Comemorações do Centenário da República

Com o objectivo de promover a formação social, moral e intelectual dos seus associados, o Clube do Sargento da Armada (CSA) realizou, no dia 10 de Abril, no Feijó (Almada), uma sessão comemorativa da implantação da República.
Uma iniciativa que contou com a intervenção do Coronel António Pessoa e de Pedro Ventura. «Foram os sargentos e praças, conjuntamente com o povo, demonstrando uma coragem e determinação exemplares, que levaram à queda da monarquia. No entanto, este importante acontecimento, embora já reconhecido por alguns historiadores, tarda em ser reconhecido oficialmente», sublinha o CSA, que está a promover, até ao 25 Abril, na sua delegação do Feijó, uma exposição, aberta a toda a população, sobre o tema.


Montijo sem médicos de família

O deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar «Os Verdes», entregou, recentemente, na Assembleia da República, um requerimento em que pede esclarecimentos ao Governo, através do Ministério da Saúde, sobre o Centro de Saúde do Montijo, concelho onde 36 por cento da população não tem médico de família.
«Trata-se de uma situação que tem vindo a agravar-se de ano para ano sem que o Ministério da Saúde tome medidas para minimizar este problema, que tende a agravar-se, uma vez que a saída de médicos do Centro de Saúde do Montijo tem sido uma constante, mais grave ainda se tivermos em conta que estão previstas mais saídas a curto prazo», referem os ecologistas, alertando para o facto de os utentes serem «obrigados» a «deslocarem-se de madrugada, engrossando as longas filas, no intuito de marcar uma simples consulta, que na maioria dos casos, só é conseguida para várias semanas depois, com todos os prejuízos que isso acarreta para os utentes».
Por seu lado, Heloísa Apolónia solicitou esclarecimentos, também ao Executivo PS, sobre os trabalhadores que se encontram no quadro de mobilidade e o seu processo de recolocação. «Estes trabalhadores vivem, de momento, como bem se compreende, um drama pessoal e familiar, decorrente de uma situação que os coloca na prateleira, a caminho do desemprego, imposta pelo Ministério da Agricultura. Não é possível uma indiferença em relação a estes casos (cerca de 900 pessoas)», sublinhou a deputada.


30.º aniversário da CNOD

A Confederação Nacional dos Organismos Deficientes (CNOD) completou, anteontem, 30 anos de existência. Para assinalar esta data, a confederação evoca, em nota de imprensa, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, «há tantos anos proclamada na Assembleia Geral das Nações Unidas, mas que tem sido esquecida e rejeitada por diversos Estados». Saudou ainda os «defensores da paz» e «todos os discriminados em luta pela inclusão, social, em especial as pessoas com deficiência».
A CNOD deu ainda a conhecer que no dia 22 de Maio, nas instalações da Associação de Deficientes das Forças Armadas, vai realizar, no âmbito do 10.º Congresso Nacional de Deficientes, uma cerimónia comemorativa do seu 30.º aniversário.


Siza Vieira condecorado nos EUA

O arquitecto Álvaro Siza Vieira foi nomeado membro da Academia Americana de Artes e Letras. A cerimónia de entrega do título terá lugar no dia 19 de Maio, em Nova Iorque.
O português Siza Vieira e o japonês Fumihiko Maki foram os dois arquitectos escolhidos, este ano, pela academia como membros honorários na categoria de artistas estrangeiros, criada em 1929. No ano passado, Siza Viera foi distinguido com a medalha de ouro do Royal Institute ob British Architects, depois de ter recebido uma condecoração semelhante da mesma organização em 2008. A estes galardões junta-se o prémio Pritzker, que o arquitecto recebeu em 1992 pelo projecto de renovação do Chiado.


Cuba contra o terrorismo

No dia 22 de Abril de 1976 foi colocada na Embaixada de Cuba, em Lisboa - na altura situada no centro da cidade, no quinto andar do prédio da Avenida Fontes Pereira de Melo, n.º 19 - uma bomba de potência superior a seis quilos de TNT, que provocou a morte de Adriana Corço Callejas e Efrén Monteagudo Rodrigues.
Logo após esta acção terrorista, o povo português saiu à rua e concentrou-se, durante várias horas, no local, manifestando o seu apoio e solidariedade para com o povo cubano, condenando o fascismo, a reacção e a CIA. Este atentado foi apenas uma das centenas de acções terroristas organizadas, estimuladas ou toleradas pelos governos norte-americanos desde a Revolução Cubana até aos dias de hoje, causando naquele país milhares de mortes.
Passados 34 anos, a solidariedade dos portugueses e de todo o mundo, que nunca abandonaram Cuba, é hoje de uma importância fulcral. Continua em curso uma campanha contra a injusta prisão de Gerardo Hernández, Ramón Labañino, António Guerrero, Fernando González e René González, cinco patriotas cubanos, encarcerados nos EUA sob a acusação de «conspiração para cometer espionagem», quando o seu único objectivo foi o de detectarem planos terroristas a partir de Miami contra o povo cubano. A luta pela libertação dos «cinco», assim como da campanha mediática contra Cuba, representa uma batalha em favor da verdade e contra o terrorismo.


Opúsculo em quatro tempos

«Alerta por Abril», é o novo livro de poemas de Ana Patrício. Com a ilustração de Joana Patrício, esta obra, editada em Março, está dividida em quatro partes: «Abril teu nome é história», «Cântico à Reforma Agrária», «A crise em curta ficção» e «O povo estará alerta».


Resumo da Semana