Rectificação

A semana passada dissemos que o novo livro de José do Carmo Francisco chamava-se «As Palavras em Yoga – Um olhar invulgar sobre o desporto». Na verdade, o título da obra é «As Palavras em Jogo – Um olhar invulgar sobre o desporto». Pelo lapso, pedimos ao autor e aos nossos leitores sinceras desculpas.


<i>Der Spiegel</i> denuncia <i>Ferrostaal</i>

A empresa alemã Ferrostaal, suspeita de ter pago subornos para garantir o negócio da compra de dois submarinos por parte do Estado Português, terá igualmente pago «luvas» a figuras gradas do Ministério da Defesa e da Armada colombianos.
Em causa, denuncia a revista germânica Der Spiegel, estava a adjudicação por parte das entidades públicas da Colômbia de um chorudo contrato de venda de navios de patrulhamento de costa, orçado em cerca de 28 milhões de euros.
Os alegados subornos ascendem a mais de um milhão de dólares e terão sido efectuados através de empresas controladas pelo consórcio industrial alemão, diz a revista.
Para além de Portugal e da Colômbia, noutros três países onde a Ferrostaal celebrou contratos subsistem suspeitas de pagamento de subornos.


Alemães contra a guerra

Milhares de alemães manifestaram-se, na segunda-feira, em mais de 70 localidades em protesto contra a intervenção do exército alemão no Afeganistão.
Nas tradicionais «Marchas de Páscoa» foi evocada a morte de três soldados alemães e o ferimento de outros oito em combate, na última sexta-feira, bem como os seis soldados afegãos abatidos «por engano» pelas forças germânicas. A maioria da população da Alemanha é contra a intervenção.


Falências superam o milhar

O número de falências registadas em todo o território nacional durante os três primeiros meses de 2010 superam já o milhar. De acordo com números apurados pelo Instituto Informador Comercial, noticiados pelo Diário de Notícias, desde o início do corrente ano 1066 empresas recorreram a processos de insolvência.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 8,55 por cento, mas se comparamos com as estatísticas do início de 2008, a subida é de mais de 50 por cento.
Comércio por grosso e a retalho, construção civil e promoção imobiliária foram os sectores que maior número de bancarrotas registaram, enquanto que os distritos do Porto, Lisboa e Braga foram as regiões mais castigadas pelas falências.
O sector do têxteis, com 122 processos de falência, é o terceiro numa lista que traça, por arrasto, um cenário negro quanto ao desemprego, aos salários em atraso e às dívidas aos trabalhadores em Portugal.


Desemprego não recua

A taxa de desemprego em Portugal manteve-se nos 10,3 por cento em Fevereiro, revelou, a semana passada o Eurostat. A agência estatística da UE indica que o nosso país é o quinto com maior número de desempregados no espaço comum europeu a 27, atrás do Chipre, Espanha, Eslováquia e Hungria.
Em termos homólogos, o desemprego em Portugal subiu em Fevereiro 1,5 por cento face ao mesmo mês de 2009. Por género, as mulheres são mais afectadas, com uma taxa de 10,9 por cento, que os homens, com 9,7 por cento. Por escalão etário, os jovens abaixo dos 25 anos são fortemente atingidos pelo flagelo, com uma taxa a rondar os 21 por cento.
Paralelamente aos dados do Eurostat, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgou que o número de novos inscritos nos centros de emprego na sequência do fim das acções de formação para as quais tinham sido enviados – e, por isso, tinham deixado de contar como desempregados – mais do que duplicou neste primeiro trimestre quando comparados os dados com os primeiros três meses do ano passado. Em 2009 eram 5859, e em 2010 subiram para 12 640, indicam as estatísticas oficiais.
Ainda assim, o «fim da formação» como motivo para nova inscrição no IEFP surge atrás dos indicadores «fim do trabalho não permanente» e «despedido».
Ouvido pela lusa, o membro do Executivo da CGTP-IN, Arménio Carlos, considerou que os dados confirmam «que não há criação de emprego» e que «estas pessoas que são colocadas em formação continuam a não encontrar emprego», facto que, acrescentou, «é preocupante».


Faleceu Dagoberto Markl

Faleceu, no passado domingo, dia 4, o historiador, museólogo, escritor, jornalista e dirigente associativo Dagoberto Lobato Markl. Membro do Partido Comunista Português, estava organizado na célula do Património do Sector Intelectual de Lisboa.
Em nota enviada ao Avante!, a Direcção da Organização Regional de Lisboa do PCP lembra o «comunista convicto», o «ser humano que se afirmava pela nobreza de carácter e pela simplicidade que só os grandes praticam», e o «intelectual desassombrado, que não hesitava em pôr em causa as verdades instituídas, mantendo-se sempre fiel às suas convicções».
Nascido a 27 de Junho de 1939, Dagoberto Markl era Historiador de Arte e membro da Academia Nacional de Belas Artes. Autor de muitos trabalhos de investigação, colaborou nas mais recentes publicações de História e História de Arte, sendo um dos colaboradores do Dictiomary of Art, publicado em Londres. Em 1984 foi distinguido com o Prémio José de Figueiredo da Academia Nacional de Belas Artes, e em 1989 faz no Centro de Trabalho Vitória uma comunicação sobre as fontes iconográficas da obra de Gil Vicente, destaca a DORL. Colaborou assiduamente com o jornal O Diário, e com as revistas Vértice e O Militante.
Apaixonado pelo Xadrez, Daboberto Markl foi, para além de praticante daquela modalidade e dirigente do Grupo de Xadrez Alekhine, responsável pela publicação de várias obras sobre a matéria, impulsionador em Portugal do Dia Mundial do Xadrez e o dinamizador da Comissão de História da Federação Portuguesa de Xadrez.


Resumo da Semana