorados, a sociedade socialista. Os representantes do capitalismo no PE não o aceitam, tentando impedir um diálogo abrangente com o governo cubano na base dos mesmos critérios que a UE aplica a todos os países com os quais mantém relações. Não condenam o embargo dos EUA a Cuba, cujo levantamento imediato foi solicitado em 18 ocasiões pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. Nada dizem sobre a situação dos cinco cubanos que estão presos nos EUA desde 1998, sem um julgamento justo, e ignorando que os EUA continuam a dar guarida a um cubano que foi instigador do atentado bombista contra um avião civil em que morreram 76 pessoas», disse a deputada do PCP, que antes da votação criticou todos aqueles que não quiseram «tomar uma posição de condenação do golpe de estado militar nas Honduras, ignorando que ele implicou a prisão e a morte de inúmeras pessoas».
Também a Comissão Regional do Porto contra o Bloqueio e de Solidariedade com o Povo de Cuba lamentou o voto de pesar apresentado pelo CDS-PP na Assembleia da República a propósito da morte de Zapata Tamayo. «Este homem não era um preso de consciência, nem político. Era um delinquente que há longos anos cumpria pena por delitos comuns e que foi nessa sua qualidade que acabou por ser recrutado em 2001 para actividades contra-revolucionárias», descreveu a comissão, que lançou um apelo a «todos os que se possam ter deixado influenciar, voluntariamente ou não, por uma suposta neutralidade e um falso humanismo, para que procurem informações e reflictam sobre a realidade».


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