Branqueamento da história

No âmbito das comemorações do 36.º aniversário da Revolução dos Cravos, a União de Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP) criticou, no sábado, numa escola de Almada, a forma como é divulgada a memória do 25 de Abril junto das novas gerações.
Em declarações à Lusa, Mário Araújo, dirigente da URAP, sustentou que, depois da «explosão de felicidade que foi o 25 de Abril», tem havido «um branqueamento da história a todos os níveis e não interessa que se saiba muito sobre o que aconteceu antes da Revolução».
Para o resistente antifascista, «por aqui se percebe a falta de liberdade que existe hoje. Por aqui se vê que a liberdade é cada vez mais um sonho que se vai desvanecendo».


«Crescer num mundo de direitos»

«Os Pioneiros de Portugal» realizaram, no dia 23 de Abril, na Baixa da Banheira, uma Assembleia dos Direitos da Criança. Esta iniciativa, que contou com a participação de cerca de 50 crianças do concelho da Moita, foi o culminar da campanha «Ser, brincar, aprender - Crescer num mundo de direitos», iniciado em Janeiro de 2009, e que teve como objectivos divulgar os direitos da criança, numa altura em que se celebram os 50 anos da Declaração dos Direitos da Criança e os 20 anos da Convenção Sobre os Direitos da Criança.


Solidariedade com o Sahara

A Comissão de Paz do Barreiro aproveitou a visita do Presidente da República ao distrito de Setúbal para lhe entregar, em mão, um apelo sobre a situação no Sahara Ocidental e, em particular, a violação dos direitos humanos nos territórios ocupados pelo reino do Marrocos.
«Os refugiados nos acampamentos vivem da ajuda internacional que é cada vez mais deficiente. As condições são precárias devido ao clima e à ausência de infraestruturas; não têm água, energia eléctrica, nem saneamento básico», alerta o documento entregue a Cavaco Silva, acrescentando: «Os que vivem nos territórios ocupados por Marrocos são discriminados, perseguidos, sequestrados, sujeitos a prisões arbitrárias e torturas».
No apelo, a Comissão pela Paz recorda que os saharauis são «historicamente, etnicamente e culturalmente independentes dos marroquinos» e apelaram aos portugueses «de boa vontade» que participem nas «acções de denúncia das violações dos direitos humanos praticados sobre o povo saharaui».
No passado fim-de-semana, os cerca de 800 delegados do 10.º Congresso Nacional de Professores de Portugal, reunidos em Montemor-o-Novo, aprovaram por unanimidade uma moção de solidariedade com a autodeterminação do Sahara Ocidental e os presos políticos em greve de fome em prisões marroquinas. Esta iniciativa contou com a presença de uma delegação da Central Sindical Saharaui.
No domingo, na manifestação popular que assinalou, em Lisboa, o 36.º aniversário da Revolução dos Cravos, esteve presente uma delegação saharaui, que testemunhou a solidariedade da CGTP.-IN, do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e de muitos portugueses. Na segunda-feira, a Intersindical promoveu, na sua sede, em Lisboa, uma sessão de solidariedade com os trabalhadores e o povo saharaui.


Requalificação da Baía do Seixal

A candidatura da Câmara do Seixal para a valorização da frente ribeirinha, no valor de sete milhões de euros, foi aprovada pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). O projecto de requalificação daquela área prevê a ligação do passeio ribeirinho entre as freguesias de Amora e Seixal (extensão de oito quilómetros), assim como a qualificação dos núcleos urbanos, a recuperação de equipamentos culturais, a dinamização da náutica de recreio e dos núcleos empresariais.
Num investimento total de 20 milhões de euros, sendo que 13 milhões são investimento municipal, esta obra é, de acordo com o presidente da autarquia, Alfredo Monteiro, «estrategicamente importante não só para o Seixal, mas também para o Tejo».
A candidatura ao QREN também contemplou a cultura, área em que o presidente da autarquia CDU destaca a criação da «Galeria-fundação Manuel Cargaleiro», mas «não menos importante do que o futuro centro de arte da antiga fábrica da Mundet».
Outro dos grandes objectivos do projecto é «dinamizar os núcleos empresariais da frente ribeirinha através de apoio ao comércio, aos serviços» e com isso conseguir-se «criar nova vida».


Shakespeare em Almada

Estreia hoje, às 21.30 horas, no Teatro de Almada, a peça Troilo&Créssida, de William Shakespeare, encenada por Joaquim Benite e José Martins. Com um elenco de 20 actores da Companhia de Teatro de Almada, da Companhia de Teatro do Algarve e da Companhia de Teatro de Braga - que co-produzem o espectáculo - esta encenação será a primeira vez que este texto de Shakespeare é produzido em Portugal.
Christian Rätz, cenógrafo do Teatro de Estrasburgo, assina a cenografia e figurinos e José Carlos Nascimento tem a seu cargo o desenho de luzes.


Pirataria no <i>Facebook</i>

Um «pirata» da Internet, auto-dominado «Kirllos», pôs à venda o acesso a um milhão e meio de contas da rede social Facebook, noticiou, esta semana, a edição online do jornal espanhol El País.
Desta forma, os «ciber criminosos» podem usar o acesso a contas do Facebook para conseguirem informações dos amigos do perfil usurpado e expandirem o envio de spam (correio não desejado) ou mesmo para pedirem dinheiro às pessoas, alegando um problema específico. Há também o perigo de serem instalados vírus informáticos que contagiem os computadores dos que acedam ao portal recomendado pelo falso amigo.
Para evitar este tipo de problemas, recomenda-se aos utilizadores do Facebook que alterem periodicamente as suas senhas de acesso à rede.


Resumo da Semana