«Paz sim! NATO não!» em jornada nacional

No âmbito da jornada nacional da campanha «Paz sim! NATO não!», que decorre hoje, vão ser recolhidas assinaturas em Lisboa, numa banca instalada entre a Rua Augusta e a Rua da Vitória, para a petição contra a anunciada realização em Portugal da cimeira da NATO.
Com esta acção, que se repete noutras cidades, os activistas da campanha pretendem esclarecer os portugueses acerca da real natureza da NATO e do significado profundamente negativo da realização desta cimeira no nosso País.
A petição, dirigida ao presidente da Assembleia da República, reclama a retirada das forças portuguesa envolvidas em missões militares da NATO, o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional, a não militarização da União Europeia, o desarmamento e o fim das armas nucleares e de destruição maciça, a dissolução da NATO. Pode também ser subscrita na Internet Com esta acção, que se repete noutras cidades, os activistas da campanha pretendem esclarecer os portugueses acerca da real natureza da NATO e do significado profundamente negativo da realização desta cimeira no nosso País.
A petição, dirigida ao presidente da Assembleia da República, reclama a retirada das forças portuguesa envolvidas em missões militares da NATO, o fim das bases militares estrangeiras e das instalações da NATO em território nacional, a não militarização da União Europeia, o desarmamento e o fim das armas nucleares e de destruição maciça, a dissolução da NATO e o desarmamento e o fim das armas nucleares e de destruição maciça. Pode também ser subscrita na Internet


Desastre vitima elite política e militar da Polónia

Morreu, sábado, num acidente de avião, o presidente da Polónia, Lech Kaczynski. Sem sobreviventes, com ele viajavam 96 pessoas, entre as quais a sua mulher, o governador do banco central polaco, responsáveis do Estado e o chefe do Comité Olímpico da Polónia. Estas mortes são um enorme golpe à elite política e militar da Polónia.
O avião do tipo Tupolev Tu-154 despenhou-se pouco antes da aterragem, no aeroporto russo de Smolensk. Juntando-se ao coro de chefes de Estado de direita de todo o mundo, Cavaco Silva expressou «a mais profunda consternação» pela morte de Lech Kaczynski , tendo, no domingo, assinado o livro de condolências da Embaixada da Polónia em Portugal.


49 anos de história

Há 49 anos, no dia 12 de Abril de 1961, o mundo parou com a notícia de que o astronauta russo Iuri Gagarin havia sido o primeiro homem a viajar pelo espaço. O comandante das forças soviéticas deu uma volta à órbita da Terra durante 108 minutos, dentro de uma pequena cápsula espacial lançada do Cosmódromo de Baikonur, actual Cazaquistão, e aterrou em Seratov, na região do Volga.
Yuri Gagarin foi reconhecido com as mais altas distinções, ascendeu a coronel e tornou-se uma lenda da astronáutica mundial.


Solidariedade com povo saharauí

Com a presença de Adda Brahim, representante da Frente Polisário em Portugal, o recém-criado Núcleo do Barreiro do Conselho Português para a Paz (CPPC) e Cooperação promoveu, no sábado, nos «Penicheiros», uma sessão de solidariedade com a luta do povo saharauí.
A denúncia do «absoluto silêncio» sobre a greve de fome de 36 patriotas presos em Marrocos e a inserção do CPPC na campanha para a sua libertação foi um dos temas abordados por Filipe Ferreira, da Direcção do CPPC, que deu especial enfoque à realização, em Portugal, da Cimeira da NATO.
Hoje, quinta-feira, às 17h30, no Foyer do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) vai realizar uma iniciativa de solidariedade com o Sahara Ocidental, com vista a denunciar a «situação de direitos humanos» e reunir «dinheiro para apoiar as crianças que vivem nos acampamentos».
No dia 26 de Abril, a CGTP-IN promove uma sessão pública de solidariedade com os trabalhadores e com o povo do Sahara.


Utentes marcham por saúde

Centenas de pessoas participaram, sábado, de manhã, na 3.ª marcha pela saúde dos concelhos de Sintra e da Amadora, que têm mais de 750 mil habitantes. Nesta acção, os utentes de Sintra e da Amadora partiram de locais diferentes e juntaram-se, mais tarde, na Rotunda do Lido, tendo depois seguido até ao Hospital Fernando Fonseca, mais conhecido como Hospital Amadora/Sintra.
Numa moção, aprovada no local por unanimidade, alertou-se para a necessidade de mais «investimentos em equipamentos de saúde» e médicos de família para os 180 mil utentes que não os têm (125 mil no concelho de Sintra e 55 mil no concelho da Amadora).
Os participantes reclamaram ainda a construção, entre outros, «de um hospital em Sintra, com 350 camas» e de novos centros de saúde em Agualva, Queluz, Belas, Mem-Martins e Almargem, no concelho de Sintra, e na Reboleira e Buraca, no concelho da Amadora.


Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos

O Centro Nacional de Cultura, em Lisboa, acolheu, no dia 8 de Abril, o primeiro debate de homenagem à Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (CNSPP), para assinalar o 40.º aniversário da sua fundação.
Subordinado ao tema do sistema repressivo da ditadura fascista, o debate foi moderado por Levy Batista, membro da CNSPP, e teve como oradores Maria do Carmo Medina, que se destacou como advogada na defesa de presos políticos em Angola no período do fascismo e Joaquim Loureiro, também advogado que assumiu também a defesa de presos políticos da ditadura fascista.
A exposição de Maria do Carmo Medina abordou a coragem e a abnegação dos presos políticos em Angola na sua luta pela libertação do fascismo e do colonialismo, referindo vários exemplos da acção judicial naquele contexto, deveras arbitrária e conivente para com os crimes cometidos pela PIDE-DGS. Mas referiu também a postura corajosa dos presos políticos no tribunal, abordando igualmente a forma como os processos políticos decorriam naquele contexto.
No caso de Joaquim Loureiro, o seu depoimento iniciou-se com a explicação dos seus primeiros contactos com a realidade política e social do país, quando era ainda estudante de direito na Universidade de Coimbra. No exercício da advocacia, Joaquim Loureiro defendeu vários presos políticos no Tribunal Plenário do Porto, por onde também passaram muitos exemplos de persistência na luta antifascista, a que deu destaque na sua intervenção.
Está já marcado o segundo debate da CNSPP, neste caso abordando as condições prisionais e a solidariedade com os presos políticos e as suas famílias, a realizar no dia 22 de Abril, às 18 horas, igualmente no Centro Nacional de Cultura, Rua António Maria Cardoso, n.º 68, em Lisboa.


Resumo da Semana