Detenção arbitrária

Os militares dos EUA podem deter civis afegãos para interrogatório durante duas semanas sem formularem qualquer acusação. Passado esse período, os norte-americanos podem libertar ou entregar os presos à autoridades locais.
Segundo admitiu o chefe do comando central dos EUA no Afeganistão, general David Petraus, em declarações divulgadas pela CNN, o prolongamento do período de detenção é feito sempre que o Pentágono considere «pertinente» para obter informações válidas.


MDM debateu cultura no feminino

Mais de uma centena de pessoas participou, quarta-feira, 17, no debate promovido pelo Núcleo de Viseu do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), subordinado ao tema «Cultura no Feminino: da produção à fruição».
A iniciativa, realizada no Auditório da FNAC – Palácio do Gelo, em Viseu, inseriu-se no âmbito da preparação do VIII Congresso do MDM, que ocorre nos dias 15 e 16 de Maio deste ano, em Lisboa, e a propósito do centenário da proclamação do Dia Internacional da Mulher.
No debate, vivo e amplamente participado, intervieram a Dr.ª Dalila Rodrigues, Historiadora de Arte. Na mesa estiveram ainda, em representação do MDM, Filomena Pires e Helena Sarabando Neves.


Evocação de Eugénio de Andrade

A Cooperativa Árvore, o escultor José Rodrigues e o editor José da Cruz Santos promoveram, no passado dia 20, nas instalações daquela associação, uma evocação do poeta Eugénio de Andrade.
Na sessão, José Viale Moutinho falou dos poemas do autor «Elegia das Águas Negras para Che Guevara» e «Outros Epitáfios», os quais foram lidos na iniciativa pelo actor Júlio Cardoso.
Na sede da Cooperativa Árvore, estiveram ainda expostas as edições de «Chuva Sobre o Rosto», poemas de Eugénio de Andrade à mãe, com vinte desenhos de Jorge Pinheiro.


Morreu Jorge Fatia

Centenas de populares e inúmeras entidades – misericórdias e União das Misericórdias, colectividades, autarquias, forças da segurança, Igreja católica, comunicação social – compareceram, na quinta-feira passada, no cemitério do Pinhal do Forno para prestarem a última homenagem ao Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, Frederico Jorge Bajanca Fatia.
Natural da freguesia de Alhos Vedros, concelho da Moita, Jorge Fatia foi membro da Comissão de Trabalhadores e delegado sindical da Garagem Vitória.
No plano associativo, destacou-se, primeiro como atleta da União Futebol Clube Moitense e do Clube Recreio e Instrução (CRI) e, posteriormente, pela sua intervenção como dirigente no CRI, na fundação da Comissão de Moradores de Alhos Vedros e na direcção da PLURICOOP.
Era, desde 1999, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alhos Vedros, instituição na qual desempenhou ainda as funções de membro do Concelho Fiscal e da Mesa Administrativa da Misericórdia, da qual foi vice-presidente.
Membro do Partido Comunista Português logo após o 25 de Abril, Jorge Fatia integrou a Comissão Concelhia da Moita do PCP e a Comissão Freguesia de Alhos Vedros, e foi em representação do Partido que assumiu presidência da Junta de Freguesia e da Assembleia de Freguesia de Alhos Vedros, e o cargo de 1.º secretário da Assembleia Municipal da Moita.
No funeral estiveram presentes muitos dos seus camaradas, entre os quais José Capucho, do Secretariado do Comité Central, e Margarida Botelho, da Comissão Política do PCP. Armando Morais, membro do Executivo da Direcção da Organização Regional de Setúbal do PCP e responsável pela Comissão Concelhia da Moita sublinhou, no elogio fúnebre a Jorge Fatia, que todas as palavras são poucas para fazer justiça à enorme dimensão humana, à generosidade, à modéstia, ao enorme empenhamento cívico e político de Jorge Fatia.
Em nenhum dos cargos que assumiu nos diversos planos quis ser remunerado ou retirar qualquer proveito. «Dar parte de si aos outros foi a postura natural deste cidadão», frisou. «A frase de Gabriel Garcia Marquez parece que foi escrita para Jorge Fatia: “um homem só deve olhar de cima para baixo para outro homem quando for para o ajudar a levantar-se”», concluiu Armando Morais.


Centenas de milhares sem trabalho

O total de desempregados em Portugal aumentou 19,6 por cento em Fevereiro face ao mesmo período do ano passado (mais 92 mil indivíduos), e 0,2 por cento quando comparados os dados com o último mês de Janeiro.
Segundo os números divulgados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), no final de Fevereiro encontravam-se inscritas 561 315 pessoas nos centros de emprego do território continental e ilhas.
Por género, os homens foram o grupo que mais contribui para nova escalada, com um aumento de 25,7 por cento face a Fevereiro de 2009. Por faixa etária, jovens menores de 25 anos e adultos são dos mais afectados, com subidas de 10,2 e 21,1 por cento, respectivamente, informa o IEFP.
Os desemprego de longa duração é um flagelo persistente no nosso País, dado que no espaço de um ano os desempregados de longa duração aumentaram 30,6 por cento. Mas os desempregados há menos de uma ano, mais 14,3 por cento, os que procuram um novo emprego, mais 20,1 por cento, e os que desesperam para encontrarem o primeiro emprego, mais 13,4 por cento, também cresceram.
Serviços e Construção, com subidas de 57,6 e 38 por cento, respectivamente, foram os sectores que maior número de postos de trabalho destruíram entre Fevereiro de 2009 e fevereiro de 2010.


Resumo da Semana